Em um mundo em que a distância é fascinante e, ao mesmo tempo, ultrajante, distante das pessoas, próximo da ausência plena.
Nada é como antes, e antes é toda a base sólida, entre mundos tão iguais e completamente diferentes.
Que caminha para o caminho do sofrimento pela busca incessante da angústia, consciente de que, em seu íntimo, é desejado; é o desejo dos desejos a ser conquistado.
Impor é se destruir, é revidar contra si mesmo, é lutar com a imagem refletida pelo espelho, é ser, na essência, a essência contraditória.
Lutar é assumir ser desonesto. O desonesto sofre na essência, vê sua saúde mental diminuindo, abreviando o fim do seu próprio mundo.
Sentir é uma magia Que toma conta de nossa mente E nos leva a um mundo de fantasia, Para muitos, uma realidade sem volta.
Sei que nem todo mundo Entra nessa vida de fantasia por opção; Os desafios e as frustrações cotidianas muitas vezes os carregam, Nem sempre foi por livre opção.
Um refúgio seguro é o que se busca Numa fuga desesperada, Dolorosa existência, Incinerando a mente de um mundo doente.
A mente acelerada se desfaz; Uma a uma, as ideias já não fazem sentido, Tudo volta a ser primitivo; Esconder-se tornou-se um desejo avassalador.
Mente em fuga, distópico, nuclear.
Desejos irrealizáveis cobram — o seu preço.
Distante, da realidade, vivo — no mundo da fantasia.
Mente em colapso total, volta para o mundo primário —
viver, inseguro, por falta de realidade.
Realidade que se vive (com presença de espírito).
Carlos de Campos
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