Tag: poema sobre o tempo

  • Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60) Opor-se ao destino

    "Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado."

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    Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)

    Opor-se ao destino

    Sem destino certo
    Sou como a bola esperando alguém chutar
    Sou a estagnação de medo
    De quem se vê em um estádio lotado.

    Caminho no tempo
    O tempo que faz o jogo correr
    Que faz a vida acontecer
    Sou a bola no tempo presente.

    No templo interior
    Está acontecendo o maior jogo da minha vida
    Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota
    Sou a bola que depende de pés habilidosos.

    Os segundos passam
    Cadenciam para um final traumático
    Sem direção

    O eterno tempo que não passa.
    Migalha é o nosso tempo
    O tempo que angustia a alma
    Que sofre com a obsessão
    Bom é cada vez mais sentir.

    Sentir o jogo da vida que está sendo jogado
    Sentir a oposição de uma vida angustiada
    O jogo está sendo jogado com a vida
    E o jogo ainda é muito truncado.

    Carlos de Campos

  • Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20) O tempo é o peso

    Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 02/20)

    O tempo é o peso

    O peso que carregamos em nosso viver
    É a consequência de um tempo indomável,
    Do querer e não conseguir mais.
    É o tempo que passa, meu amor.

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    É a memória que falha,
    A voz que se cala,
    Os pés que já não sustentam mais.
    A cada segundo, eu me esqueço de você.

    O peso que sustento
    É o peso do tempo,
    Da tua história.
    Cadê o meu rosto jovial?

    As forças vão se acabando,
    O fim implacável.
    O peso é pensar sobre o meu fim,
    De uma história que me foi generosa.

    O tempo voa.
    As emoções emergem da mente subterrânea.
    O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante,
    Toma a minha mente por inteiro.

    O medo é avassalador.
    Sou colocado diante da minha verdade.
    Do que mais eu temia pode vir a acontecer.
    É o tempo quem me avisa.

    Carlos de Campos
  • Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20) Não estamos imunes ao tempo

    Livro 3: O Tempo e a Rotina (Poema 01/20)

    Não estamos imunes ao tempo

    Um dia desses, eu vi o tempo passar.
    Passou com o passado,
    Passou na companhia do presente,
    Passou e permaneceu com o futuro.


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    No tempo que resta,
    A fresta se abriu.
    Observei o tempo,
    Que dormia tranquilo.

    O que é o tempo?
    É a corrida contra o tempo,
    É o nosso contratempo,
    O tempo é o instante que nunca foi.

    Nunca foi sentido,
    Nunca foi buscado.
    O tempo sempre foi temido,
    Sempre foi o nosso maior inimigo.

    Vem o ditador de nossas vidas,
    O contador de nossa existência,
    O medo que nos apavora
    E que nos mostra o limite da nossa história.

    O tempo desgastado,
    O amuleto parado,
    A fé do tempo que partiu,
    Sem se despedir, sumiu.

    Carlos de Campos
  • Mudanças


    Mudanças

    O sonho me leva para onde quero ir,
    para dentro dos meus desejos.
    Vou livremente,
    e nada pode me impedir.

    Mostro o caminho,
    a estrada toda arruinada.
    São necessários passos cuidadosos
    nas ruas esburacadas.

    É a hora certa de prosseguirmos,
    mesmo diante de tantas dúvidas.
    O caminho a percorrer é esse,
    as memórias são o que são.

    Meus dias cansados,
    as horas passando,
    o tempo é o tempo,
    livre, sonhando.

    Carlos de Campos
  • Um olhar atento para dentro


    Um olhar atento para dentro

    Morte como obediência de uma vida,
    Vejo escapando de minhas mãos
    Na neblina que turva a minha vista,
    No oceano em que estou mergulhado.

    Os meus olhos cegos seguem pelo caminho,
    Tateando os ares,
    Perdendo-se em si mesmos
    E encontrando-se no outro.

    Nossa bela morte
    Nos beija constantemente na face,
    No amargo do meu suor,
    Compreendendo todos os meus medos.

    Medo de uma vida
    Distante do desejado,
    Doses de fracasso
    Capazes de mudar toda a minha sorte.

    O sonho me distrai,
    Me faz avançar,
    Me limita,
    Me instiga a sempre ir para frente.

    Me orienta em meu interior
    A permanecer sempre atento,
    Usufruindo do mel da sabedoria eterna
    Que pulsa no limiar da vida e da morte.

    Carlos de Campos

    Foto por Tom Fisk em Pexels.com
  • Cheiro de saudades



    Cheiro de saudades

    Olhar de quem passou,
    passou e não foi percebido.
    Como filme diante da morte,
    me recordo com muita saudade.

    Passou como uma brisa,
    tocando o meu rosto.
    Faz-me ter boas lembranças
    de um tempo que já faz tempo.

    Recordo-me quando tudo era simples:
    as relações eram profundas,
    as palavras tinham valor.

    Onde está o respeito hoje em dia?
    A duras penas enfrentamos a tecnologia.
    Saudade de um tempo que passou.

    Carlos de Campos
    Foto por Yaroslav Shuraev em Pexels.com
  • Jogos da Negação

    Jogos da Negação

    A sua intimidade está exposta
    no vai e vem da vida,
    no ser contido em tua alma.
    Exposta está a tua alma.

    Delírios acidentais,
    ácidos estonteantes,
    regado a dopamina.
    Exposta está a alma.

    E que vida é essa que levamos,
    quando viver é o que não buscamos?
    É a vida passando diante dos olhos —
    overdose dos sentidos.

    Não existe outra chance:
    é a vida que vai passando,
    é o tempo encurtando.
    Exposta está a alma.

    Nossa consciência se esvai,
    se petrifica.
    Exposta está nossa alma:
    alma manipulada pelo jogo da vida.

    É o tempo terminando,
    é a vida definhando,
    problemas acumulando...
    e, sozinho, me encontro reclamando.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Instantes

    Instantes

    Instante? Preciso saber o que é.

    Existe um momento em nossa vida em que se faz necessário pausar, por um instante, tudo o que se está fazendo.


    Instante…
    Um grunhido
    A tensão só aumenta
    O impacto é imediato.

    Som que vai e vem
    Parecendo pingos de chuva no telhado
    É levado a outro estado:
    Natural, relaxante.

    Instantaneamente…
    Crescem as expectativas
    Dobram-se os sons
    Pausa…

    Estou em um estado tranquilizante
    Estou muito bem
    Quero permanecer aqui
    No estado em que me encontro.

    Já se passou mais de uma hora
    Sigo em profunda calmaria.
    É maravilhoso estar onde me encontro
    O que mais posso querer?

    É bom saber o quanto eu me amo.
    Quero sempre poder voltar
    Encontrar-me comigo
    Estar sempre mais próximo de mim.

    Carlos de Campos
    Foto por maria Chaile em Pexels.com