Viajante do espaço
Ordem, grita a voz rouca.
Não és um animal incontrolável.
Na verdade, és a chama a me incinerar,
doente dos olhos.
Ordem é o meu nome.
Começo a não mais enxergar.
É a vista enfraquecida,
humor desproporcional.
Ordem e desordem me acompanham.
Cabeça baixa.
Insultos posso ouvir.
Mercadoria, tudo em ruína.
Desordem em meu ser,
na história que se revela,
que se abate sobre nós,
nessa triste escuridão.
Carlos de Campos

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