Livro 11: Policial do Mundo (Poema 01/60) Os dejetos que cultivamos em nosso interior

Livro 11: Policial do Mundo (Poema 01/60)
Os dejetos que cultivamos em nosso interior

Insistir em obedecer
Aos delírios de grandeza
De quem, interiormente, ainda faz xixi na cama.
Insistir em obedecer.

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Quem ainda busca recompensa
Em um colo feminino
Por não ter se sentido amado
Quando sua mãe deixou de amamentá-lo.

Sonhos eróticos povoam sua mente.
Insistir em obedecer.
Tem medo de sua própria imagem
Por exatamente se conhecer.

Está perdido em suas loucuras,
Caindo no abismo do seu próprio egoísmo,
No desfiladeiro de sua arrogância,
De onde não pode mais voltar.

Levanta-se sobre o mundo o rei das lambanças.
Tudo o que toca vira confusão.
Eis o rei dos imbecis.
Eis o ditador de sua jornada.

Sua mãe foi embora,
Porque a vida é assim:
Vai tirando de nós quem mais amamos.
Mas isso não justifica você ser um completo imbecil.

Carlos de Campos

Comentários

3 respostas a “Livro 11: Policial do Mundo (Poema 01/60) Os dejetos que cultivamos em nosso interior”

  1. 👑 POLICIAL DO MUNDO — Um poema sobre ego, arrogância, autoritarismo, abandono e as feridas que, quando não são enfrentadas, podem transformar-se em desejo de controlar o mundo. Leia o poema completo no blog Memória e Poesia: https://memoriaepoesia.wordpress.com/2026/07/23/livro-11-policial-do-mundo-poema-01-60-os-dejetos-que-cultivamos-em-nosso-interior/

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  2. […] existirQuando depende da relação entre duas pessoas?Estou bem em ficar longe de suas ilusões,De suas carícias estéreis.Não, não acredito no amor.Ou devo me entregar às suas doces ilusões?Carlos de […]

  3. […] para mais nadaDesde que não arrombem as minhas portasNo meu quarto silencioso quero permanecerPermanecer até morrer.O que fazer quando todos nósEstamos cansados de tanto sofrerDessa angustiante existência […]

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