O sol pôs-se diante dos meus olhos, dos mesmos olhos que viram a saudade sem saber das cores de uma vida sem flores, que floresceu na morte — morte que desabrocha a nossa sorte, sorte de não se ter o amanhã. É importante o dia da morte, que floresceu em um dia de sorte.
Em dia de sorte, provamos da própria morte, da sorte que gera a ilusão de sermos eternos — eternos até florescer a nossa própria sorte. Caímos na própria teimosia: eternos até o grande dia, dias de paz, de um silêncio sepulcral.
Flores que florescem a todo tempo, flores da morte, da sorte, da insensibilidade com a vida — vida temida. A morte deu sorte: sorte de florescer na própria morte.
Vê o mundo em transformação? Sua hegemonia já não é mais relevante. É preciso ter coragem para se adaptar ao novo tempo e saber agir dentro das possibilidades reais no momento, porque qualquer outra tentativa é autodestruição. O caminho atual já não é mais o que deve ser percorrido; insistir nele é o mesmo que se desfazer. O passo mais promissor é tentar se organizar internamente — essa é a melhor forma de não sucumbir por completo. Esqueça sua hegemonia: não há como recuperá-la.
Em tudo o que observamos, os estragos são grandiosos e irreversíveis — especialmente se continuar aplicando o velho modelo. É necessária uma mudança de mentalidade, e o primeiro passo em direção a essa transformação é reconhecer que uma era chegou ao fim. Nada é para sempre. Ser capaz de dar novas respostas é o diferencial. É preciso estar aberto ao novo, reinventar-se diante do que se apresenta à nossa frente.
É um duro golpe, mas previsível — idealizado, desenvolvido e construído ao longo dos anos, consciente ou inconscientemente. É, basicamente, o alicerce sobre o qual foi erguida toda a sua história. Tudo na vida tem seu preço. Se plantamos couve, esperamos colher couve. Quando, na vida, plantamos couve e passamos a colher laranja, há algo sendo feito de forma errada — e tudo aquilo que fazemos mal feito, só porque ninguém está vendo, mais cedo ou mais tarde vem cobrar o seu preço.
Momento de tensão do início ao fim para as equipes, com leve domínio do time do Fluminense. No geral, será um bom jogo de se assistir, em que ambas as equipes buscarão a vitória a todo instante. As equipes insistirão, persistirão, perseguirão o gol, que não acontecerá, de modo que os destaques da partida ficarão com os goleiros — tanto no primeiro tempo quanto no segundo. O diferencial estará no banco: é de lá que o time passará de um time bom a um time ótimo.
É do técnico que virá a melhor resposta do Fluminense e de sua capacidade de rapidamente se adaptar para, de fato, ser eficiente em surpreender o adversário. É nesse momento que o Fluminense virará a chave, e o time do Al Hilal passará a sucumbir dentro da partida. A partir daí, o domínio do time do Fluminense será pleno, e os gols acontecerão naturalmente. Nada que a paciência, unida à determinação, não possa transformar no colapso total do adversário.
É o que está marcado para este jogo da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, no dia quatro de julho de dois mil e vinte e cinco, às dezesseis horas (horário de Brasília), entre Fluminense e Al Hilal. O Al Hilal até imporá certa resistência, mas não o suficiente para impedir que os gols venham a acontecer. O Fluminense, por sua vez, será dominante daí por diante — não pela força, mas pela qualidade. E mais ainda: pela qualidade e visão do seu técnico, que, na hora H, dará o famoso “nó tático” no time do Al Hilal. (Ficção)
Copa do Mundo de Clubes da FIFA 04/07/2025 – 16h00 Fluminense x Al Hilal
Inteiro é como devemos sempre estar. Isso não significa que sua vida estará às mil maravilhas; significa, essencialmente, que, estando bem ou mal, nossa atenção deve estar totalmente voltada ao que estamos fazendo. É na dedicação com que você faz algo que se revela o modo como você vive.
Temos duas formas de viver:
Primeiro, o viver inteiro — enraizado no existir, existindo. Tudo se torna chance de experimentar algo novo, mesmo tendo vivido uma vida inteira. É a oportunidade de se surpreender com o belo. Estar inteiro experimentando a vida é a nossa vocação. É onde nos é revelado o Mistério da Vida.
O segundo modo de viver — e é onde a maioria de nós se encontra atualmente — é uma vida no automático. Uma vida em que deixamos passar tudo o que é simples, belo, extraordinário. Em que tudo o que fazemos é para ganhar dinheiro, para comprar a felicidade, para comprar coisas que nos enganam. Vivemos em uma constante morte do espírito. Tornamo-nos zumbis de um poder econômico.
Qual vida você anda vivendo? Olhe para si, para sua saúde física, mental e emocional, e terá a sua resposta contundente. Ninguém aqui está dizendo que não temos o direito de ganhar dinheiro. O que estou dizendo é que você tem duas maneiras de se posicionar na vida para ganhar o seu dinheiro.
Em tempos como os nossos, viver inteiro não é prioridade — e, muitas vezes, nem é culpa nossa. Fomos conduzidos a esse estado de vida. Filhos bastardos do capitalismo: é o que somos.
O que podemos fazer, a partir de agora, é nos conscientizar. Pela nossa idade. Pela quantidade de remédios que estamos tomando. Não é normal. Não é que o seu corpo adoeceu — como pode acontecer. É você sendo empurrado a adoecer. E pior do que estar doente: é permanecer doente.
Ao tomar consciência desse simples fato, podemos dar o próximo passo. Agora é preciso que você aceite a mudança. Uma pequena mudança. Mas uma mudança radical.
Comece, a partir de agora, a viver buscando uma nova maneira de olhar a vida. Que a vida que você viva, a partir de agora, seja uma vida que te dê uma nova chance. Que te mostre que a vida tem muito mais a oferecer do que carros, dinheiro e viagens. Que a beleza desta vida está justamente na simplicidade de ser vivida.
Olhar as coisas com atenção permite que você abra uma janela e, assim, reconheça que pode ser surpreendido por um universo infinito — e completamente desconhecido por você.
Inteiro é como devemos nos posicionar na vida: acolhendo todas as maravilhas que ousarmos descobrir. Mas tenha cuidado: viver com essa mentalidade é para pessoas especiais. E eu não sei se você é tão especial assim. Em todo caso, só experimentando para descobrir quem você é de fato.
Não deixe a vida passar e se esvaziar por entre suas mãos. É só você quem tem a solução. O poder está em suas mãos. O que vai fazer com isso… é com você.
Não existe vida chata depois disso. E então, o que vai fazer? Tem mesmo coragem de subverter o sistema? O que deseja ser em sua vida? Inteiro ou raso? Fervura ou frio? O que deseja ser em sua vida — de verdade?
As escolhas certas podem mudar uma vida. “Inteiro” é uma escolha que só você pode avaliar se será boa ou ruim para si.
Nunca subestime o poder de um olhar. Uma nova maneira de viver a vida — viver de maneira inteira, como é a nossa vocação. Deixe a vida te surpreender. Dê essa chance para você.
O novo olhar é a atitude mais revolucionária que você pode ter hoje. É a mudança extraordinária de um paradigma. É uma nova mentalidade sendo revitalizada. É a possibilidade de uma nova sociedade. Tudo isso é possível quando fazemos uma pequena mudança em nossa maneira de viver. Não é mais como o sistema quer. É como eu escolho viver.
Em tempos de crise política, o melhor a se fazer é exatamente nada. Não existe nada que possamos fazer neste momento da nossa história. A crise política é mais grave do que aparenta e vai além dos bastidores do poder. Os indivíduos que compõem esta sociedade e suas instituições enfrentam sua pior crise de identidade, ética e moral. Estamos vivendo em uma sociedade em pleno colapso.
A crise política nasce de uma sociedade que estava — e ainda está — abandonada. Ao longo dos anos, ela recebeu apenas migalhas sobre a mesa e, calada, teve que continuar, enquanto observava a classe política engordar à custa dos juros e do dinheiro público. Os indivíduos dessa sociedade, cansados, colapsaram; os que não colapsaram deram de ombros ou se juntaram a eles.
A sociedade está há muito tempo abandonada. Mesmo que quisesse, não conseguiria mudar esse roteiro. Estamos presos em um ciclo vicioso, no qual as nossas melhores escolhas acabam sendo sempre as mais destrutivas. Neste momento, o colapso social parece ser a nossa melhor escolha.
Lutar contra isso é uma luta inútil. É lutar contra o nosso próprio sistema de autodestruição individual e social; é lutar contra a nossa mentalidade de, em liberdade, fazermos as escolhas erradas. Não é possível, de uma hora para outra, transformar indivíduos “doentes” por um ambiente social salubre que, há anos, vem sendo ignorado, sem qualquer investimento relevante. A sociedade escolheu e chancelou, por meio dos seus políticos eleitos, que não ter uma educação que humanize as pessoas é o nosso melhor investimento. Essa foi a escolha dos nossos avós, dos nossos pais — e é também a nossa, ao perpetuar uma sociedade que nos faz viver em constante frangalhos físico, mental, emocional e financeiro.
Estamos cegos, caminhando sobre um precipício, equilibrando-nos em uma corda e carregando, em nossos braços, uma ogiva nuclear — e fazemos isso sem nos darmos conta do perigo. Avançamos e não temos como retornar.
Ir adiante é preciso, tentando nos proteger enquanto atravessamos essa dificuldade extrema. É uma mudança radical que se faz necessária. E, até que essa compreensão nos tome pelas mãos e nos coloque novamente no caminho do juízo, seguimos sobrevivendo como podemos.
Vem, minha amiga e meu amigo, vem ser feliz nesta vida, deixando para trás tudo o que lhe aborrece.
Vem aprender a cultivar o bom pensamento, porque ninguém vive sendo negativo. Vem ser feliz comigo.
É hora de ser feliz, e é agora. Não espere pela perfeição: ser feliz é uma construção.
É a inauguração de um contínuo aperfeiçoamento. Ninguém estará jamais pronto e acabado. É hora de viver a felicidade. É hora de calar a tristeza que nos invade. Vem ser feliz!
Esta é a comunidade mais triste do mundo. É também a comunidade que está revolucionando a ideia de que, para ser feliz, tudo precisa estar bem.
Estar feliz é uma construção interna, é uma opção radical que fazemos todos os dias, é uma declaração de guerra contra toda tristeza, é a luta diária para que a felicidade vença em nós no final do dia.
Carlos de Campos
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Este poema-reflexão mergulha fundo na sensação universal do vazio existencial, explorando o peso do sofrimento e a busca constante por sentido em um mundo marcado pela dor e pela injustiça. Com linguagem acessível e forte impacto emocional, a obra convida o leitor a uma viagem filosófica sobre a origem da consciência e o conflito entre esperança e desespero. Uma leitura essencial para quem busca compreender melhor o próprio lugar no mundo e os dilemas que moldam a experiência humana contemporânea.
Há um clima pesado na atmosfera do mundo. Ganhar e perder a vida se resume a isto.
No princípio da vida, existia um lugar onde encontrávamos conforto e segurança. Neste lugar, só eu e minha esperança coexistíamos. Mas, mesmo nesse lugar belo e confortável, eu me perguntava: Onde estou? Para onde vou?
Dia após dia, na medida em que ia se formando a minha consciência, os meus questionamentos só aumentavam e iam se tornando cada vez mais intensos. E, com eles, os medos e as angústias me dominavam. O desejo de querer saber era terrível.
Em dias “normais”, o desejo era mais intenso, essa minha “loucura” de querer saber qual era o sentido da minha vida. Era intrigante constatar que, desde a minha concepção até o meu nascimento, tudo o que experimentei e experimentava era só dor e sofrimento, com pequenos momentos de alívio que chamamos de felicidade.
Em um dia mais tranquilo, eu vi o ódio, a fome, o genocídio, a injustiça — só para citar alguns — arrasarem livremente o mundo, e ninguém fazia nada para conter. Onde estava a lógica nisso tudo? Nascer, crescer, só para sofrer e ver os outros sofrerem? Quem preferiu a dor em vez do amor? A fome em vez do prazer?
Eu sou só mais um, em meio a outras bilhões de pessoas que carregam em seu peito essa brasa flamejante, que, com persistência, nos queima a todo instante. Essa profunda marca nos interroga a todo momento sobre o que estamos fazendo aqui.
Aconteça o que acontecer hoje de bom ao longo de seu dia, o que estamos fazendo aqui continuará ecoando dentro de você, e nada poderemos fazer sobre isso. E tudo isso, querendo ou não, influencia o nosso comportamento e decisões diariamente. O vazio existencial é assustador.