Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado."
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Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)
Opor-se ao destino
Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado.
Caminho no tempo O tempo que faz o jogo correr Que faz a vida acontecer Sou a bola no tempo presente.
No templo interior Está acontecendo o maior jogo da minha vida Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota Sou a bola que depende de pés habilidosos.
Os segundos passam Cadenciam para um final traumático Sem direção
O eterno tempo que não passa. Migalha é o nosso tempo O tempo que angustia a alma Que sofre com a obsessão Bom é cada vez mais sentir.
Morte! É o grito que meu espírito solta. É o medo que nos leva para a beira da morte, Que nos tortura de toda sorte.
Não existe medo que me faça sentir tanto medo. É o medo que, do nada, me encoxou por trás. É o medo que sussurra ao meu ouvido. É o medo que me põe medo todos os dias.
Suave é como me encontro, Tanta tormenta passou, Que do meu corpo nada roubou, No cansaço dessa luta.