Secretamente me encontro No mais profundo do seu inconsciente, Sem luz, Sem água.
Alimentando-me, dia e noite, dos seus pensamentos, Especialmente dos seus pensamentos mais arraigados. Sou um devorador de almas, Retiro tudo o que você é.
No cárcere desta longa solidão, alimento-me do medo, na embriaguez de minhas palavras, do ódio que alimento no canto mais frio da alma.
Os cadáveres me assombram todos os dias. Esqueletos são as minhas companhias. Noite fria, nua, me seduzindo. Mergulho em mim.
O que esperar desta solitária prisão? Dos dejetos que se acumulam em minha alma? Da sombria decisão da vida? O que devo esperar dos abusos que sofro aqui?
Tudo é tão gelado, sem dia para terminar. Nesta cela fria, eu me vejo. Encorajo-me a ser só solidão.