Tudo é o puro desejo de poder Fujo desse sujo desejo pelo podre poder Na infâmia de me levar para junto de você Sou a sujeira refletida nesse tempo difícil.
Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11
Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
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Estamos vivendo o tempo da descrença Que foi semeado por todo esse tempo São mais de cinquenta anos desacreditando Agora é a hora do tempo da colheita.
Chegou o tempo do silêncio O tempo do poder falar O tempo de sermos dominados É o tempo de silenciarmos.
O que existe além da truculência Dos bons domesticados
Deitado se deixando ser dominados Bonzinhos desconectados com a realidade.
Ninguém está ligando para mais nada Desde que não arrombem as minhas portas No meu quarto silencioso quero permanecer Permanecer até morrer.
O que fazer quando todos nós Estamos cansados de tanto sofrer Dessa angustiante existência implantada em nós? Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.
A vida é dada por Deus Soprando pelas narinas do ser humano em barro O vento engata a nossa existência Essa nossa pobre existência.
Deus demonstrando sua eterna misericórdia Acha por bem nos jogar nesse mundo cão Sem o mínimo de noção Construímos o nosso caráter entre erros e acertos.
Entre guerra injustificadas Caminhamos em pleno emburrecimento Procurando sempre cultivar o nosso ressentimento Em cultos da nossa própria imagem divina.
O ser humano está perdido Fundido sua psique em si Cegos da realidade por sua imbecilidade Preferimos loucuras monstruosas do que um coração pacificado.
Um coração magoado bate em nosso peito Do barro nós viemos e na lama permanecemos Olhamos à nossa volta e nos vemos como somos violentos Somos os agentes do mal.
Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60)
Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados
Nosso povo abençoado, de uma recepção imensurável, oh, povo abençoado, de um afeto caloroso.
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Sua calorosa recepção vem desde o passado, herança transmitida pelo sangue da nobre realeza egípcia. O mundo encontra em ti a sabedoria.
O Nilo é, para o mundo, fonte de vida, herança arquitetônica, noites de uma beleza admirável. Os nossos sonhos são abarcados em sua grandiosa literatura.
A liberdade cantada em suas canções, tendo o sol como testemunha dessa união. Homens, mulheres e crianças cantando juntos o hino de vitória deste país.
Vem o futuro próspero à nação, Egito do passado, herdeiro das mais antigas tradições, é, para o presente, o verdadeiro sol nascente.
O sol ilumina toda a sua população, como na tradição que lhe foi transmitida. Fará correr, nesse solo sagrado do Egito, o leite e o mel: prosperidade e misericórdia.
Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado."
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Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)
Opor-se ao destino
Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado.
Caminho no tempo O tempo que faz o jogo correr Que faz a vida acontecer Sou a bola no tempo presente.
No templo interior Está acontecendo o maior jogo da minha vida Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota Sou a bola que depende de pés habilidosos.
Os segundos passam Cadenciam para um final traumático Sem direção
O eterno tempo que não passa. Migalha é o nosso tempo O tempo que angustia a alma Que sofre com a obsessão Bom é cada vez mais sentir.
Os sonhos foram destruídos Como as nossas memorias de infancia Uma a uma se vão Sem paz observo no escuro.
Moedores de esperança Triunfam sobre as nossas cabeças Desacreditada Maldito és tu capitalismo.
O que somos? Além de artefatos para gerar riqueza alheia Somos os sonhos que foram destruídos Somos quem vive por viver.
Em um mundo onde as cartas já estão marcadas O que somos além da memória? Uma parcela enorme que vive de barriga vazia O que somos além de assalariados?
O peso que carregamos em nosso viver É a consequência de um tempo indomável, Do querer e não conseguir mais. É o tempo que passa, meu amor.
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É a memória que falha, A voz que se cala, Os pés que já não sustentam mais. A cada segundo, eu me esqueço de você.
O peso que sustento É o peso do tempo, Da tua história. Cadê o meu rosto jovial?
As forças vão se acabando, O fim implacável. O peso é pensar sobre o meu fim, De uma história que me foi generosa.
O tempo voa. As emoções emergem da mente subterrânea. O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante, Toma a minha mente por inteiro.
O medo é avassalador. Sou colocado diante da minha verdade. Do que mais eu temia pode vir a acontecer. É o tempo quem me avisa.
O que sabemos sobre o tempo? O tempo está parado no tempo? Quando o tempo passou a ser tempo? Quando o tempo consome a minha vida?
Carlos de Campos
O tempo mede a vida ou somos nós que medimos o tempo? ⏳ Conheça o segundo poema de A Arte da Trégua e mergulhe nessa reflexão sobre existência, saudade e finitude. Livro 1: A Arte da Trégua