Tag: poesia sobre futebol

  • Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60) Opor-se ao destino

    "Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado."

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    Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)

    Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado.

    Caminho no tempo
    O tempo que faz o jogo correr
    Que faz a vida acontecer
    Sou a bola no tempo presente.

    No templo interior
    Está acontecendo o maior jogo da minha vida
    Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota
    Sou a bola que depende de pés habilidosos.

    Os segundos passam
    Cadenciam para um final traumático
    Sem direção

    O eterno tempo que não passa.
    Migalha é o nosso tempo
    O tempo que angustia a alma
    Que sofre com a obsessão
    Bom é cada vez mais sentir.

    Sentir o jogo da vida que está sendo jogado
    Sentir a oposição de uma vida angustiada
    O jogo está sendo jogado com a vida
    E o jogo ainda é muito truncado.

    Carlos de Campos

  • Estádio lotado

    Estádio  lotado

    O apito recebe o estímulo vital
    Tudo é paradoxal:
    O tempo para quando o jogo começa.

    Carlos de Campos

    Foto por Mikkel Kvist em Pexels.com
  • Livro 7: Título provisório — A Filosofia do Gramado O Tempo (Poema 01/60)

    Livro 7: Título provisório — A Filosofia do Gramado
    O Tempo (Poema 01/60)

    O que é o tempo em uma partida de futebol?
    Sair de campo sem ter feito o seu melhor?
    O que cada um sabe sobre companheirismo?
    Perder, e o sabor amargo que fica?

    Tudo gira em torno de uma bola,
    um objeto minúsculo,
    capaz de movimentar corpos e almas.
    Futebol, da origem ao colapso.

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    Muitas crianças, algum dia, sonharam em ser jogadores de futebol,
    um sonho que aparentemente parece ser o caminho mais fácil
    para quem sabe, um dia, sair da pobreza.
    O futebol era o alimento, dia e noite, de suas almas.

    Almas abatidas por tanta injustiça,
    que, desde crianças, precisaram driblar cedo para se virar na vida.
    Que aulas precárias frequentavam,
    porque sabiam que precisavam ser o Man of the Match.

    O estádio está lotado.
    Almas frenéticas.
    Tudo é decidido em pouco tempo,
    no tempo da dedicação.

    O vento sopra.
    O apito recebe o estímulo vital.
    Tudo é paradoxal:
    o tempo para quando o jogo começa.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Seleção Brasileira e sua volta por cima

    O poema inicia com uma tensão velada: a superioridade brasileira já é percebida como fato, mas se insinua aqui na forma da pressão autoimposta, do desejo de afirmação que pode sabotar o próprio talento. Estabelecendo um embate psicológico, não contra o adversário, mas contra si mesmo.




    Seleção Brasileira e sua volta por cima

    O jogo será um jogo aberto,
    Com enorme vantagem para a seleção brasileira.
    É um jogo em que muito se quer provar;
    Essa mentalidade pode vir a atrapalhar.

    Isso deve pesar muito no primeiro tempo,
    É uma pressão autoimposta,
    Desnecessária…
    Entretanto, o Brasil é ainda mais forte.

    Embora essa pressão exista,
    O jogo será de amplo domínio do Brasil.
    Jogadores com vontade de jogar,
    A seleção brasileira navegará com tranquilidade.

    O adversário não oferecerá resistência,
    O show ficará por conta do time brasileiro.
    O jogo se desenrolará de maneira leve e muito prazerosa,
    Jogo para reatar a relação entre jogadores e torcida.

    É jogo de celebração e encontro,
    Desejos, sonhos à flor da pele,
    Determinação e vontade sendo colocadas em campo,
    Momento de muita curiosidade, saudades e encanto.

    Em noite de gala, o Brasil baila,
    A seleção joga a essência do futebol brasileiro:
    Domínio e suavidade,
    Para sempre vencer com facilidade.

    Carlos de Campos
    Foto por Murilo Fonseca em Pexels.com