No suspirar de uma Deusa

No suspirar de uma Deusa     

O mosteiro em chamas,
Pecados e pecadores
Se consumindo em fornicações,
Deleitando-se no moralismo barato.

Incapaz de viver uma vida santa,
Impõe aos fiéis o sacrifício vespertino,
E finalmente bebe-se no cálice da redenção
No silêncio sabático da mortificação.

Eu prometo, diante do Deus Altíssimo,
Cultuá-lo na sua ausência plena,
Que só revela a sua inexistência.

O adorador a ti se rende, dando glória,
Enquanto entoa um hino que maltrata o próximo.
Tua é a promessa vazia.

Carlos de Campos
Foto por Anna Shvets em Pexels.com

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