Tag: filosófia

  • Tarde de uma existência

    Tarde de uma existência

    O sol se põe diante de minha insignificância
    Manifestou dia a dia sua profunda ausência
    Mistério é continuar acreditando.

    Carlos de Campos
  • Números

    Números 

    No zero me desfaço
    O ser existe
    Zero no caminho.

    Carlos de Campos
  • Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.


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    Os rumores de uma alma

    Os rumores desse fato
    Fica por conta dessa alma
    Que caminha acorrentada em sua própria alma
    No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.

    Cada um olhando percebe
    Percebe o que não quer perceber
    Que as suas correntes estão presas a você
    A corrente que te prende é você.

    É certo que o certo nunca é certo
    E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta
    Na corrente de nossa própria ignorância
    Que ignora a sua própria corrente.

    Arrasta por todos os lados essa corrente
    As correntes dos desesperados
    Que esperando já não aguenta mais
    O tornozelo doendo o dia inteiro.

    Ei, olhe para sua mão
    Observe a chave dessa corrente
    Pare por um momento
    Reflita no tempo que é o seu tempo.

    O tempo de usar ou não essa chave
    A chave dessa corrente que está presso a você
    Reflita no tempo do seu tempo
    O tempo de utilizar a sua chave.

    Carlos de Campos
  • Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação – (Poema 02/150) – Livro 10


    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.


    Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 02/150)

    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.

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    A vida é dada por Deus
    Soprando pelas narinas do ser humano em barro
    O vento engata a nossa existência
    Essa nossa pobre existência.

    Deus demonstrando sua eterna misericórdia
    Acha por bem nos jogar nesse mundo cão
    Sem o mínimo de noção
    Construímos o nosso caráter entre erros e acertos.

    Entre guerra injustificadas
    Caminhamos em pleno emburrecimento
    Procurando sempre cultivar o nosso ressentimento
    Em cultos da nossa própria imagem divina.

    O ser humano está perdido
    Fundido sua psique em si
    Cegos da realidade por sua imbecilidade
    Preferimos loucuras monstruosas do que um coração pacificado.

    Um coração magoado bate em nosso peito
    Do barro nós viemos e na lama permanecemos
    Olhamos à nossa volta e nos vemos como somos violentos
    Somos os agentes do mal.

    Carlos de Campos
  • Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

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    Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20)

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

    Detritos amontoados em lago
    Saudoso era o tempo sem a tecnologia
    Em que a mão operava sem questionamentos
    A mão que é proibido invocar.

    O vento do sul nos traz a esperança
    orquestrada pela mão forte e invisível
    Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos
    E nos julga por seu tato decadente.

    Olhe para essa mão pesada
    Que extermina essas pobres formiguinhas
    Que não poupa nem as plantinhas
    Por puro ódio de sua própria existência.

    O que esperamos ainda de suas mãos?
    Dessas mãos que manipulam os resultados?
    Que ainda puxa arma para extorquir?
    O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?

    A mão que abençoa
    É a mesma mão que violenta
    A mão que dá carinho
    É a mesma que silencia-se diante dos seus crimes.

    Carlos de Campos
  • Livro 5: FENAs/OVNIs (Poema 02/60) Surge o ícone de nossa história

    Livro 5: FENAs/OVNIs (Poema 02/60) 

    Surge o ícone de nossa história

    O céu nos revela paranormalidades,
    tão naturais que chegam a nos dar medo.
    O medo que sentimos
    é a verdade que não queremos admitir?

    São diferentes as formas de vermos o mesmo objeto.
    Quem está falando a verdade?
    O poder?
    O indivíduo?

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    Um fenômeno análogo aéreo
    é real?
    Por que sentimos a necessidade da fantasia?
    Há quem diga que nós nem existimos para esta vida.

    Ou que existem outras versões de nós?
    Em que realidade eu devo acreditar?
    O que devo aceitar?
    O que devo questionar?

    O fato é que somos amaldiçoados por uma consciência,
    e essa consciência é questionadora demais.
    Ela é inquieta e não se sente à vontade
    diante da nossa realidade.

    Existe algo ou alguém além de nós, nesta Terra?
    Aeronaves não identificadas são aquilo que desejamos que sejam?
    Enquanto não sabemos a verdade,
    a prudência nos pede que tenhamos dúvidas e muitos questionamentos.

    Carlos de Campos
  • Livro 9: A Profecia (Poema 02/20) A paternidade ancestral e sua influência social

    Livro 9: A Profecia (Poema 02/20)

    A paternidade ancestral e sua influência social

    Onde está a minha raiz?
    E a família?
    O que nos influencia,
    se nossas raízes estão sufocadas?

    Enquanto a solidão me abraça

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    Se estamos tão distantes da fonte,
    fonte da ancestralidade
    que jorra pelos tempos sem fim,
    que passa por nós e por nossa história.

    O pai de nossa ancestralidade
    é um pai que cuida,
    o educador da casa,
    casa fundamentada sob sua guarda.

    Pai que alimenta,
    que protege sua família
    e dá amor à sua prole,
    pai que bebe da fonte ancestral.

    O grande pai que habita em todos os homens
    encontra-se soterrado pelo patriarcado.
    Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral,
    cedendo espaço ao patriarcado cristão.

    O grande pai está amordaçado em cada homem,
    submetido às regras expiatórias
    que o levaram para longe da fonte da vida,
    para bem longe de suas próprias raízes.

    Carlos de Campos
  • Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60) Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)

    Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    O que sabemos sobre o tempo?
    O tempo está parado no tempo?
    Quando o tempo passou a ser tempo?
    Quando o tempo consome a minha vida?

    Carlos de Campos

    O tempo mede a vida ou somos nós que medimos o tempo? ⏳ Conheça o segundo poema de A Arte da Trégua e mergulhe nessa reflexão sobre existência, saudade e finitude. Livro 1: A Arte da Trégua

  • Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60) Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)

    Vê o tempo esquecendo que é o tempo?

    O que sabemos sobre o tempo?
    O tempo está parado no tempo?
    Quando o tempo passou a ser tempo?
    Quando o tempo consome a minha vida?

    Enquanto a solidão me abraça

    Mergulhe em uma leitura que abraça a alma. Adquira seu exemplar aqui

    E a vida passa a depender do tempo
    Que não é nem presente e muito menos futuro.
    É o tempo medido por segundos,
    Segundos correndo por um relógio.

    O que é o tempo?
    Além da mais pura irritação
    Que domina nossa mente a vida inteira
    E vai nos deixando com a sensação de sermos a próxima vítima.

    A vítima da morte,
    Que nos poupa de tal sorte,
    Dos segundos contados,
    De tua mão que parou o tempo.

    No princípio, Deus construiu o relógio,
    Que nos mostra o fim mais próximo
    E que, a cada segundo, é uma gota a menos de vida,
    Vida pautada pelo tempo.

    Pelo tempo que passou
    E que não volta mais,
    Pelo amor que se confunde com a dor da saudade,
    Por quanto tempo nós iremos resistir?

    Carlos de Campos
  • Além da ilusão

    Além da ilusão

    Ir além do que o corpo sente
    Desejos que eclodem
    Tiram nossa atenção do essencial.

    Carlos de Campos
    Foto por Steve A Johnson em Pexels.com