Tag: poema autoral

  • O desejo que tive ontem

    O desejo que tive ontem

    No último dia
    Os passos estavam pesados
    Estavam petrificados
    No último dia eu estava assim.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Enquanto a solidão me abraça. Adquira seu exemplar aqui

    Perdido em minhas ideias
    Nas vazias ideias
    Estava ali pensando
    O que você diria sobre mim.

    Longe da máxima verdade
    Estou vendo mentira
    O que você diz?
    Além do que o bom senso dita.

    Sou uma mistura de pedra
    Lançada no lago da imoralidade
    No passo em que tudo parou
    O que vejo não é o mesmo que sinto.

    No fosso desse angustiante dia
    Me debato em plena mentira
    No lodo do ódio que me intriga
    Me desfazendo em completa ilusão.

    Veja outros poemas aqui

    Tudo é o puro desejo de poder
    Fujo desse sujo desejo pelo podre poder
    Na infâmia de me levar para junto de você
    Sou a sujeira refletida nesse tempo difícil.

    Carlos de Campos

  • Você sou eu

    Você sou eu

    Morrer é necessário para que a vida tenha força,

    para que o tempo não te congele na história.

    Percebe que ficar parado não te movimenta?

    Que os movimentos são calculados?

    Que a insistência é o remédio para a vida?

    O mar é feito de movimento,

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    Enquanto a solidão me abraça

    de sonhos que estão nas profundezas do seu interior,

    no mais profundo do profundo que você possa alcançar.

    Toca a alma, a tua alma.

    Teu toque que toca o teu tocar,

    no movimento do teu andar,

    andar no estado mais puro da minha alma.

    Morrer para tudo o que te faz mal.

    Morrer para o que não te eleva.

    Precisamente, a mente entende

    que a saída é sair todo dia

    e deixar-se tocar pelos raios da vida,

    pelo simples caminho que caminho.

    O que vejo é visto por todos.

    O que sinto é sentido só por mim.

    No caminho que caminho, eu caminho só,

    solitário por entre as paredes

    que barram os raios do sol.

    Um dia a mais de desejos,

    de vontade de estar com você.

    Você sou eu.

    Nossos caminhos se cruzam o dia inteiro.

    No caminho, desejo estar contigo.

    No barco da vida, estou afundando,

    gemendo sem ser ouvido.

    E, quando ouvido, somos simplesmente ignorados.

    No barco da vida, quem sou eu, afinal?

    No barco da minha vida, sou eu,

    impulsionado pela paralisia,

    comprimido por minhas escolhas.

    No barco da vida, eu sou a escolha?

    No barco que afunda,

    quem sou eu nesse barco?

    O barco da solidão.

    O barco do amor não correspondido.

    Na triste escolha que fazemos pelo caminho,

    caminho que vamos descobrindo,

    que vamos observando tudo ao nosso redor.

    Oh, destino destilado de incoerência,

    de irracionalidades racionais,

    de sexo sem cumplicidade,

    de êxtase sem percorrer o caminho,

    da vida eterna sem a morte,

    da mudança sem o transtorno da transformação.

    A vida é um fragmento,

    um pedacinho de uma pedra preciosa.

    A vida somos nós buscando, dia e noite,

    por esse pedacinho de pedra preciosa.

    De ilusão em ilusão,

    chegamos ao equilíbrio primordial,

    onde nós somos tudo

    e, ao mesmo tempo, somos nada.

    Porque, no final,

    é o caminho quem nos ensina.

    Carlos de Campos

  • O poder de vandalizar – (Poema 02/60) – Policial do mundo, livro 11


    O poder de vandalizar

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.



    O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11

    Estou com muito medo
    Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana
    Tudo anda mal dito
    E o dito vem sem nenhuma explicação.

    Se esta reflexão fez sentido para você, que tal ter o meu livro de poesia na sua estante?
    Escrever de forma independente é um desafio diário.
    Ao adquirir o meu livro Enquanto a solidão me abraça, você não apenas leva uma obra impressa com carinho para a sua casa, mas também financia diretamente a produção do meu próximo projeto literário. Como comprar? acesse
    caravana grupo editorial

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Estamos vivendo o tempo da descrença
    Que foi semeado por todo esse tempo
    São mais de cinquenta anos desacreditando
    Agora é a hora do tempo da colheita.

    Chegou o tempo do silêncio
    O tempo do poder falar
    O tempo de sermos dominados
    É o tempo de silenciarmos.

    O que existe além da truculência
    Dos bons domesticados

    Deitado se deixando ser dominados
    Bonzinhos desconectados com a realidade.

    Ninguém está ligando para mais nada
    Desde que não arrombem as minhas portas
    No meu quarto silencioso quero permanecer
    Permanecer até morrer.

    O que fazer quando todos nós
    Estamos cansados de tanto sofrer
    Dessa angustiante existência implantada em nós?
    Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.

    Carlos de Campos

  • Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação – (Poema 02/150) – Livro 10


    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.


    Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 02/150)

    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    A vida é dada por Deus
    Soprando pelas narinas do ser humano em barro
    O vento engata a nossa existência
    Essa nossa pobre existência.

    Deus demonstrando sua eterna misericórdia
    Acha por bem nos jogar nesse mundo cão
    Sem o mínimo de noção
    Construímos o nosso caráter entre erros e acertos.

    Entre guerra injustificadas
    Caminhamos em pleno emburrecimento
    Procurando sempre cultivar o nosso ressentimento
    Em cultos da nossa própria imagem divina.

    O ser humano está perdido
    Fundido sua psique em si
    Cegos da realidade por sua imbecilidade
    Preferimos loucuras monstruosas do que um coração pacificado.

    Um coração magoado bate em nosso peito
    Do barro nós viemos e na lama permanecemos
    Olhamos à nossa volta e nos vemos como somos violentos
    Somos os agentes do mal.

    Carlos de Campos
  • Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60) Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados

    Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60)

    Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados

    Nosso povo abençoado,
    de uma recepção imensurável,
    oh, povo abençoado,
    de um afeto caloroso.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.

    Sua calorosa recepção vem desde o passado,
    herança transmitida pelo sangue
    da nobre realeza egípcia.
    O mundo encontra em ti a sabedoria.

    O Nilo é, para o mundo, fonte de vida,
    herança arquitetônica,
    noites de uma beleza admirável.
    Os nossos sonhos são abarcados em sua grandiosa literatura.

    A liberdade cantada em suas canções,
    tendo o sol como testemunha dessa união.
    Homens, mulheres e crianças
    cantando juntos o hino de vitória deste país.

    Vem o futuro próspero à nação,
    Egito do passado,
    herdeiro das mais antigas tradições,
    é, para o presente, o verdadeiro sol nascente.

    O sol ilumina toda a sua população,
    como na tradição que lhe foi transmitida.
    Fará correr, nesse solo sagrado do Egito, o leite e o mel:
    prosperidade e misericórdia.

    Carlos de Campos
  • Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60) Opor-se ao destino

    "Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado."

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.


    Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)

    Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado.

    Caminho no tempo
    O tempo que faz o jogo correr
    Que faz a vida acontecer
    Sou a bola no tempo presente.

    No templo interior
    Está acontecendo o maior jogo da minha vida
    Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota
    Sou a bola que depende de pés habilidosos.

    Os segundos passam
    Cadenciam para um final traumático
    Sem direção

    O eterno tempo que não passa.
    Migalha é o nosso tempo
    O tempo que angustia a alma
    Que sofre com a obsessão
    Bom é cada vez mais sentir.

    Sentir o jogo da vida que está sendo jogado
    Sentir a oposição de uma vida angustiada
    O jogo está sendo jogado com a vida
    E o jogo ainda é muito truncado.

    Carlos de Campos

  • Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) Movimento os meus sonhos para além

    Livro 1 : Solidão digital (Poema 02/60) 

    Movimento os meus sonhos para além

    Os sonhos são apagados da memória
    Uma luz ao fundo
    Observa no escuro
    Na longa, cansada madrugada.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui

    Os sonhos foram destruídos
    Como as nossas memorias de infancia
    Uma a uma se vão
    Sem paz observo no escuro.

    Moedores de esperança
    Triunfam sobre as nossas cabeças
    Desacreditada
    Maldito és tu capitalismo.

    O que somos?
    Além de artefatos para gerar riqueza alheia
    Somos os sonhos que foram destruídos
    Somos quem vive por viver.

    Em um mundo onde as cartas já estão marcadas
    O que somos além da memória?
    Uma parcela enorme que vive de barriga vazia
    O que somos além de assalariados?

    Uma enorme massa de manobra é o que somos?
    O que somos além de sonhos despedaçados?
    De mera ilusão
    É de ilusão que você se alimenta.

    Carlos de Campos
  • Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20) O tempo é o peso

    Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20)

    O tempo é o peso

    O peso que carregamos em nosso viver
    É a consequência de um tempo indomável,
    Do querer e não conseguir mais.
    É o tempo que passa, meu amor.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.

    É a memória que falha,
    A voz que se cala,
    Os pés que já não sustentam mais.
    A cada segundo, eu me esqueço de você.

    O peso que sustento
    É o peso do tempo,
    Da tua história.
    Cadê o meu rosto jovial?

    As forças vão se acabando,
    O fim implacável.
    O peso é pensar sobre o meu fim,
    De uma história que me foi generosa.

    O tempo voa.
    As emoções emergem da mente subterrânea.
    O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante,
    Toma a minha mente por inteiro.

    O medo é avassalador.
    Sou colocado diante da minha verdade.
    Do que mais eu temia pode vir a acontecer.
    É o tempo quem me avisa.

    Carlos de Campos
  • Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60) Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)

    Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    O que sabemos sobre o tempo?
    O tempo está parado no tempo?
    Quando o tempo passou a ser tempo?
    Quando o tempo consome a minha vida?

    Carlos de Campos

    O tempo mede a vida ou somos nós que medimos o tempo? ⏳ Conheça o segundo poema de A Arte da Trégua e mergulhe nessa reflexão sobre existência, saudade e finitude. Livro 1: A Arte da Trégua

  • Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60) Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)

    Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    O que sabemos sobre o tempo?
    O tempo está parado no tempo?
    Quando o tempo passou a ser tempo?
    Quando o tempo consome a minha vida?

    Enquanto a solidão me abraça

    Mergulhe em uma leitura que abraça a alma. Adquira seu exemplar aqui

    E a vida passa a depender do tempo
    Que não é nem presente e muito menos futuro.
    É o tempo medido por segundos,
    Segundos correndo por um relógio.

    O que é o tempo?
    Além da mais pura irritação
    Que domina nossa mente a vida inteira
    E vai nos deixando com a sensação de sermos a próxima vítima.

    A vítima da morte,
    Que nos poupa de tal sorte,
    Dos segundos contados,
    De tua mão que parou o tempo.

    No princípio, Deus construiu o relógio,
    Que nos mostra o fim mais próximo
    E que, a cada segundo, é uma gota a menos de vida,
    Vida pautada pelo tempo.

    Pelo tempo que passou
    E que não volta mais,
    Pelo amor que se confunde com a dor da saudade,
    Por quanto tempo nós iremos resistir?

    Carlos de Campos