Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado."
Adquira seu exemplaraquie mergulhe em uma leitura que abraça a alma.
Livro 7: A filosofia do gramado (Poema 02/60)
Opor-se ao destino
Sem destino certo Sou como a bola esperando alguém chutar Sou a estagnação de medo De quem se vê em um estádio lotado.
Caminho no tempo O tempo que faz o jogo correr Que faz a vida acontecer Sou a bola no tempo presente.
No templo interior Está acontecendo o maior jogo da minha vida Cada segundo que passa me deixa mais próximo da derrota Sou a bola que depende de pés habilidosos.
Os segundos passam Cadenciam para um final traumático Sem direção
O eterno tempo que não passa. Migalha é o nosso tempo O tempo que angustia a alma Que sofre com a obsessão Bom é cada vez mais sentir.
Um fenômeno análogo aéreo é real? Por que sentimos a necessidade da fantasia? Há quem diga que nós nem existimos para esta vida.
Ou que existem outras versões de nós? Em que realidade eu devo acreditar? O que devo aceitar? O que devo questionar?
O fato é que somos amaldiçoados por uma consciência, e essa consciência é questionadora demais. Ela é inquieta e não se sente à vontade diante da nossa realidade.
Existe algo ou alguém além de nós, nesta Terra? Aeronaves não identificadas são aquilo que desejamos que sejam? Enquanto não sabemos a verdade, a prudência nos pede que tenhamos dúvidas e muitos questionamentos.