Tag: filosofia da existência

  • Livro 5: FENAs/OVNIs (Poema 02/60) Surge o ícone de nossa história

    Livro 5: FENAs/OVNIs (Poema 02/60) 

    Surge o ícone de nossa história

    O céu nos revela paranormalidades,
    tão naturais que chegam a nos dar medo.
    O medo que sentimos
    é a verdade que não queremos admitir?

    São diferentes as formas de vermos o mesmo objeto.
    Quem está falando a verdade?
    O poder?
    O indivíduo?

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    Um fenômeno análogo aéreo
    é real?
    Por que sentimos a necessidade da fantasia?
    Há quem diga que nós nem existimos para esta vida.

    Ou que existem outras versões de nós?
    Em que realidade eu devo acreditar?
    O que devo aceitar?
    O que devo questionar?

    O fato é que somos amaldiçoados por uma consciência,
    e essa consciência é questionadora demais.
    Ela é inquieta e não se sente à vontade
    diante da nossa realidade.

    Existe algo ou alguém além de nós, nesta Terra?
    Aeronaves não identificadas são aquilo que desejamos que sejam?
    Enquanto não sabemos a verdade,
    a prudência nos pede que tenhamos dúvidas e muitos questionamentos.

    Carlos de Campos
  • Minha alma tem sede de equilíbrio


    Minha alma tem sede de equilíbrio

    No precioso tempo que nos é dado e que pouco aproveitamos, transformamo-lo em tempo de dispersão. Estamos fatigados, sem rumo e sem direção alguma. O que esperamos da nossa dispersão? Em tempo de dispersão, dispersos estamos.

    Nosso objetivo se desfaz como a água que tentamos conter entre os dedos. Que movimento desejamos fazer para que toda a nossa vida dispersa se desfaça? O movimento desejado está contido e permanece estagnado.

    Impera sobre o nosso ser a divagação de uma existência, o desencontro de uma mente distraída. O que fazer com uma mente assim? Uma mente distraída, desorganizada, ferida por sua própria existência.

    Não busco conforto, nem tampouco o desespero. O que busco, afinal, em minha vida? Além da própria tristeza que há em mim? Além de sempre observar o céu sempre chuvoso?

    No abismo em que se encontra a minha alma, no fundo ainda busco a esperança; sem saber ao certo, ainda a procuro. Procuro entre os escombros que estão à minha volta, procuro entre os cadáveres; sem encontrar, continuo procurando. Procuro com um coração partido. O que busco encontrar além da dispersão? A minha alma cintilante.

    Carlos de Campos
    Foto por Andre Moura em Pexels.com
  • Deito-me sobre a soleira da vida



    Deito-me sobre a soleira da vida

    Um dos sonhos mais terríveis
    É saber que deseja saber.
    Deixar que esse pensamento nos pegue
    Pode nos destruir.

    Saber quem somos
    É um movimento antigo da alma humana.
    É o grito silencioso da existência.
    Podem nos destruir tais pensamentos.

    Lá no interior de nossa alma
    Existe uma essência
    Que todos os dias vem à tona,
    Chamando-nos para dançar.

    Essência de uma vida destruída,
    Machucada pela vida,
    Que nem viver quer mais,
    Uma vida perdida.

    Quem somos nós?
    A duplicidade em um?
    Um ser afastado de sua essência?
    Sou quem quero ser?

    Um desvio na natureza humana?
    O que sou, realmente?
    Além de um corpo
    Crivado de profundas contradições?

    Carlos de Campos
    Foto por ROMAN ODINTSOV em Pexels.com
  • Tudo em nós é potencial



    Tudo em nós é potencial

    Os meus pés tocam as estrelas.
    Em cada estrela encontrei o meu lugar,
    a minha direção para a vida.
    Toquei os pés como se tocasse a alma.

    Um lugar eu encontrei
    em que posso chamar de lar.
    Esse lugar é além do céu,
    onde os olhos não podem pousar.

    Os meus pés tocaram esse lugar,
    um lugar magnífico,
    cheio de mistério.
    Não existe solidão.

    As estrelas têm vida,
    compartilham de sua existência,
    dos dias que sucederam a história.
    É vida produzindo vida.

    Importa saber
    que nossa tristeza é infinita.
    Cultivamos a dor como privilégio.
    Não existe luminosidade entre nós.

    Indignado é nossa melhor versão.
    Tudo em nós é empáfia.
    É o iludido cultivando a ilusão.
    É vida seguindo a mesmice.

    Carlos de Campos
    Foto por Pruthvi Raj Konda em Pexels.com
  • Existe vida após a morte?


    Existe vida após a morte?

    Não existe paz onde se cultiva o medo.
    Não existe paz onde só há rancor.
    Não existe paz diante da indiferença.
    Tudo se esvai de nossas mãos.

    O que anda cultivando em sua alma?
    Diga em voz alta, para que você possa ouvir.
    Diga para que a tua consciência tome consciência.
    Diga para que penses sobre o que andas fazendo.

    Dúvidas sobre o que acontece após a morte?
    Você toma consciência de como mal viveu.
    Você toma consciência de tanta mesquinharia.
    Você só quer ter mais uma chance.

    Você quer mais uma chance,
    só que não existe mais chance.
    Você argumenta que não sabia.
    Querer saber demais: esse é exatamente o problema.

    Mais do que saber, é fundamental viver.
    É preferível ser ignorante diante da morte,
    para que a vida tenha espaço.
    Se luta por justiça, é para que a vida tenha espaço.

    Não existe morte onde a vida imperou,
    onde o amor amou,
    onde o foco foi viver.
    A morte nunca foi o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • À análise, existe vida



    À análise, existe vida

    No auge da existência, há um momento em que tudo precisa ser bem avaliado. Estar ciente disso é o maior sinal de que você está evoluindo.

    Carlos de campos

    Foto por eberhard grossgasteiger em Pexels.com