Tag: poesia autoral

  • Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso O mundo é a nossa casa (Poema 01/60)

    Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi 

    O mundo é a nossa casa (Poema 01/60)

    Procuro o vento que me levará até você,
    um sonho de criança:
    navegar em alto-mar.
    Nas linhas deste caderno, viajo com você.

    Nas diversidades das culturas,
    neste imenso almanaque de sabores,
    eu sou você,
    você que deseja repartir a sua experiência.

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    Vou desbravando este mar,
    não como um colonizador,
    mas como um amigo que busca as convergências culturais
    para celebrarmos mais uma amizade verdadeira neste cais.

    Vou aonde o mar me leva,
    onde as culturas se encontram
    e o medo dá lugar à experiência do convívio.
    Feliz, sigo neste novo desafio.

    O momento especial é estar com você,
    com todas as nossas diferenças latentes.
    Encontro em você a nossa unidade,
    porque a verdadeira celebração que nos une
    está em nossas diferenças.

    No mundo em que vivemos,
    vivemos como uma família que mora na mesma casa,
    onde as nossas diferenças
    se fazem raízes em um longo olhar amoroso.

    Carlos de Campos

  • Livro 1: A Arte da Trégua Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    Livro 1: A Arte da Trégua
    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Desejos mesquinhos,
    “Poder” conservador,
    Destituído de nossa razão,
    Pressão que não acaba mais.

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    Jogados na cadeia,
    Vivemos na mais pura ilusão.
    Acordar desse delírio coletivo
    Ainda é muito dolorido.

    Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
    A verdade que todos os dias me consolava.
    Os desejos se foram;
    Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.

    A solidão que fica nesta cela cheia
    É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
    Quando tudo o que me resta
    São os anos que ainda restam nesta cela.

    Tudo o que vivi
    É repleto de muita mágoa,
    Desejos dedicados a uma ilusão:
    A ilusão de ainda receber a visita de alguém.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS
    Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    No entardecer daquela sexta-feira,
    tudo acontecia naturalmente.
    Pensar, hoje, no que aconteceu
    é muito difícil para mim.

    Minha memória
    tem dificuldades em aceitar o que aconteceu.
    Por isso, vivo em constante negação:
    a memória de alguém que prefere não se lembrar.

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    O que aconteceu não foi uma ação humana.
    Não. É até difícil de acreditar.
    Estávamos no quartel,
    na torre do Distrito Norte.

    — Peçam apoio aos caças!

    Eu e outros dois respondemos imediatamente ao chamado.
    Tudo aconteceu em segundos para mim,
    mas meu comandante disse
    que ficamos desaparecidos por cinco anos.

    Observei, enquanto nos aproximávamos do local,
    que tudo estava tranquilo,
    exceto por um cheiro estranho.
    Não conseguia distinguir de onde vinha.

    Parecia que vinha de fora.
    Ao mesmo tempo, parecia que estava dentro da aeronave.
    Não conseguia distinguir de onde aquele forte cheiro vinha.
    Tudo ficava cada vez mais forte, estranho e intenso.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Quem deseja a traição?

    Quem deseja a traição?

    Um entre nós
    É o traidor,
    Digno de exclusão,
    De uma vida esquecida.

    Os traidores estão à espreita,
    Desorientados…
    Tornando-se ainda mais perigosos,
    Estão desejosos por sangue.

    Não estará vencido
    Desde que seja detido.
    Todo o processo de educação
    É o lugar certo para se obter a transformação.

    Carlos de Campos
  • No dia seguinte, eu chorei

    No dia seguinte, eu chorei

    O maior erro observado,
    solidão de um peso que não é seu,
    gera a angústia mortal.

    Carlos de Campos
  • Ruminar no santuário do coração


    Ruminar no santuário do coração

    Os deleites da alma
    transbordam em emoção.
    São décadas enclausuradas,
    cultivando o amor sagrado
    que, sangrando, se faz sozinho.

    Carlos de Campos
  • A lenda que ainda vive


    A lenda que ainda vive

    Um dia bem vivido
    Vale mais que mil anos vividos no sofrimento.
    Vivo o que preciso viver hoje,
    Intensamente, como deve ser.


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    Os teus dias passam,
    A morte nos espreita.
    Viver e morrer sem tesão
    É uma escolha a se fazer.

    Viver e morrer com alegria
    É se tornar uma lenda.
    É uma lenda quem soube aproveitar o que tinha.
    Seja você mesmo: é o que basta.

    Sê lenda em nossos dias,
    A lenda da alegria,
    Que sabe dosar esse tempero em toda a vida.
    Sê lenda: é o teu destino.

    Viver na alegria
    É saber exatamente o momento de ser alegria.
    É preciso confiar em seus instintos
    E se soltar.

    A morte é o ato da infelicidade,
    A desesperança em nosso ser.
    O antídoto para tudo isso
    É viver a potencialidade de um dia feliz.

    Carlos de Campos
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  • Olhe para o céu, não são estrelas


    Olhe para o céu, não são estrelas

    É a virtude que eleva.
    São os dias traiçoeiros que nos levam a refletir.
    Há quem nem pense sobre isso.


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    Vem, olhe pela janela.
    Veja que magnífico:
    o que era pessimismo se transformou em otimismo.
    Contemple, este é um momento raro.

    Observo de longe
    sua percepção
    de encontrar, nas entrelinhas, a solução.

    Não é presente,
    nem milagre.
    É a nossa busca constante
    de poder ver e enxergar.

    Olhe bem:
    os dias passam — e como passam.
    Passam como os seus olhos passam por essas palavras,
    passam e ficam guardados na memória.

    Olhem a escuridão à sua volta.
    Observem esse vasto campo de leitura.
    Leiam pelas brechas deixadas pela escuridão
    e, como um milagre, toda a cegueira vai embora.
    A ilusão é expulsa a cada leitura.

    Carlos de Campos
    Foto por MELQUIZEDEQUE ALMEIDA em Pexels.com
  • O corpo e a mão veem os sentidos


    O corpo e a mão veem os sentidos

    O nosso destino está no ver.
    No ver de quem sente,
    no ver de quem ouve.
    Ver é ouvir o sentido.


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    O sentido que vê
    é o mesmo sentido que ouve,
    que sente o sentido do olhar.
    Vê como eu sinto?
    Sente o que eu vejo com o ouvido?

    Sua capacidade de ver está extremamente aguçada.
    Seu corpo se arrepia todo.
    Sua mão suada me toca,
    toca como quem quer ver o que está ouvindo.
    Sua boca deixa sair os sentidos.
    Sua alma está plena em ver o que eu vejo.

    O estado de ver
    é visto nos olhos,
    é sentido.
    As minhas comoções vêm à tona,
    ligadas ao meu ver.
    Eu vejo o que vejo.
    Suas mãos estão frias.

    Suas mãos veem o meu corpo,
    passeiam pelo meu corpo.
    Meu corpo vê os sentidos.

    Carlos de Campos
    Foto por Paulina Bermudez Castellanos em Pexels.com