Tag: poeta brasileiro

  • A morte

    A morte

    dos versos ao longo da história
    Silêncio interrompido
    Ouço um suspiro.

    Carlos de Campos

  • Do interior de nossa alma nasce a esperança

    Do interior de nossa alma nasce a esperança

    O que existe, agora, dentro de você é angústia
    E a não organização mental
    O que existe dentro de você é vazio
    É vazio preenchendo vazio.

    O que existe dentro de você é deserto
    Terra arrasada
    Fome
    Um frio existencial.

    O que você busca?
    Eu posso te oferecer.
    Quer ser uma nova pessoa?
    Quer sentir o seu peito repleto de felicidade?

    Mas você precisa guardar esse segredo
    Tudo o que vou te revelar
    Nem todo mundo é capaz de administrar
    Você está preparado para essa revelação?

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    Tudo o que contém este poema
    Tem como último objetivo
    Te fazer sorrir
    Te encher de sentido existencial.

    Leia quantas vezes for preciso
    E deixe as palavras fazerem sentido
    E nada mais te incomodará
    Enquanto existirmos, ainda há esperança.

    Carlos de Campos

  • O desejo que tive ontem

    O desejo que tive ontem

    No último dia
    Os passos estavam pesados
    Estavam petrificados
    No último dia eu estava assim.

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    Enquanto a solidão me abraça. Adquira seu exemplar aqui

    Perdido em minhas ideias
    Nas vazias ideias
    Estava ali pensando
    O que você diria sobre mim.

    Longe da máxima verdade
    Estou vendo mentira
    O que você diz?
    Além do que o bom senso dita.

    Sou uma mistura de pedra
    Lançada no lago da imoralidade
    No passo em que tudo parou
    O que vejo não é o mesmo que sinto.

    No fosso desse angustiante dia
    Me debato em plena mentira
    No lodo do ódio que me intriga
    Me desfazendo em completa ilusão.

    Veja outros poemas aqui

    Tudo é o puro desejo de poder
    Fujo desse sujo desejo pelo podre poder
    Na infâmia de me levar para junto de você
    Sou a sujeira refletida nesse tempo difícil.

    Carlos de Campos

  • Enquanto o esquecimento me rondar, eu estarei aqui

    Enquanto o esquecimento me rondar, eu estarei aqui

    Estou cada dia mais esquecido de quem eu sou
    Eu sou um beija-flor beijando os seus doces lábios

    O que não sou é alguém que se recorda da própria vida
    É a vida passando pelas minhas retinas

    Preparo o meu chá cotidiano
    Só não estou preparado para morrer.

    Carlos de Campos
  • Reúno as minhas forças para o embate final

    Reúno as minhas forças para o embate final

    Estou muito deprimido.
    Um mar de ilusão me afoga.
    O que faço nessa situação?
    Além de olhar fixamente para a parede?


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    Reúno as minhas forças para o embate final

    Estou muito deprimido.
    Um mar de ilusão me afoga.
    O que faço nessa situação?
    Além de olhar fixamente para a parede?

    Insisto no mar envolto,
    Destituir a minha tristeza.
    Sou mais forte.
    Só preciso começar a lutar.
    Eu sei que não será fácil.
    Eu sei que em um campo de batalha não existem regras.

    Sei que na guerra o único instinto é sobreviver.
    Sou sobrevivente de tantas guerras.
    O sangue que já regou o front dessa trincheira.
    Sou a vida, sou a morte.
    Sou as derrotas, sou as vitórias.
    Sou só mais uma pessoa querendo viver.

    O meu olhar se volta para o meu filho.
    O meu ser se enche de esperança,
    Da mais doce e profunda esperança,
    É com amor que se vence o ódio.

    Carlos de Campos
  • Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.


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    Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.

    Cada um olhando percebe
    Percebe o que não quer perceber
    Que as suas correntes estão presas a você
    A corrente que te prende é você.

    É certo que o certo nunca é certo
    E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta
    Na corrente de nossa própria ignorância
    Que ignora a sua própria corrente.

    Arrasta por todos os lados essa corrente
    As correntes dos desesperados
    Que esperando já não aguenta mais
    O tornozelo doendo o dia inteiro.

    Ei, olhe para sua mão
    Observe a chave dessa corrente
    Pare por um momento
    Reflita no tempo que é o seu tempo.

    O tempo de usar ou não essa chave
    A chave dessa corrente que está presso a você
    Reflita no tempo do seu tempo
    O tempo de utilizar a sua chave.

    Carlos de Campos
  • O medo que vai e vem

    O medo que vai e vem

    Que medo é esse que vai e vem?
    Que me projeta para baixo,
    Me espreme de todos os lados,
    Com rigor tático de crueldade.

    Esse medo que me sufoca,
    Me afoga,
    Me tortura,
    Abusa do meu corpo sem nenhuma vergonha.

    Morte!
    É o grito que meu espírito solta.
    É o medo que nos leva para a beira da morte,
    Que nos tortura de toda sorte.

    Não existe medo que me faça sentir tanto medo.
    É o medo que, do nada, me encoxou por trás.
    É o medo que sussurra ao meu ouvido.
    É o medo que me põe medo todos os dias.

    Suave é como me encontro,
    Tanta tormenta passou,
    Que do meu corpo nada roubou,
    No cansaço dessa luta.

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    Todo esse medo me motivou,
    Me inspirou.
    Não existe derrota para quem lutou.
    Na vida, cada luta, vencida ou perdida, é vida renovada.

    Carlos de Campos
  • Não existe anistia para quem atenta contra a democracia

    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Carlos de Campos
    Foto por Steve A Johnson em Pexels.com
  • Livro 11: Policial do Mundo (Poema 01/60) Os dejetos que cultivamos em nosso interior

    Livro 11: Policial do Mundo (Poema 01/60)
    Os dejetos que cultivamos em nosso interior

    Insistir em obedecer
    Aos delírios de grandeza
    De quem, interiormente, ainda faz xixi na cama.
    Insistir em obedecer.

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    Quem ainda busca recompensa
    Em um colo feminino
    Por não ter se sentido amado
    Quando sua mãe deixou de amamentá-lo.

    Sonhos eróticos povoam sua mente.
    Insistir em obedecer.
    Tem medo de sua própria imagem
    Por exatamente se conhecer.

    Está perdido em suas loucuras,
    Caindo no abismo do seu próprio egoísmo,
    No desfiladeiro de sua arrogância,
    De onde não pode mais voltar.

    Levanta-se sobre o mundo o rei das lambanças.
    Tudo o que toca vira confusão.
    Eis o rei dos imbecis.
    Eis o ditador de sua jornada.

    Sua mãe foi embora,
    Porque a vida é assim:
    Vai tirando de nós quem mais amamos.
    Mas isso não justifica você ser um completo imbecil.

    Carlos de Campos

  • Livro 1: A Arte da Trégua Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    Livro 1: A Arte da Trégua
    Não existe anistia para quem atenta contra a democracia (Poema 01/60)

    O que está acontecendo com a gente?
    Nós nos perdemos pelo caminho,
    Nos orientamos por nossos desejos mesquinhos.
    O que aconteceu com a gente?

    Desejos mesquinhos,
    “Poder” conservador,
    Destituído de nossa razão,
    Pressão que não acaba mais.

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    Jogados na cadeia,
    Vivemos na mais pura ilusão.
    Acordar desse delírio coletivo
    Ainda é muito dolorido.

    Dói acordar e saber que a verdade nunca existiu,
    A verdade que todos os dias me consolava.
    Os desejos se foram;
    Quem permanece é o vazio que me trouxe até aqui.

    A solidão que fica nesta cela cheia
    É impossível de refletir quando a raiva ainda queima,
    Quando tudo o que me resta
    São os anos que ainda restam nesta cela.

    Tudo o que vivi
    É repleto de muita mágoa,
    Desejos dedicados a uma ilusão:
    A ilusão de ainda receber a visita de alguém.

    Carlos de Campos
    16AL01