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  • Não há felicidade no que só é passageiro


    Um poema que reflete sobre a ilusão do efêmero e a busca pelo amor verdadeiro em meio aos anseios da alma e ao vazio do mundo moderno.


    Não há felicidade no que só é passageiro

    Os anseios sabem nos provocar,
    no mais fundo de nossas almas,
    onde estamos sem defesas,
    no mais fundo de nosso ser.

    Íntimo de nossas vidas,
    perambula pela escuridão,
    na mais pura falta de sentido —
    instinto crucial.

    É desejo que move o nosso ser,
    é delírio que nos invade a alma,
    é a ostentação sem fim.
    Diga-me: para onde está indo?

    Vê na distância,
    nos anseios aflorados,
    na estética da ignorância,
    vê atitudes consumindo.

    Olhem o barco que chega,
    os navegantes solitários destes mares.
    Olhem para o amor puro e verdadeiro,
    que te espera de braços abertos, de prontidão no cais.

    Ímã do amor,
    da vida o equilíbrio,
    da coragem que bate no coração,
    da tristeza que te consome o dia inteiro.

    Carlos de Campos

    Foto por Roman Jaquez em Pexels.com
  • O mundo sob rendição


    Um poema sombrio e filosófico sobre o colapso da humanidade diante do medo, da violência e da inevitável rendição interior. Reflexão poética sobre o fim e a perda da esperança.


    O mundo sob rendição

    É noite de escuridão.
    O medo toma conta da cidade.
    De maldade em maldade,
    espalha-se o terror.

    Não são as nossas almas que vamos perder,
    mas as nossas memórias dos dias felizes.
    É a vingança sendo exercida,
    é o absurdo se multiplicando.

    Seres implacáveis invadem a nossa mente,
    parasitando a nossa vontade,
    paralisando os nossos desejos.
    É o nosso fim.

    Não temos nenhuma chance de vencer.
    Nessa guerra, já entramos derrotados.
    Diluídos até o âmago,
    a rendição se faz necessária.

    Carlos de Campos

    Foto por Victor Moragriega em Pexels.com
  • Na vida, os caminhos se cruzaram


    Um poema sobre o amor impossível e a beleza trágica de sentir o que não pode ser vivido. “Na vida, os caminhos se cruzaram” reflete o encontro entre duas almas destinadas, mas separadas pelas circunstâncias. É uma poesia sobre desejo, dor, aceitação e a força de amar em silêncio — escrita para quem já amou além do possível.


    Na vida, os caminhos se cruzaram

    Ver você é como ver o meu coração
    Desfigurado por amar quem não pode ser amado,
    Quem existe para o outro.
    O amor e suas controvérsias.

    É um sinal limitante,
    E, um tanto quanto interessante,
    Ver o seu amor com outro.
    Como o amor prega peças.

    Que, no coração, bastaria você —
    Sua energia feminina
    Percorrendo o meu corpo inteiro,
    Sem propósito algum.

    Sua maior dor gera as tuas vitórias:
    Uma alma sedenta
    Por paz em meio aos conflitos.
    Te amo, sabendo que nunca será minha.

    Carlos de Campos
    Foto por kamran norollahi em Pexels.com
  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Sentimentos arrastados pela escuridão



    Sentimentos arrastados pela escuridão

    Em suas tramas me envolvo,
    em desejos me desfaço,
    no calabouço de uma vida maldita
    que dita as regras de minha agonia.

    O desespero bate à porta,
    das incongruências me alimento,
    despido de minha arrogância,
    dos medos que me subtraem toda a esperança.

    Imutável é o meu desejo,
    e por isso sinto calafrios
    que perpetuam a minha angústia,
    feia e terrível.

    É a divindade que sufoca
    no sufoco mortal de uma vida,
    de uma vida ferida,
    no peito que sangra todos os dias.

    Nos escuros da viela nos encontramos,
    copulamos…
    restando corpos nos telhados,
    que destelhados estavam nesse momento.

    Me escondo nas vielas,
    na morte que me persegue,
    nos corpos desossados,
    no desejo que me faz viver.

    Nos dias que maltratam a alma,
    que cegam a minha razão,
    nos dias que não passam,
    na esperança que não existe mais.

    Eficientes são as tuas maneiras de enxergar,
    de ver na sombra da vida uma solução,
    dominando a arte da sedução,
    da ilusão que mais te comove.

    Incinerar o amor de sua vida,
    que há anos já se encontra putrefato,
    e que seguir é preciso,
    mesmo diante de um espelho sem reflexo.

    Mudar sua mentalidade corrompida,
    carniceira de um ego podre,
    podre pelos delírios do passado,
    que passa à margem de sua história.

    Ufanismo de uma epopeia trágica,
    de um existir encarcerado por sua própria mente,
    uma mente que mente para si mesma,
    nada do que faça faz mais nenhum sentido.

    Carlos de Campos
    Foto por Can Ceylan em Pexels.com
  • Deixo o tempo passando



    Deixo o tempo passando

    Deixo o tempo passando
    Passado em que tudo se desfaz.
    Inspirando…
    Expirando…
    A verdade ou a mentira?
    Relaxamento ou ação?
    Onde você se esconde?
    Tudo vai ao encontro,
    ao encontro do equilíbrio,
    com calma e verdade,
    de um dia feliz.
    Com calma em saber onde reside a verdade,
    na verdade em que habita a certeza,
    a plena e única certeza
    que faz em você sua eterna morada.
    Que insiste…
    persiste…
    e continua até vencer.

    Carlos de Campos


  • É no silenciar que nós nos encontramos


    É no silenciar que nós nos encontramos

    Silêncio.
    Esconde um segredo,
    um segredo valioso,
    que brilha mais que o sol.

    É nele que podemos nos encontrar,
    para juntos mergulharmos
    na maior experiência de nossas vidas:
    a experiência de nos encontrarmos.

    Carlos de Campos MP2510111518-8
  • Visionário em um mundo de ilusão



    Visionário em um mundo de ilusão

    Vida que destila
    influências psíquicas,
    magnetismo,
    unificação dos pensamentos.

    Olhares além do tempo,
    onde nossas influências são destiladas,
    a capacidade de sentir o que os outros sentem,
    ir além da ilusão.

    Ir além do que o corpo sente,
    dos desejos que eclodem,
    tirando nossa atenção do que é essencial.

    Os patamares da evolução,
    da força interior necessária:
    pare agora e busque o comprometimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Mariana Montrazi em Pexels.com
  • Vem no anoitecer da esperança



    Vem no anoitecer da esperança

    Escolhas coerentes,
    Desejos infames,
    Distanciamento da percepção
    Das nossas emoções.

    Limites a serem ultrapassados,
    Um de cada vez;
    Construímos a nossa história,
    A história de uma vida indigesta.

    Vem a solução
    Por detrás das aparências,
    Dos movimentos sombrios
    Em emoções compulsivas.

    Vem o grito por liberdade,
    Oxigenando a mente atrofiada,
    Distópica da vida
    Diante do meu existir.

    Na madrugada, rompe-se o silêncio.
    Instintos extintos vêm à tona,
    Me rodeiam.

    Instintos extintos
    Me subjugam,
    Torturam-me pela noite afora.

    Carlos de Campos
    Foto por Kindel Media em Pexels.com
  • Sou a incompletude de nossas diferenças



    Sou a incompletude de nossas diferenças

    Aos dias, o descanso.
    O descanso para o corpo.
    A mente se desconecta,
    o íntimo não descansa.

    Encontro-me separado.
    Distante de tudo, estou em um vazio,
    conectado com o sofrimento,
    meu relacionamento mais próspero.

    Urge te encontrar,
    para, desse encontro, voltar
    à origem do amor.

    Se o dia passar, sei que vou te encontrar.
    Com força, abraçá-la,
    sabendo que o amor venceu novamente.

    Carlos de Campos
    Foto por Markus Spiske em Pexels.com