Mudança
A temperatura cai
Amanhecer frio.
Carlos de Campos

Não se justifica tanta injustiça
Cada vez mais, o ser humano é ganancioso,
Sem limites, estende os seus tentáculos,
Tocando em tudo, tudo é destruído,
A ganância tudo vai engolindo.
Sem limites, subtrai no seu limite,
Deixando ao redor um caos profundo,
A humanidade perde a pouca mente,
Entregando-se ao apetite voraz.
Nada se justifica, é só injustiça,
Os danos causam dor, apetite feroz,
De poucos que devoram sem parar.
Onde vamos parar? Não há limites,
Para os gananciosos, só o caos,
Um, dois, contagem regressiva ao fim.
Carlos de Campos

Momento de Busca
Ir bem e com segurança,
Ir além, mas respeitando,
Ir sabendo para onde se vai,
Ir sem medo de ser feliz.
Obrigado por contribuir adquirindo o seu exemplar do livro Enquanto a Solidão Me Abraça.
Adquira seu exemplar aqui
caravanagrupoeditorial.com.br
Mover-se a cada dia visando chegar,
Chegar onde se decidiu ir.
Nem sempre isso é verdade,
É preciso ter a humildade de reconhecer.
Há necessidade de buscar uma unidade,
Fortalecendo o desejo entre a razão e a emoção.
Ir em busca do verdadeiro sentido,
Do sentido último.
Lenta e nebulosa,
É assim que vejo
A cada momento,
Um momento difícil.
Reintegrar o que se perdeu,
Deixar ir o que machuca,
Buscar o sentido último
Do que não faz mais sentido.
Carlos de Campos

Me dê o que me tiraram
O limite fomenta a decadência,
Deteriorando qualquer relação.
A pessoa precisa se expressar,
Dialogando com outras realidades.
Vi na fila da vida
Desejos incomunicáveis,
Desejos que eram meus.
Incomunicável sou eu.
Sou delírio à flor da pele,
Que repele todos à minha volta.
Voltas que não voltam mais,
Sigo dando essas voltas que não voltam mais.
Hoje sou só mais um errante,
À deriva de uma vida ferida.
Lobotomizado de qualquer esperança,
Disfarçada com muita elegância.
O meu universo é uma realidade paralela,
Que diariamente vai sendo tensionada.
Me deem um dia de paz,
Tenho lutas para lutar em minha cabeça.
Quando nada mais fizer sentido,
Deitado quero estar.
Enquanto sou mergulhado em minha lucidez,
Me dê só mais um dia de paz.
Carlos de Campos

Sua busca
Calma bem-vinda
Que vem do fundo do ser
De uma alma cansada,
Atolada de trabalho,
Que impede a vida de ter sentido,
Experimentando os aborrecimentos contínuos.
Empoderando os desafios,
Suprimindo uma vida de afetos,
Afetos de um companheirismo.
Finge que está tudo bem,
Quando, na verdade, está no fundo de uma fossa,
Uma fossa profunda, escura e úmida.
Lá no fundo da fossa,
A alma encontra forças para resistir,
Mesmo sem saber como vai sair.
A alma, devotamente, começa a entoar o canto da resistência,
O canto sobre a esperança,
Que canta o amor que nos faz seres humanos.
De dentro do fosso,
Em meio ao canto que está sendo entoado,
Sem mais qualquer esperança,
Entre o medo e a perseverança,
Entre o abuso e o amor,
A alma, em meio à intensa dor,
Rasga as vestes corporais.
Mesmo ainda fraca, a alma rasteja,
Rasteja para fora daquela fossa.
Sai em busca de um sentido para sua vida,
No ápice do seu esquecimento,
Enquanto pessoa humana,
Que, mesmo sendo anulada de todas as formas,
Busca ser resistência,
Busca ser a expressão real e verdadeira do amor.
E nunca pensa em desistir.
No interior do seu ser,
Existe uma fonte natural
Da mais pura água,
Água límpida e refrescante,
Capaz de matar a sede por justiça,
Dando ao corpo, alma e espírito
Uma vitalidade sobrenatural,
Um olhar místico,
Que vê a realidade além da materialidade,
O bem em tudo à sua volta,
Em uma vida repleta de amor
E que só vê sentido se for para amar.
O movimento mais importante em uma vida
É o movimento sincronizado de uma alma.
É onde a alma encontra o seu próprio caminho,
Um destino de escolhas fáceis,
De vitórias bem celebradas
E de derrotas aceitas e muito bem digeridas.
Movimento que move a alma sempre para a verdade,
Íntegra caminha com a sabedoria,
E de mãos dadas segue com a esperança.
Carlos de Campos

Som da Alma
Mostre o abismo da solidão
Fincado na rejeição.
Não machuque a memória
No cansaço da negação.
Mulher, teu cansaço
Diminui ao longo da vida,
Impondo diferentes perspectivas,
Nenhuma igual à outra.
Mãe que acolhe,
Filho que abandona.
Em cada novo nascimento,
Se mina o relacionamento.
Muitos relacionamentos findaram,
Corações sangraram.
Imutáveis são as consequências;
O que se pode fazer?
Na vigilante memória,
Debruço-me em expectativas,
Impondo-me a mais nobre resolução.
Do teu seio, bebo dessa dor.
Oh, estrela casta!
De olhar deslumbrante,
Equilíbrio peculiar ao teu alcance.
Tens honra que dignifica.
Carlos de campos

Afeto memorável
Minhas lembranças me comovem,
Em tempos de tristeza,
Elas vêm e me confortam.
Recordo-me da minha infância,
Das brincadeiras com os amigos,
Da primeira namorada.
Como tudo isso me faz bem,
Sentir as emoções à flor da pele,
Em memórias tão vívidas.
Mesmo que no passado a vida tenha sido difícil,
Mesmo que tudo tenha faltado,
Saudades carrego em minha memória.
Me pego chorando,
Em meio às belas recordações,
Que alegram a minha alma.
Carlos de Campos
Descubra "Enquanto a Solidão me Abraça" e mergulhe em uma jornada emocional inesquecível! Disponível agora na Caravana Grupo Editorial.
caravanagrupoeditorial.com.br
Se inscreva, curta, comente, compartilhe

Além de todos os amores
Lugar algum é melhor que você.
Já estive em tantos amores,
E aqui me encontro seguro.
Carlos de Campos
Descubra “Enquanto a Solidão me Abraça” e mergulhe em uma jornada emocional inesquecível! Disponível agora na Caravana Grupo Editorial.
Se inscreva, curta, comente, compartilhe

Mistério
Move-se os montes
De um lado para o outro,
Cada um com seu enigma.
Carlos de campos
Descubra "Enquanto a Solidão me Abraça" e mergulhe em uma jornada emocional inesquecível! Disponível agora na Caravana Grupo Editorial.
caravanagrupoeditorial.com.br
Se inscreva, curta, comente, compartilhe
