A morte
dos versos ao longo da história
Silêncio interrompido
Ouço um suspiro.
Carlos de Campos


Você sou eu
Morrer é necessário para que a vida tenha força,
para que o tempo não te congele na história.
Percebe que ficar parado não te movimenta?
Que os movimentos são calculados?
Que a insistência é o remédio para a vida?
O mar é feito de movimento,

de sonhos que estão nas profundezas do seu interior,
no mais profundo do profundo que você possa alcançar.
Toca a alma, a tua alma.
Teu toque que toca o teu tocar,
no movimento do teu andar,
andar no estado mais puro da minha alma.
Morrer para tudo o que te faz mal.
Morrer para o que não te eleva.
Precisamente, a mente entende
que a saída é sair todo dia
e deixar-se tocar pelos raios da vida,
pelo simples caminho que caminho.
O que vejo é visto por todos.
O que sinto é sentido só por mim.
No caminho que caminho, eu caminho só,
solitário por entre as paredes
que barram os raios do sol.
Um dia a mais de desejos,
de vontade de estar com você.
Você sou eu.
Nossos caminhos se cruzam o dia inteiro.
No caminho, desejo estar contigo.
No barco da vida, estou afundando,
gemendo sem ser ouvido.
E, quando ouvido, somos simplesmente ignorados.
No barco da vida, quem sou eu, afinal?
No barco da minha vida, sou eu,
impulsionado pela paralisia,
comprimido por minhas escolhas.
No barco da vida, eu sou a escolha?
No barco que afunda,
quem sou eu nesse barco?
O barco da solidão.
O barco do amor não correspondido.
Na triste escolha que fazemos pelo caminho,
caminho que vamos descobrindo,
que vamos observando tudo ao nosso redor.
Oh, destino destilado de incoerência,
de irracionalidades racionais,
de sexo sem cumplicidade,
de êxtase sem percorrer o caminho,
da vida eterna sem a morte,
da mudança sem o transtorno da transformação.
A vida é um fragmento,
um pedacinho de uma pedra preciosa.
A vida somos nós buscando, dia e noite,
por esse pedacinho de pedra preciosa.
De ilusão em ilusão,
chegamos ao equilíbrio primordial,
e, ao mesmo tempo, somos nada.
Porque, no final,
é o caminho quem nos ensina.
Carlos de Campos

Reúno as minhas forças para o embate final
Estou muito deprimido.
Um mar de ilusão me afoga.
O que faço nessa situação?
Além de olhar fixamente para a parede?
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Reúno as minhas forças para o embate final
Estou muito deprimido.
Um mar de ilusão me afoga.
O que faço nessa situação?
Além de olhar fixamente para a parede?
Insisto no mar envolto,
Destituir a minha tristeza.
Sou mais forte.
Só preciso começar a lutar.
Eu sei que não será fácil.
Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.
Sei que na guerra o único instinto é sobreviver.
Sou sobrevivente de tantas guerras.
O sangue que já regou o front dessa trincheira.
Sou a vida, sou a morte.
Sou as derrotas, sou as vitórias.
Sou só mais uma pessoa querendo viver.
O meu olhar se volta para o meu filho.
O meu ser se enche de esperança,
Da mais doce e profunda esperança,
É com amor que se vence o ódio.
Carlos de Campos

Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60)
Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados
Nosso povo abençoado,
de uma recepção imensurável,
oh, povo abençoado,
de um afeto caloroso.
Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.
Sua calorosa recepção vem desde o passado,
herança transmitida pelo sangue
da nobre realeza egípcia.
O mundo encontra em ti a sabedoria.
O Nilo é, para o mundo, fonte de vida,
herança arquitetônica,
noites de uma beleza admirável.
Os nossos sonhos são abarcados em sua grandiosa literatura.
A liberdade cantada em suas canções,
tendo o sol como testemunha dessa união.
Homens, mulheres e crianças
cantando juntos o hino de vitória deste país.
Vem o futuro próspero à nação,
Egito do passado,
herdeiro das mais antigas tradições,
é, para o presente, o verdadeiro sol nascente.
O sol ilumina toda a sua população,
como na tradição que lhe foi transmitida.
Fará correr, nesse solo sagrado do Egito, o leite e o mel:
prosperidade e misericórdia.
Carlos de Campos

Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)
Vê o tempo esquecendo que é o tempo?
O que sabemos sobre o tempo?
O tempo está parado no tempo?
Quando o tempo passou a ser tempo?
Quando o tempo consome a minha vida?
Carlos de Campos
O tempo mede a vida ou somos nós que medimos o tempo? ⏳ Conheça o segundo poema de A Arte da Trégua e mergulhe nessa reflexão sobre existência, saudade e finitude. Livro 1: A Arte da Trégua

Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)
Vê o tempo esquecendo que é o tempo?
O que sabemos sobre o tempo?
O tempo está parado no tempo?
Quando o tempo passou a ser tempo?
Quando o tempo consome a minha vida?
Mergulhe em uma leitura que abraça a alma. Adquira seu exemplar aqui
E a vida passa a depender do tempo
Que não é nem presente e muito menos futuro.
É o tempo medido por segundos,
Segundos correndo por um relógio.
O que é o tempo?
Além da mais pura irritação
Que domina nossa mente a vida inteira
E vai nos deixando com a sensação de sermos a próxima vítima.
A vítima da morte,
Que nos poupa de tal sorte,
Dos segundos contados,
De tua mão que parou o tempo.
No princípio, Deus construiu o relógio,
Que nos mostra o fim mais próximo
E que, a cada segundo, é uma gota a menos de vida,
Vida pautada pelo tempo.
Pelo tempo que passou
E que não volta mais,
Pelo amor que se confunde com a dor da saudade,
Por quanto tempo nós iremos resistir?
Carlos de Campos
