Tag: desejos poéticos

  • Sangue correndo pelas minhas mãos

    Sangue correndo pelas minhas mãos

    Suas mãos estão sujas de sangue.
    Sangue...
    Acabou de matar.
    Sangue…

    Sangue escorrendo de sua boca.
    Sangue...
    Matou uma moça virgem
    para alcançar seus desejos.

    Violência!
    Ouvem-se gritos em meio à neblina.
    Gritos de prazer sórdido,
    gritos do próprio assassino.

    Amanheceu, e os terrenos baldios,
    cheios de corpos, encontramos.
    Corpos desfigurados.
    Sangue por todo lado.

    Esquartejadas as encontraram.
    A violência segue.
    As noites nos causam calafrios.
    Cheiro forte de sangue no ar.

    Sangue escorre pela minha boca.
    Nada recordo da noite passada.
    Estou amarrado em uma camisa de força,
    louco para beber o teu sangue e comer sua carne.

    Carlos de Campos
  • Viajante do espaço

    Viajante do espaço

    Ordem, grita a voz rouca.
    Não és um animal incontrolável.
    Na verdade, és a chama a me incinerar,
    doente dos olhos.

    Ordem é o meu nome.
    Começo a não mais enxergar.
    É a vista enfraquecida,
    humor desproporcional.

    Ordem e desordem me acompanham.
    Cabeça baixa.
    Insultos posso ouvir.
    Mercadoria, tudo em ruína.

    Desordem em meu ser,
    na história que se revela,
    que se abate sobre nós,
    nessa triste escuridão.

    Carlos de Campos