No precioso tempo que nos é dado e que pouco aproveitamos, transformamo-lo em tempo de dispersão. Estamos fatigados, sem rumo e sem direção alguma. O que esperamos da nossa dispersão? Em tempo de dispersão, dispersos estamos.
Nosso objetivo se desfaz como a água que tentamos conter entre os dedos. Que movimento desejamos fazer para que toda a nossa vida dispersa se desfaça? O movimento desejado está contido e permanece estagnado.
Impera sobre o nosso ser a divagação de uma existência, o desencontro de uma mente distraída. O que fazer com uma mente assim? Uma mente distraída, desorganizada, ferida por sua própria existência.
Não busco conforto, nem tampouco o desespero. O que busco, afinal, em minha vida? Além da própria tristeza que há em mim? Além de sempre observar o céu sempre chuvoso?
No abismo em que se encontra a minha alma, no fundo ainda busco a esperança; sem saber ao certo, ainda a procuro. Procuro entre os escombros que estão à minha volta, procuro entre os cadáveres; sem encontrar, continuo procurando. Procuro com um coração partido. O que busco encontrar além da dispersão? A minha alma cintilante.
[…] enganaram.Abusaram de minha bondade.Mostre-me a lua sangrando.Gritos aterrorizantes.Desrespeitodas sórdidas madrugadas.Os teus sonhos foram roubados.Na verdade manipulada,no estreito foram estuprados.Ninguém está […]
[…] revela em meio aos escombros.Tarde demais compreendemosO que não queríamos admitir.O medo venceu,O atraso avançou.Uma lágrima escorre dos olhos,Um coração tomado pelo ódio avança,Fomos imobilizados,Estamos […]
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