Ufanismo de uma epopeia trágica, de um existir encarcerado por sua própria mente, uma mente que mente para si mesma, nada do que faça faz mais nenhum sentido.
Mentiras — é só o que vejo e ouço. Vejo-as em todos os lugares, mas o lugar onde mais as observo, e que mais me preocupa, é vê-las e ouvi-las estampadas no coração humano. É a mentira tomando o lugar da verdade.
Levantou-se para defender a verdade com defesas aniquiladoras. Nada é mais poderoso do que a verdade; quando proferida, ela é como subir aos telhados para ser ouvida nos quatro cantos do mundo.
Nada é sem consequência. Sempre se levantarão contra nós os mentirosos contumazes, os libertinos da imoralidade, os defensores das coisas ocultas e secretas. É preciso manter-se firme quando se trata de defender a verdade.
Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias
A minha história é de busca, De intensidade e interioridade. É ser e não ser, Desejo e reclusão.
A minha história é de fracasso, E, como todo bom fracassado, me justifico. Me justifico da pobreza que recebi como herança, E querem me ver calado.
A minha história é como a sua: Nos calaram até não querer mais. Nos mantiveram presos nessas ideias, Ideias que nos fizeram acreditar.
É hora de dar um basta nessa opressão, Passou da hora de se libertar dessas ideias, Ideias que não se justificam com tanta injustiça. É hora de deixar novos ares entrar.
São nessas horas que temos que nos convencer De que seguir essas ideias do sistema não dá mais. O mundo está perdido em egos, Egos de poucos, mas egos autoritários.
Ir em direção às ideias fundamentalistas é um erro. É preciso dar espaço e valorizar o debate. É debatendo que chegamos às boas e novas ideias — Que as boas e novas ideias então floresçam.
Quem, absorvendo o amor, o ignora? Quem compreende as ideias quiméricas do amor? Quem é o amor? O que se pode esperar do amor?
Cada coração como oferta ao amor? O amor é um ente? Por que amar? O amor é uma energia?
Eu, em nada, me vejo amando. São só conceitos abstratos. Nem sabemos o que é o amor, e não fazemos a menor ideia do que seja.
Seguimos uma ideia do que é o amor. O que é o amor? O amor, como nós compreendemos e vivemos, é cárcere privado.
Ninguém ama na essência do que é o amor. O amor é essencialmente liberdade. Liberdade em sua plenitude. O amor é liberdade no cuidado. O amor é a plenitude da confiança.
Quem ama é totalmente livre. Quem ama se sente cuidado e liberto. Quem ama de verdade transgride o conceito vigente do patriarcado. Amar é viver em um jardim aberto.
Neste poema, o mar é metáfora do equilíbrio e da aceitação. Não há tormenta, nem euforia — apenas o fluxo natural da vida. “Ser o Mar” é um convite ao desapego, à leveza e ao entendimento de que viver é navegar com confiança no que não se controla.
Poema contemplativo sobre o mar como metáfora da vida, do equilíbrio e da entrega. Um texto profundo sobre navegar com leveza, sem resistência.