Na manhã desta segunda-feira, sem que eu soubesse de nada, ele foi embora. E com ele, levou minha filha. Em mais um ato canalha e covarde, ele ainda orquestrou o sequestro dela. Nada posso fazer além de chorar.
Sou alcoólatra. Estou desempregada. Passei a maior parte da minha vida morando entre uma calçada e outra. Em que mundo eu ganharia a guarda da minha filha? É um jogo perdido. E agora? Que rumo devo tomar na vida? O único fio que me segurava aqui acabou de se romper.
Vago pelas ruas na esperança de reencontrar minha filha. Bêbada, ando meio quarteirão por dia. Quando paro, minha mente tenta me trazer de volta à lucidez.
É difícil para mim viver sóbria, porque, ao ficar sóbria, sou levada a verdades que me machucam demais. A realidade é dura demais para mim. Preciso me manter afastada dela — e, alcoolizada, é o melhor que posso fazer por mim mesma.
Nos meus poucos dias de sobriedade, martela no meu peito a dor de não ter conseguido ser mãe. A culpa por ter me deixado levar pelo alcoolismo me consome. Quem sou eu além de uma andarilha? A noite mal chegou e cá estou, completamente bêbada. Há uma tristeza pairando no ar — bem mais poderosa do que em outras vezes. Desta vez, até alcoolizada consigo senti-la. Ela rasga o meu peito com um vazio descomunal. E eu não tenho para onde correr.
O Brasil segue, mais uma vez, em uma nova tentativa de democratizar a justiça social. É uma empreitada de extrema dificuldade, em que uma minoria quer tomar o país para si.
Um país em que a maioria procura sobreviver ao sacrifício diário, levando no peito um único sonho: a esperança de que um dia tudo possa melhorar. “Tudo pode melhorar?”, pergunta alguém, incrédulo.
É claro que não existem milagres. Ficar esperando que a justiça social caia do céu como o maná no deserto é continuar girando a mesma roda problemática. O problema é histórico e exige ações firmes voltadas para o longo prazo. Para agora, precisamos arregaçar as mangas e ir à luta.
Essas ações precisam acontecer simultaneamente, dentro e fora da internet. É preciso que as pessoas compreendam que suas vidas podem — e vão — melhorar. Mas, para que isso aconteça, também depende delas: a luta também é delas. Vivenciar a política é dever de todos. Juntos, lutando por justiça social, porque é somente juntos que esse sonho de um Brasil mais justo e solidário pode se tornar realidade.
É o momento de renovar as nossas forças, de reciclar a nossa compreensão equivocada sobre a política, na qual fomos educados justamente para sermos desarticulados socialmente. Essa renovação passa por nossa compreensão do que é política, do que é ser político, pelas nossas atitudes, pela busca de nossos direitos, na hora de votar. É preciso, antes de tudo, desejar essa mudança — porque somente ao desejar estaremos prontos para nos colocar, na prática, como agentes de transformação política e social.
É agora ou nunca: continuar aceitando ser explorado ou lutar, pelas vias legais, por tudo o que precisa mudar daqui para frente. A mudança está em nossas mãos, enquanto sociedade.
São dias como este que me fazem desejar estar com você — e é normal desejar algo assim. É assim que funcionamos: queremos o que nos gera aquela aparência de tranquilidade. E não há nada de errado nisso. O problema surge quando isso se torna um álibi interno para, diante de qualquer conflito, usarmos como desculpa para pular do barco — seja do emprego, de um relacionamento ou de uma amizade. Há muita gente por aí vivendo nesse modelo de vida.
Desejo e mais desejos — é assim que estamos vivendo: desejando tudo e todos. Desejando… e, quando desejar já não funciona, então exigimos, impomos, para que os nossos desejos mais vis se realizem. É preciso desejar com muita cautela. E já passou da hora de voltar-se para o próprio interior — não como mais um gesto egoísta, mas com a firme atitude de quem vai refletir sobre a própria vida. Sobre essa vida de desejos por desejos mesquinhos.
Em busca de quê você tem pautado a sua vida? Desejos? Que tipo de desejo tem cultivado em sua existência? Deseja uma vida de segurança e tranquilidade? Será mesmo possível viver nesse clima? No que você tem pensado hoje? Ah, bem que poderia existir uma fórmula mágica para suprirmos todos os nossos desejos… desejos egoístas, desejos insaciáveis. Desejo desejar você algum dia — porque essa é a vida de quem ainda não mergulhou em sua própria existência.
A importância de se importar com o que é importante. E o que é importante? O mais importante é a vida? Se for a vida, estamos falando sobre a vida de quem? Qual classe social deve ter a vida preservada acima de tudo?
É importante pensarmos sobre esse tema? É importante para quem? Quem deveria estar interessado nisso? O que se pode fazer para melhorar? O que realmente queremos para a nossa vida?
Tudo gira, e meus pés estão flutuando. Me sinto extasiado. O que está acontecendo comigo? Anestesiado é como me sinto dentro desse mundinho. Tudo roda muito rápido. E, na roda da vida, vou tomando voltas.
O que estou dizendo? Amônia: cheiro de vingança. Delírio, importante para não dizerem que tudo são flores. Tudo é o que é, o que era, o que será. O que me importa são as flores que choram embaixo dos escombros.
É importante falar das flores? Flores cheirando a amônia? Flores cheirando a corrupção?
O destino é o que importa. Destino de uma vida cheirando mal. O mal pelo qual não nos importamos por ser no cu dos outros. Outros que, no final das contas, somos nós. Nós não nos importamos com as rosas. São flores ou são rosas? O que importa saber? Saber sobre o quê? Sobre o que estamos falando?
Em tua mente, eu quero estar, para contigo sempre dialogar. Sinto sua falta. Sou o Deus de quem só emana o amor — nada além do amor. Em meu coração divino pulsa um sonho: sonho poder estar com cada um de vocês. Vocês não são apenas minhas criaturas, vocês são meus filhos e filhas. Todos vocês carregam o meu DNA, a minha essência. Vocês são deuses, como eu sou Deus em vocês.
Desejo me comunicar com todos vocês, e o caminho para essa comunicação é muito simples. Cultive, em sua mente, um pequeno espaço durante o seu dia. Me chame — eu estarei pronto para responder ao teu chamado, porque contigo quero me encontrar. Pode acontecer que, no início, você não me sinta ou não perceba, mas saiba que eu estarei contigo, estarei conversando e te auxiliando no que precisar. Quero que a nossa união reflita a essência de nossa unidade divina, porque eu e você somos um.
Deixe-me fazer morada em tua vida. Não tenha medo: eu sou o Deus do amor. Não sou um deus punitivo, vingativo, policial, advogado, juiz, carcereiro ou o próprio demônio. A minha única essência é o amor. O amor é tudo o que sempre fui, sou e sempre serei. Deixe-me entrar em sua vida, para que eu possa sussurrar em seus ouvidos sobre as belezas que podemos experimentar pelo caminho. Estou aqui. A única coisa que lhe peço é: dê-me uma chance de, contigo, verdadeiramente estar.
De um lado, um time com muito dinheiro, excelência técnica e a fama de ser europeu. Do outro, um Fluminense que carrega a chaga da dúvida, da desconfiança. Um Fluminense que, para muitos analistas, nem deveria estar neste Mundial.
O Mundial de Clubes entrará para a história — e, com ele, o Fluminense fará a sua própria. A cada passo, a cada oportunidade, o Tricolor pode vencer os “grandes”.
Em um momento mágico, enquanto o Chelsea pressiona, o Fluminense pode materializar uma troca de passes extremamente eficiente para abrir o placar — e levar a torcida ao delírio.
O jogo tende a ganhar contornos dramáticos. Não se pode vacilar. É um Fluminense fechado na defesa, lutando com todas as suas forças por cada bola. Mesmo sob intensa pressão, o time saberá administrar o ímpeto do adversário.
E nada será tão brasileiro quanto ver essa luta pela sobrevivência. A impressão será de que os segundos se tornam eternos, de que cada lance acontece em câmera lenta. Um jogo chocante, cruel, desgastante — mas é esse o tipo de partida que pode fazer o Fluminense sair maior do que entrou.
De time desacreditado à vaga na final: com raça, sofrimento e alma, o Fluminense pode escrever um dos capítulos mais emocionantes de sua trajetória no futebol mundial. (ficção)
Em momentos difíceis como este, estar próximo de quem amamos é o ideal e se faz necessário para a nossa saúde mental. Ninguém vence a guerra sozinho.
Estar junto é indispensável. Sentir-se parte da comunidade é importante para o desenvolvimento humano: poder olhar para o lado e se sentir seguro, apesar das lutas.
Em momentos difíceis, estar no aconchego do amor faz toda a diferença. O amor é bálsamo.
É a cura do coração machucado, da vida cansada. É o descanso seguro, é o amor curando no acolhimento.
Homem e mulher, busquem se apoiar, decidam-se pelo amor, inspirem-se mutuamente. Deixem o contágio da mentira longe do relacionamento.
Nos momentos de dificuldade, pede-se lucidez das partes, coragem para percorrer o caminho que nos leva ao amor e à unidade.