A mão desocupada para que serve? Para sair da operação sigilosa? Para resgatar a própria integridade? A mão que nunca fala para que serve?
Detritos amontoados em lago Saudoso era o tempo sem a tecnologia Em que a mão operava sem questionamentos A mão que é proibido invocar.
O vento do sul nos traz a esperança orquestrada pela mão forte e invisível Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos E nos julga por seu tato decadente.
Olhe para essa mão pesada Que extermina essas pobres formiguinhas Que não poupa nem as plantinhas Por puro ódio de sua própria existência.
Um fenômeno análogo aéreo é real? Por que sentimos a necessidade da fantasia? Há quem diga que nós nem existimos para esta vida.
Ou que existem outras versões de nós? Em que realidade eu devo acreditar? O que devo aceitar? O que devo questionar?
O fato é que somos amaldiçoados por uma consciência, e essa consciência é questionadora demais. Ela é inquieta e não se sente à vontade diante da nossa realidade.
Existe algo ou alguém além de nós, nesta Terra? Aeronaves não identificadas são aquilo que desejamos que sejam? Enquanto não sabemos a verdade, a prudência nos pede que tenhamos dúvidas e muitos questionamentos.