Os rumores desse fato Fica por conta dessa alma Que caminha acorrentada em sua própria alma No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
Cada um olhando percebe Percebe o que não quer perceber Que as suas correntes estão presas a você A corrente que te prende é você.
É certo que o certo nunca é certo E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta Na corrente de nossa própria ignorância Que ignora a sua própria corrente.
Arrasta por todos os lados essa corrente As correntes dos desesperados Que esperando já não aguenta mais O tornozelo doendo o dia inteiro.
Ei, olhe para sua mão Observe a chave dessa corrente Pare por um momento Reflita no tempo que é o seu tempo.
O tempo de usar ou não essa chave A chave dessa corrente que está presso a você Reflita no tempo do seu tempo O tempo de utilizar a sua chave.
A vida é dada por Deus Soprando pelas narinas do ser humano em barro O vento engata a nossa existência Essa nossa pobre existência.
Deus demonstrando sua eterna misericórdia Acha por bem nos jogar nesse mundo cão Sem o mínimo de noção Construímos o nosso caráter entre erros e acertos.
Entre guerra injustificadas Caminhamos em pleno emburrecimento Procurando sempre cultivar o nosso ressentimento Em cultos da nossa própria imagem divina.
O ser humano está perdido Fundido sua psique em si Cegos da realidade por sua imbecilidade Preferimos loucuras monstruosas do que um coração pacificado.
Um coração magoado bate em nosso peito Do barro nós viemos e na lama permanecemos Olhamos à nossa volta e nos vemos como somos violentos Somos os agentes do mal.