Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60) Opor-se ao destino

"Opor-se ao destino

Sem destino certo
Sou como a bola esperando alguém chutar
Sou a estagnação de medo
De quem se vê em um estádio lotado."

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Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)

Opor-se ao destino

Sem destino certo
Sou como a bola esperando alguém chutar
Sou a estagnação de medo
De quem se vê em um estádio lotado.

Caminho no tempo
O tempo que faz o jogo correr
Que faz a vida acontecer
Sou a bola no tempo presente.

No templo interior
Está acontecendo o maior jogo da minha vida
Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota
Sou a bola que depende de pés habilidosos.

Os segundos passam
Cadenciam para um final traumático
Sem direção

O eterno tempo que não passa.
Migalha é o nosso tempo
O tempo que angustia a alma
Que sofre com a obsessão
Bom é cada vez mais sentir.

Sentir o jogo da vida que está sendo jogado
Sentir a oposição de uma vida angustiada
O jogo está sendo jogado com a vida
E o jogo ainda é muito truncado.

Carlos de Campos

Comentários

3 respostas a “Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60) Opor-se ao destino”

  1. […] de movimentode sonhos que estão nas profundezas do seu interiorno mais profundo do profundo que você possa alcançar.Carlos de […]

  2. […] ainda de suas mãos?Dessas mãos que manipulam os resultados?Que ainda puxa arma para extorquir?O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?A mão que abençoaÉ a mesma mão que violentaA mão que dá carinhoÉ a mesma que silencia-se […]

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