Meios para sobreviver Difícil é a vida de um assalariado É uma luta constante e desleal É preciso engolir o choro para seguir.
A vida é dura para quase todo mundo Pelejamos para nos manter subnutridos Não temos para onde correr E ninguém faz questão de nos socorrer.
O que mais podemos fazer? Tanta injustiça nos assombra Violência urbana nos machuca Estou sem forças e sem esperança.
Meu Deus, já não mais espero tua intervenção Estás do lado do opressor A oferenda do tempo de minha vida em nada te agradou De tua parte, só recebemos silêncio até o momento.
Canseira é como podemos definir essa vida Decepções integram esse pacote Ler, sinto o desejo de ler.
Meu desejo é ler dia e noite Quem sabe um dia esse sonho se realize? Assim como meu bisavô, meu avô, meu pai sonhou, Este é o meu sonho também.
O mosteiro em chamas, Pecados e pecadores Se consumindo em fornicações, Deleitando-se no moralismo barato.
Incapaz de viver uma vida santa, Impõe aos fiéis o sacrifício vespertino, E finalmente bebe-se no cálice da redenção No silêncio sabático da mortificação.
Eu prometo, diante do Deus Altíssimo, Cultuá-lo na sua ausência plena, Que só revela a sua inexistência.
O adorador a ti se rende, dando glória, Enquanto entoa um hino que maltrata o próximo. Tua é a promessa vazia.