A mão desocupada para que serve? Para sair da operação sigilosa? Para resgatar a própria integridade? A mão que nunca fala para que serve?
Detritos amontoados em lago Saudoso era o tempo sem a tecnologia Em que a mão operava sem questionamentos A mão que é proibido invocar.
O vento do sul nos traz a esperança orquestrada pela mão forte e invisível Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos E nos julga por seu tato decadente.
Olhe para essa mão pesada Que extermina essas pobres formiguinhas Que não poupa nem as plantinhas Por puro ódio de sua própria existência.
Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado."
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Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)
Opor-se ao destino
Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado.
Caminho no tempo O tempo que faz o jogo correr Que faz a vida acontecer Sou a bola no tempo presente.
No templo interior Está acontecendo o maior jogo da minha vida Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota Sou a bola que depende de pés habilidosos.
Os segundos passam Cadenciam para um final traumático Sem direção
O eterno tempo que não passa. Migalha é o nosso tempo O tempo que angustia a alma Que sofre com a obsessão Bom é cada vez mais sentir.