Tag: desigualdade social

  • No auge da transformação, você estava lá

    No auge da transformação, você estava lá

    O Brasil segue, mais uma vez, em uma nova tentativa de democratizar a justiça social. É uma empreitada de extrema dificuldade, em que uma minoria quer tomar o país para si.


    Um país em que a maioria procura sobreviver ao sacrifício diário, levando no peito um único sonho: a esperança de que um dia tudo possa melhorar. “Tudo pode melhorar?”, pergunta alguém, incrédulo.

    É claro que não existem milagres. Ficar esperando que a justiça social caia do céu como o maná no deserto é continuar girando a mesma roda problemática. O problema é histórico e exige ações firmes voltadas para o longo prazo. Para agora, precisamos arregaçar as mangas e ir à luta.


    Essas ações precisam acontecer simultaneamente, dentro e fora da internet. É preciso que as pessoas compreendam que suas vidas podem — e vão — melhorar. Mas, para que isso aconteça, também depende delas: a luta também é delas. Vivenciar a política é dever de todos. Juntos, lutando por justiça social, porque é somente juntos que esse sonho de um Brasil mais justo e solidário pode se tornar realidade.

    É o momento de renovar as nossas forças, de reciclar a nossa compreensão equivocada sobre a política, na qual fomos educados justamente para sermos desarticulados socialmente. Essa renovação passa por nossa compreensão do que é política, do que é ser político, pelas nossas atitudes, pela busca de nossos direitos, na hora de votar.
    É preciso, antes de tudo, desejar essa mudança — porque somente ao desejar estaremos prontos para nos colocar, na prática, como agentes de transformação política e social.

    É agora ou nunca: continuar aceitando ser explorado ou lutar, pelas vias legais, por tudo o que precisa mudar daqui para frente.
    A mudança está em nossas mãos, enquanto sociedade.

    Vamos mudar ou não?

    Carlos de Campos

  • O que importa?

    O que importa?


    A importância de se importar com o que é importante. E o que é importante? O mais importante é a vida?
    Se for a vida, estamos falando sobre a vida de quem?
    Qual classe social deve ter a vida preservada acima de tudo?

    É importante pensarmos sobre esse tema?
    É importante para quem?
    Quem deveria estar interessado nisso?
    O que se pode fazer para melhorar?
    O que realmente queremos para a nossa vida?

    Tudo gira, e meus pés estão flutuando. Me sinto extasiado.
    O que está acontecendo comigo?
    Anestesiado é como me sinto dentro desse mundinho. Tudo roda muito rápido.
    E, na roda da vida, vou tomando voltas.

    O que estou dizendo? Amônia: cheiro de vingança.
    Delírio, importante para não dizerem que tudo são flores.
    Tudo é o que é, o que era, o que será.
    O que me importa são as flores que choram embaixo dos escombros.

    É importante falar das flores?
    Flores cheirando a amônia?
    Flores cheirando a corrupção?

    O destino é o que importa.
    Destino de uma vida cheirando mal.
    O mal pelo qual não nos importamos por ser no cu dos outros. Outros que, no final das contas, somos nós.
    Nós não nos importamos com as rosas.
    São flores ou são rosas?
    O que importa saber?
    Saber sobre o quê?
    Sobre o que estamos falando?

    Carlos de Campos

    Foto por Vladyslav Huivyk em Pexels.com