No cárcere desta longa solidão, alimento-me do medo, na embriaguez de minhas palavras, do ódio que alimento no canto mais frio da alma.
Os cadáveres me assombram todos os dias. Esqueletos são as minhas companhias. Noite fria, nua, me seduzindo. Mergulho em mim.
O que esperar desta solitária prisão? Dos dejetos que se acumulam em minha alma? Da sombria decisão da vida? O que devo esperar dos abusos que sofro aqui?
Tudo é tão gelado, sem dia para terminar. Nesta cela fria, eu me vejo. Encorajo-me a ser só solidão.
Noite fria, apesar do calor, noite tenebrosa. Assustadora é essa noite sem fim, noite de uma solidão intensa.
Os dias que se tornaram noites me orientam nessa jornada. Tateando, eu prossigo. Insisto.
No caminhar, me guio pela persistência. A resistência é minha fortaleza. O desejo de continuar só aumenta: é o caminho dos vitoriosos.
Que o nosso mundo se ilumine, nos oriente para irmos além — não distante — caminhe.
No anoitecer, por mais escuro que esteja, há esperança de que voltará a amanhecer, que a solidão dará lugar à confraternização e que a paz interior prevalecerá.
Em um mundo em que a distância é fascinante e, ao mesmo tempo, ultrajante, distante das pessoas, próximo da ausência plena.
Nada é como antes, e antes é toda a base sólida, entre mundos tão iguais e completamente diferentes.
Que caminha para o caminho do sofrimento pela busca incessante da angústia, consciente de que, em seu íntimo, é desejado; é o desejo dos desejos a ser conquistado.
Impor é se destruir, é revidar contra si mesmo, é lutar com a imagem refletida pelo espelho, é ser, na essência, a essência contraditória.
Lutar é assumir ser desonesto. O desonesto sofre na essência, vê sua saúde mental diminuindo, abreviando o fim do seu próprio mundo.
Só em mais um dia, essa solidão que insiste em ficar fica, a todo instante, a me recordar que este é mais um dia em que estou só.
Somente eu e a minha solidão, solidão só, com sua presença — presença fria, distante de nós.
Minha cara solidão, então vem, me abrace a noite inteira, me faça senti-la até os sentidos sentirem o que já não existe mais.
Se possível, inscreva-se, curta, comente e compartilhe.
A solidão é noite passageira dos nossos sonhos tardios... O sonho de uma noite de solidão.
É mais uma noite, e estamos sós: somente eu e a minha solidão, eu — e toda essa multidão.
No anoitecer, você chega, chega em silêncio... em um silêncio eloquente. Você se aproxima e me abraça a noite inteira.
Carlos de campos
Deixe sua visão sincera sobre o poema — ela vale ouro! Gostou? Não gostou? Sentiu algo? Ficou indiferente? Toda opinião aqui é bem-vinda. Sua leitura, mesmo em poucas palavras, ajuda a poesia a respirar fora da minha solidão e a encontrar novos sentidos. Comente com o coração. Seja qual for sua visão, ela importa.
Se possível, inscreva-se, curta, comente e compartilhe.
Em dias de frio, me sinto só, sofro por sua ausência. Você me faz querer sonhar, sinto sua falta!
São raros os momentos em que não penso em você. Mesmo estando casada, sinto necessidade, porque você se tornou tudo o que mais quero. Preciso tanto do teu abraço.
O seu lugar em meu coração está reservado. Nos dias frios, me aqueço em suas lembranças. Despojada, um dia quero estar em tua presença. Quero, uma única vez, poder me sentir amada.
Carlos de Campos
Even Married, I Still Feel Cold
(Adapted from “Nos dias frios, preciso ser amada por você”)
On a cold day like this, emotions wrap around me. An emptiness echoes— I catch myself crying. A woman full of longing, I ache to live in joy, to be whole, fully a woman. Only you are missing. My instincts awaken, pulses flow in harmony. Something in me wants you— utterly present, completely mine. In cold days, I feel alone, bruised by your absence. You make me believe in dreams. I miss you—so much. Rarely does a moment pass when you're not on my mind. Even though I'm married, I crave you still. Your embrace, your space in my heart, is already taken—by you. On cold days, I warm myself in your memory. Stripped of pride, I long to be near you, just once, to feel what it's like to be truly loved.