Tag: Dor

  • Enquanto a solidão me abraça Autor: Carlos De Campos

    O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.

    Ler um livro como este é mergulhar em uma alma com a própria alma

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/








  • A loucura de uma verdade

    A loucura de uma verdade

    Os loucos andam entre nós.
    Nos machucam.
    Diferente de nós,
    são iluminados com a verdade.
    A verdade sempre dói.

    Ah, os loucos!
    Tidos como incapazes,
    observam o que a nossa mente sóbria não percebe.
    Sóbria?
    A verdade sempre dói.

    Me diga a verdade.
    Somos incapazes por estarmos chapados de tanta sobriedade.
    Somos a história de nossas meias verdades.
    Ah, os loucos!
    A verdade sempre dói na carne.

    Na verdade, não sabemos lidar com a nossa contrariedade,
    com a promiscuidade latente em nossa mente.
    Mentimos para nos escondermos da nossa realidade.
    Mentimos para nos protegermos da dor que dói o dia inteiro.
    Essa é a verdade que vai doendo até mais tarde.

    Vem e veja essa dor.
    É a dor feita de verdades,
    verdades que tentamos esconder.
    Ah, os loucos!
    Não temem a verdade que dói o dia inteiro.

    Carlos de Campos
  • Tudo em nós é potencial



    Tudo em nós é potencial

    Os meus pés tocam as estrelas.
    Em cada estrela encontrei o meu lugar,
    a minha direção para a vida.
    Toquei os pés como se tocasse a alma.

    Um lugar eu encontrei
    em que posso chamar de lar.
    Esse lugar é além do céu,
    onde os olhos não podem pousar.

    Os meus pés tocaram esse lugar,
    um lugar magnífico,
    cheio de mistério.
    Não existe solidão.

    As estrelas têm vida,
    compartilham de sua existência,
    dos dias que sucederam a história.
    É vida produzindo vida.

    Importa saber
    que nossa tristeza é infinita.
    Cultivamos a dor como privilégio.
    Não existe luminosidade entre nós.

    Indignado é nossa melhor versão.
    Tudo em nós é empáfia.
    É o iludido cultivando a ilusão.
    É vida seguindo a mesmice.

    Carlos de Campos
    Foto por Pruthvi Raj Konda em Pexels.com
  • Os indeléveis passos para a morte



    Os indeléveis passos para a morte

    Nada impede que você deixe o amor falar,
    sair para respirar um ar fresco
    e sentir, em seu peito, o seu aconchego.
    Nada o impede de tentar.

    Tentar superar os seus medos,
    medos que nem fazem parte de sua história,
    mantendo-se firme diante dos burburinhos da vida
    e podendo sentir, em seu peito, esse aconchego.

    Quem nunca se decepcionou com alguém?
    Quantas foram as ilusões já sentidas?
    Passou deixando tudo como terra arrasada,
    e seguir acreditando se tornou insuportável.

    São as dores de uma vida maltratada,
    vilipendiada em todos os seus direitos,
    inclusive no direito de amar.
    Amar e ser amado… que dificuldade.

    Singulares são os afetos
    que afetam a todos nós.
    Singulares são as dores que movem os corações.
    Singulares somos nós, com os nossos universos em rota de colisão.

    Tudo o que vive e respira alguma vez já amou,
    diluímos quem éramos para o outro
    para o amor acontecer.
    No final, só restaram duas almas vagando vazias.

    Carlos de Campos
    Foto por Vasily Kleymenov em Pexels.com
  • Incêndio em corpos e mentes cansados



    Incêndio em corpos e mentes cansados

    Já se pode ver
    o imenso caos,
    destruição e risco.
    Todos nós corremos perigo.

    Estamos à beira do precipício
    e damos de ombros para a morte.
    Consigo ouvir os gemidos:
    é um tempo terrível.

    É terrível o que eu vejo:
    dor, morte e solidão.
    É a ilusão sendo desfeita,
    a realidade dando um soco na cara.

    Há sangue, vísceras pelo caminho,
    incredulidade em meio ao desastre.
    Há ressentimento torturante nas pessoas,
    discurso de ódio no coração.

    É violência em plena luz do dia,
    carros sendo queimados,
    morte…
    silêncio de um inocente.

    Por toda a cidade, só a desolação,
    desejo de sangue no ar,
    enxofre regado à orgia,
    sexo explícito na avenida.

    Carlos de Campos
    Foto por Tima Miroshnichenko em Pexels.com
  • O desejo me desafia a desejá-lo

    O desejo me desafia a desejá-lo

    O meu universo vai além das cores e formas,
    Além de tudo o que está além,
    Divagando…
    O que ninguém pode falar.

    Fala-se o que carrega peso
    Do tempo que ainda nem é tempo.
    Fala-se sobre o impronunciável,
    Divagando…

    O impronunciável detesta ser observado.
    De olhar atento, permanece como sentinela,
    Diluído e fragmentado,
    Esquecida está a sua fala.

    O impessoal precisa ser levado em conta,
    Desponta na escuridão,
    Doando-se.
    Déjà-vu…

    Encontro com o inesquecível,
    Perdido no vazio.
    Solidão…
    De rara e inesquecível beleza.

    Inesquecível beleza,
    Beleza rara,
    Destemida,
    Incompreendida.

    Ao destino, falo o que sinto,
    Falo o que omito.
    Desisto de falar porque me envergonho.
    Diante da realidade, apenas me comovo.

    São falas como essas que me aprisionam.
    Me sinto deslocado.
    Enfurecido estou, agora
    Perdido no tempo.

    Divago…
    Nos tumultos existentes, me desaguou.
    Na interminável exploração, eu reflito.
    Desisto, enquanto sinto.

    O impronunciável volta a se pronunciar
    No andar leve,
    No olhar sedutor.
    Fala-se o que não se pode falar.

    Beleza irradiante.
    Comovido, escorrem lágrimas.
    São lágrimas que não podem ser faladas,
    Falas que não podem ser sentidas.

    Discurso ofegante.
    Divago no presente ausente,
    Nas lutas perdidas,
    Dor dos abraços não correspondidos.

    Loucura…
    Mortandade…
    Funeral dos sentimentos.
    Loucura sentida.

    Sentimentos reprimidos
    Do que não pode ser falado.
    Dor…
    Deslocado estou no desejo.

    Imperfeito,
    Do mundo interior me escondo.
    Me abstenho dos desejos,
    Desejos imperfeitos.

    Impronunciáveis são os meus desejos,
    Distorcidos e incompreendidos,
    Desejos retidos,
    Encarcerados pelo sentido.

    Me encontro divagando em meus pensamentos.
    Desejo…
    Do falar impronunciável,
    Carcereiro dos meus atos.

    No auge do amor, me entrego.
    Destino traçado.
    Imparável!
    No demais, deixem o amor falar, se expressar.

    Carlos de Campos
    Foto por Alexander Grey em Pexels.com
  • A sua volta


    📖 Enquanto a Solidão me Abraça – já disponível!
    Existem momentos em que o silêncio fala mais do que mil vozes.
    E é nesse lugar – entre a dor, a memória e o recomeço – que nascem os versos de Enquanto a Solidão me Abraça.
    Este livro é um abraço em forma de poesia para quem já amou, perdeu, esperou… e ainda assim escolheu continuar.
    Cada página é um espelho onde você pode se reconhecer, e talvez, se curar.
    🔹 Palavras que tocam.
    🔹 Sentimentos que não se explicam, mas se sentem.
    🔹 Um convite à introspecção e ao reencontro consigo mesmo.
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    Deixe-se abraçar por essas páginas.


    A sua volta

    Sua mão toca o meu ombro.
    Olho para ver quem é,
    e, com surpresa, vejo que é você,
    que, depois de tanto tempo, resolveu voltar.

    Distante, preferiu ficar.
    Diante das minhas ligações, escolheu silenciar.
    O que te faz ter esperança para voltar?
    O que ainda quer de mim?

    No instante em que te vi,
    o coração até reconsiderou,
    mas o meu pensamento foi mais racional,
    Fazendo-me recordar tudo o que passamos.

    Sinto-me traído
    e mais infeliz do que quando você partiu.
    O que menos me importa é saber o motivo da sua volta;
    quando decidiu ir embora, foi sem me comunicar.

    Siga a tua vida longe de mim.
    Quero me esquecer de você,
    deixar tudo para trás,
    como se você nunca tivesse existido.

    A infelicidade sempre terá a sua força.
    A minha sempre será você:
    do amor à ilusão,
    da ida, da volta, para o esquecimento.

    Carlos de Campos

    A sua volta
    A sua volta
  • Existe um toque mortal na saudade


    Existe um toque mortal na saudade

    “Bem no auge do nosso amor, você foi embora.”

    Ontem, em meio à saudade,
    O meu mundo desabou.
    O que restou foi só a ilusão,
    Sofrimento pela sua ausência.

    Sua presença ainda é sentida,
    É dor que só aumenta,
    Aumentando ainda mais a minha solidão.
    Um dia, preciso saber o porquê.

    Me jogo de cabeça no trabalho,
    Nas noites mal dormidas.
    Recorro a tudo o que me faça esquecer de você,
    E absolutamente nada é capaz de soterrar a falta que você me faz.

    Hoje,
    É só mais um dia,
    Misturado a mais um dia ruim no trabalho,
    Mais um dia da mais pura saudade.

    Oh, minha alma!
    Desejoso estou de viver a felicidade.
    Quem idealiza uma vida em meio à dor?
    O que nós fizemos de errado?

    Meu amor é constantemente atacado pelo ódio,
    Ódio que prevalece em mim por esperar a sua volta.
    Deixado para trás é como me sinto.
    Sou mais uma vítima da saudade, marcada pela morte.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Som da Alma

    Som da Alma

    Mostre o abismo da solidão
    Fincado na rejeição.
    Não machuque a memória
    No cansaço da negação.

    Mulher, teu cansaço
    Diminui ao longo da vida,
    Impondo diferentes perspectivas,
    Nenhuma igual à outra.

    Mãe que acolhe,
    Filho que abandona.
    Em cada novo nascimento,
    Se mina o relacionamento.

    Muitos relacionamentos findaram,
    Corações sangraram.
    Imutáveis são as consequências;
    O que se pode fazer?

    Na vigilante memória,
    Debruço-me em expectativas,
    Impondo-me a mais nobre resolução.
    Do teu seio, bebo dessa dor.

    Oh, estrela casta!
    De olhar deslumbrante,
    Equilíbrio peculiar ao teu alcance.
    Tens honra que dignifica.

    Carlos de campos
    Foto por PNW Production em Pexels.com
  • Janela

    Janela

    Não dê ouvido à ganância
    Impropriedade da alma
    Movimento falso
    Medo consumado.

    Labirinto de mentiras
    Ilusão desconfortável
    Medo consumado
    Estou atormentado.

    Iminente é a força destruidora
    De uma mente desorientada
    Geme e chora a minha alma
    Por não saber de onde vem tanta dor.

    Em vão reflito
    E distante permaneço do conflito
    Finalmente chego, mas ainda não compreendo
    O desejo é mais forte que a sanidade.

    Os dias são exageradamente idênticos
    Corroídos por ideias banais
    Camuflados de moralidade
    Enquanto a vingança é a alma do negócio.

    Vejo a beleza que há no equilíbrio
    O canto dos pássaros pela manhã
    O rosto de um amanhecer inesquecível
    É a saudade batendo à nossa porta.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com