Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11
Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
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Estamos vivendo o tempo da descrença Que foi semeado por todo esse tempo São mais de cinquenta anos desacreditando Agora é a hora do tempo da colheita.
Chegou o tempo do silêncio O tempo do poder falar O tempo de sermos dominados É o tempo de silenciarmos.
O que existe além da truculência Dos bons domesticados
Deitado se deixando ser dominados Bonzinhos desconectados com a realidade.
Ninguém está ligando para mais nada Desde que não arrombem as minhas portas No meu quarto silencioso quero permanecer Permanecer até morrer.
O que fazer quando todos nós Estamos cansados de tanto sofrer Dessa angustiante existência implantada em nós? Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.
A mão desocupada para que serve? Para sair da operação sigilosa? Para resgatar a própria integridade? A mão que nunca fala para que serve?
Detritos amontoados em lago Saudoso era o tempo sem a tecnologia Em que a mão operava sem questionamentos A mão que é proibido invocar.
O vento do sul nos traz a esperança orquestrada pela mão forte e invisível Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos E nos julga por seu tato decadente.
Olhe para essa mão pesada Que extermina essas pobres formiguinhas Que não poupa nem as plantinhas Por puro ódio de sua própria existência.
Secretamente me encontro No mais profundo do seu inconsciente, Sem luz, Sem água.
Alimentando-me, dia e noite, dos seus pensamentos, Especialmente dos seus pensamentos mais arraigados. Sou um devorador de almas, Retiro tudo o que você é.
Olhe esta geração da vingança. Leia os sinais que vêm do mundo. Mostre os delírios. Assusta-me saber que acham normal ver os delírios. Observe: nada disso é normal.
Não é tratando os outros de maneira grosseira que chegaremos a algum lugar. Meça suas palavras, deixe no saguão todo o seu mau humor, toda a sua compreensão distorcida de superioridade. Existe educação antes do descontrole, porque o controle está em sua mente — e é uma opção de escolha.
Motivado por mentiras, escolheu o seu destino. Idealizou um mundo mais justo, ajustado às suas medidas e desejos, às suas regras e preconceitos. Nesse mundo, via-se como o rei.
Rei do seu próprio mundo, deixando todo o resto submisso aos seus caprichos e vontade – vontade escrota, alienante, violenta, onde os desejos sujos alimentam um reinado de súditos ignorantes.
Ignorantes ou súditos perversos? O que alimenta os desejos escusos dessas pessoas? Não! Não existe inocente; de alguma forma, todos estão comprometidos com a causa.
Finalmente, chegou o grande dia em que o reinado paralelo colidirá com a realidade nua e crua, e com ele vêm os seus efeitos colaterais de justiça.
Nenhum reinado paralelo é capaz de sobreviver à nobreza da verdade, à transparência que tudo revela, desorientando todo e qualquer átomo de mentira.