Vem no anoitecer da esperança
Escolhas coerentes,
Desejos infames,
Distanciamento da percepção
Das nossas emoções.
Limites a serem ultrapassados,
Um de cada vez;
Construímos a nossa história,
A história de uma vida indigesta.
Vem a solução
Por detrás das aparências,
Dos movimentos sombrios
Em emoções compulsivas.
Vem o grito por liberdade,
Oxigenando a mente atrofiada,
Distópica da vida
Diante do meu existir.
Na madrugada, rompe-se o silêncio.
Instintos extintos vêm à tona,
Me rodeiam.
Instintos extintos
Me subjugam,
Torturam-me pela noite afora.
Carlos de Campos
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