Livro 4: Título provisório — Solidão Digital Poema 01/60 — Que os dias de solidão acabem logo

Livro 4: Título provisório — Solidão Digital
Poema 01/60 — Que os dias de solidão acabem logo

Um quarto de prisão.
Sou inocente,
condenado pela insistência de existir.
Existo no instante do veredito.

Quando a alma está encarcerada,
nossas orações já não fazem mais sentido.
Sinto este instante me comprimindo;
a prisão calou os meus sentidos.

Enquanto a solidão me abraça, Compre aqui.

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No cárcere desta longa solidão,
alimento-me do medo,
na embriaguez de minhas palavras,
do ódio que alimento no canto mais frio da alma.

Os cadáveres me assombram todos os dias.
Esqueletos são as minhas companhias.
Noite fria, nua, me seduzindo.
Mergulho em mim.

O que esperar desta solitária prisão?
Dos dejetos que se acumulam em minha alma?
Da sombria decisão da vida?
O que devo esperar dos abusos que sofro aqui?

Tudo é tão gelado,
sem dia para terminar.
Nesta cela fria, eu me vejo.
Encorajo-me a ser só solidão.

Carlos de Campos
16AL01

Comentários

Uma resposta para “Livro 4: Título provisório — Solidão Digital Poema 01/60 — Que os dias de solidão acabem logo”

  1. […] tudo estava tranquilo,exceto por um cheiro estranho.Não conseguia distinguir de onde vinha.Parecia que vinha de fora.Ao mesmo tempo, parecia que estava dentro da aeronave.Não conseguia distinguir de onde aquele forte […]

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