Estádio lotado
O apito recebe o estímulo vital
Tudo é paradoxal:
O tempo para quando o jogo começa.
Carlos de Campos

Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20)
Não estamos imunes ao tempo
Um dia desses, eu vi o tempo passar.
Passou com o passado,
Passou na companhia do presente,
Passou e permaneceu com o futuro.
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No tempo que resta,
A fresta se abriu.
Observei o tempo,
Que dormia tranquilo.
O que é o tempo?
É a corrida contra o tempo,
É o nosso contratempo,
O tempo é o instante que nunca foi.
Nunca foi sentido,
Nunca foi buscado.
O tempo sempre foi temido,
Sempre foi o nosso maior inimigo.
Vem o ditador de nossas vidas,
O contador de nossa existência,
O medo que nos apavora
E que nos mostra o limite da nossa história.
O tempo desgastado,
O amuleto parado,
A fé do tempo que partiu,
Sem se despedir, sumiu.
Carlos de Campos

Quando, na vida, é preciso estar atento
Livro 12: Anatomia de um sonho (Poema 01/60)
Quando, na vida, é preciso estar atento
Fugaz é amar alguém
Quando se pensa em amor limitado,
Amor por contrato,
Amor que vai escorregando pelas nossas mãos.
O amor que se vai em uma hemorragia,
Em uma noite mal dormida.
Amor, quem é você realmente?
És um mito ou verdade?
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Muitas são as decepções com o amor,
Uma palavra bonita carregada de energia,
De uma beleza de sentido
Que é facilmente soterrada pelo nosso egoísmo.
Quem és tu, pobre amor?
Além de ser um ladrão?
Uma droga altamente viciante?
Um serial killer?
Não sei quem é você, meu nobre amor.
Não consigo confiar em seus encantos.
Você já me produziu vários desencantos.
Como você pode existir
Quando depende da relação entre duas pessoas?
Estou bem em ficar longe de suas ilusões,
De suas carícias estéreis.
Não, não acredito no amor.
Ou devo me entregar às suas doces ilusões?
Carlos de Campos

Vi o seu poder
Capacidade de se desintegrar.
É assustador e, ao mesmo tempo, fascinante.
Extraterrestres existem?
Carlos de Campos

Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi
O mundo é a nossa casa (Poema 01/60)
Procuro o vento que me levará até você,
um sonho de criança:
navegar em alto-mar.
Nas linhas deste caderno, viajo com você.
Nas diversidades das culturas,
neste imenso almanaque de sabores,
eu sou você,
você que deseja repartir a sua experiência.
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Vou desbravando este mar,
não como um colonizador,
mas como um amigo que busca as convergências culturais
para celebrarmos mais uma amizade verdadeira neste cais.
Vou aonde o mar me leva,
onde as culturas se encontram
e o medo dá lugar à experiência do convívio.
Feliz, sigo neste novo desafio.
O momento especial é estar com você,
com todas as nossas diferenças latentes.
Encontro em você a nossa unidade,
porque a verdadeira celebração que nos une
está em nossas diferenças.
No mundo em que vivemos,
vivemos como uma família que mora na mesma casa,
onde as nossas diferenças
se fazem raízes em um longo olhar amoroso.
Carlos de Campos
