Ruínas
Continua o mal-entendido,
O amor deixou sua marca.
Levou à minha vida incompreendida
Carinho e compreensão.
Carlos de Campos

Ruínas
Continua o mal-entendido,
O amor deixou sua marca.
Levou à minha vida incompreendida
Carinho e compreensão.
Carlos de Campos

O radar em alerta
Longe, mas posso sentir sua aproximação.
Em silêncio, parece estar devagar,
Para quem sabe se revelar para o tudo ou nada.
Está cada vez mais perto.
Um mestre me disse certa vez:
“É preciso ter estratégia para sobreviver.”
O mundo é um lugar hostil,
E nós, como náufragos, não nos adaptamos.
O importante é ter em mente
Quem não somos,
Para descobrir quem verdadeiramente és.
Nada é mais importante neste mundo.
Quem você é não é o mesmo que dizer o que você é.
É o meio disponível para as infinitas possibilidades.
É saber que o próximo passo será sempre o mais importante.
É quem vai definir quem ou o que você se tornará no final.
O desespero assombra nossas almas,
Almas inquietas pela insensatez,
Como um mar revolto em tempestade.
Poder violado,
Alerta para um mundo em colapso.
Carlos de Campos

Engrenagens do Sucesso
Em busca de solução me encontro,
Diante das exigências, desfaleço.
Internamente quero ter sucesso,
Mas o capitalismo traz-me o confronto.
Longe de mim querer ensinar o padre,
Mas esse meio não me leva a nada,
Além de ser só mais uma engrenagem,
Sucesso que não vem, só me invade a dor.
Influenciar as pessoas a oferecer,
Mesmo diante dos conflitos, o melhor,
Demarcar sua posição com firmeza.
Com serenidade, a solução achar,
Inspirar confiança e respeito,
Promover um ambiente de grandeza.
Carlos de Campos

O algoz
Momento de decisão
Pensando nas melhores opções
Pensando em se cuidar
Para bem viver.
Nada é tão triste
Quando nos vemos abandonados
No íntimo até que tentamos reagir
Mas nada que mude a situação.
Rotina como princípio do fim
Veneno que o casal vai bebendo aos poucos
Sem perceber, vão caminhando para o abismo.
Não existe relacionamento que resista à rotina
Parasita do amor
Suga toda a energia até o fim da vida.
Carlos de Campos

Tempo da Morte
Morte de nada vale
E a vida nada sente
Nada explora
Uma viagem fora da alma.
Morte de cada dia
Morte dos segundos
Tempo distante de tudo
Tudo distante da vida.
Morte passa voando
Perto do peito tocando
No ocaso da vida.
No além, não sem viver
Nasci distante de tudo
De tudo que é vida ou morte.
Carlos de Campos

Não se justifica tanta injustiça
Cada vez mais, o ser humano é ganancioso,
Sem limites, estende os seus tentáculos,
Tocando em tudo, tudo é destruído,
A ganância tudo vai engolindo.
Sem limites, subtrai no seu limite,
Deixando ao redor um caos profundo,
A humanidade perde a pouca mente,
Entregando-se ao apetite voraz.
Nada se justifica, é só injustiça,
Os danos causam dor, apetite feroz,
De poucos que devoram sem parar.
Onde vamos parar? Não há limites,
Para os gananciosos, só o caos,
Um, dois, contagem regressiva ao fim.
Carlos de Campos

No desejo e na solidão
No desejo é que te encontro
Na sedução incômoda
Busco estar sozinho
Para me sentir um pouco feliz.
O que mais me constrange
É saber que nada é sobre o que sinto
É pela oportunidade de me levar para a cama
Desejos que são apenas solidão.
Intimamente desrespeitado
Encontro-me em atritos com minhas emoções
De um corpo sem alma.
No desejo só existe carne
Carne de uma mulher objetificada
Que solitária se esconde.
Carlos de Campos
Mais “vitória” menos vida
Cada dia é um dia a menos
Cada “vitória” é uma “vitória” a mais
Essa é a vida que temos que levar
Essa é a vida que nos foi imposta.
Carlos de Campos
Não jogue com sua saúde
O importante é se cuidar,
A saúde vem em primeiro lugar.
Essa vale medalha de ouro,
Com alegria temos que zelar.
Não jogue com sua vida,
Busque a compreensão de si.
Passo enorme para a vitória,
A prevenção ainda é o melhor remédio.
O cuidado médico preventivo
É a maior demonstração de amor,
Respeito por quem você é.
Compromisso com seu bem-estar,
Cuidando para manter vivo o seu sorriso,
No percurso de sua nobre existência.
Carlos de Campos
