Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado."
Adquira seu exemplaraquie mergulhe em uma leitura que abraça a alma.
Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)
Opor-se ao destino
Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado.
Caminho no tempo O tempo que faz o jogo correr Que faz a vida acontecer Sou a bola no tempo presente.
No templo interior Está acontecendo o maior jogo da minha vida Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota Sou a bola que depende de pés habilidosos.
Os segundos passam Cadenciam para um final traumático Sem direção
O eterno tempo que não passa. Migalha é o nosso tempo O tempo que angustia a alma Que sofre com a obsessão Bom é cada vez mais sentir.
Olhe esta geração da vingança. Leia os sinais que vêm do mundo. Mostre os delírios. Assusta-me saber que acham normal ver os delírios. Observe: nada disso é normal.
Não existe tormenta capaz de nos derrubar. Olhamos para as tormentas e vemos oportunidade — oportunidade de aprender algo novo, superar algum preconceito. Sabemos que ver a realidade exige de nós um certo grau de maturidade.
A maturidade se conquista nas vitórias e, acima de tudo, nas derrotas. As derrotas são nossas melhores mestras. É justamente na experiência da dor e da contrariedade que somos pressionados a dar o nosso próximo e melhor passo, e é nesse momento que nos fortalecemos.
Muitos são os movimentos que nossas mentes fazem para nos deixar tristes e abalados, mas os convido a superá-los.
No auge da vida, a vida floresce. Distante de tudo, busca na solidão o silêncio como refúgio, como direcionamento para um novo dia — um dia para repensar a própria vida. A vida instável das estabilidades que nos assolam nos engessa diante do medo — medo das preocupações, do futuro. Um futuro dissimulado, prepotente e cheio de mesquinharias. O “algo a mais” a ser feito, feito de ilusões que nos agarra e nos faz corromper-nos para vivermos uma vida sem paz.
Não existe queda quando aceitamos que a vida é feita de altos e baixos, de limites a serem vencidos. Não existe desequilíbrio quando deixamos que a realidade da vida nos fale, nos oriente. É a vida sendo fiel à sua natureza. Na rotina do dia a dia, é a vida mostrando qual o melhor caminho lúcido a se tomar.
A importância de se importar com o que é importante. E o que é importante? O mais importante é a vida? Se for a vida, estamos falando sobre a vida de quem? Qual classe social deve ter a vida preservada acima de tudo?
É importante pensarmos sobre esse tema? É importante para quem? Quem deveria estar interessado nisso? O que se pode fazer para melhorar? O que realmente queremos para a nossa vida?
Tudo gira, e meus pés estão flutuando. Me sinto extasiado. O que está acontecendo comigo? Anestesiado é como me sinto dentro desse mundinho. Tudo roda muito rápido. E, na roda da vida, vou tomando voltas.
O que estou dizendo? Amônia: cheiro de vingança. Delírio, importante para não dizerem que tudo são flores. Tudo é o que é, o que era, o que será. O que me importa são as flores que choram embaixo dos escombros.
É importante falar das flores? Flores cheirando a amônia? Flores cheirando a corrupção?
O destino é o que importa. Destino de uma vida cheirando mal. O mal pelo qual não nos importamos por ser no cu dos outros. Outros que, no final das contas, somos nós. Nós não nos importamos com as rosas. São flores ou são rosas? O que importa saber? Saber sobre o quê? Sobre o que estamos falando?
O sol pôs-se diante dos meus olhos, dos mesmos olhos que viram a saudade sem saber das cores de uma vida sem flores, que floresceu na morte — morte que desabrocha a nossa sorte, sorte de não se ter o amanhã. É importante o dia da morte, que floresceu em um dia de sorte.
Em dia de sorte, provamos da própria morte, da sorte que gera a ilusão de sermos eternos — eternos até florescer a nossa própria sorte. Caímos na própria teimosia: eternos até o grande dia, dias de paz, de um silêncio sepulcral.
Flores que florescem a todo tempo, flores da morte, da sorte, da insensibilidade com a vida — vida temida. A morte deu sorte: sorte de florescer na própria morte.
Motivado por mentiras, escolheu o seu destino. Idealizou um mundo mais justo, ajustado às suas medidas e desejos, às suas regras e preconceitos. Nesse mundo, via-se como o rei.
Rei do seu próprio mundo, deixando todo o resto submisso aos seus caprichos e vontade – vontade escrota, alienante, violenta, onde os desejos sujos alimentam um reinado de súditos ignorantes.
Ignorantes ou súditos perversos? O que alimenta os desejos escusos dessas pessoas? Não! Não existe inocente; de alguma forma, todos estão comprometidos com a causa.
Finalmente, chegou o grande dia em que o reinado paralelo colidirá com a realidade nua e crua, e com ele vêm os seus efeitos colaterais de justiça.
Nenhum reinado paralelo é capaz de sobreviver à nobreza da verdade, à transparência que tudo revela, desorientando todo e qualquer átomo de mentira.
O destino foi traçado Pelas mãos do meu principal inimigo Que insufla mais ódio em minha vida E não descansará até a minha derrocada.
😡💔
Dizem por aí que o destino é implacável É capaz de me prender em meus próprios fracassos Me deixando completamente aniquilado Subjugado aos seus desejos.
😢🔒
Inimigo a ser destruído O ego precisa ser domesticado A união entre corpo e mente é uma força-tarefa.