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  • O momento nos pede união e amor



    O momento nos pede união e amor

    Em momentos difíceis como este,
    estar próximo de quem amamos é o ideal
    e se faz necessário para a nossa saúde mental.
    Ninguém vence a guerra sozinho.

    Estar junto é indispensável.
    Sentir-se parte da comunidade
    é importante para o desenvolvimento humano:
    poder olhar para o lado e se sentir seguro, apesar das lutas.

    Em momentos difíceis,
    estar no aconchego do amor
    faz toda a diferença.
    O amor é bálsamo.

    É a cura do coração machucado,
    da vida cansada.
    É o descanso seguro,
    é o amor curando no acolhimento.

    Homem e mulher, busquem se apoiar,
    decidam-se pelo amor,
    inspirem-se mutuamente.
    Deixem o contágio da mentira longe do relacionamento.

    Nos momentos de dificuldade,
    pede-se lucidez das partes,
    coragem para percorrer o caminho
    que nos leva ao amor e à unidade.

    Carlos de Campos
    Foto por Marcelo Renda em Pexels.com
  • O mensageiro de Asmodeus

    O mensageiro de Asmodeus

    Era de madrugada, ouço passos
    Pressinto a chegada de um estranho
    Ofegante…
    Bate na porta com violência.

    Me levanto, olho pela fresta da janela
    Um homem nu, caído.
    Noto que seu corpo está todo perfurado
    Me dirijo até a porta, enquanto aciono a polícia.

    A polícia chega, e sua única preocupação
    É me olhar com olhares de quem já me condenou.
    Em meio àquele falatório e acusações sem provas,
    Me concentro em meus pensamentos.

    E em cada detalhe do corpo à minha frente,
    O que mais me intriga
    É a tatuagem em seu peito
    Com os dizeres em latim: "Advocata mea pro me loquitur."

    Depois de alguns dias mergulhado nessa história,
    As ideias e provas foram sendo construídas,
    Me levando a uma única dedução:
    Em meio ao caos — identidade, vingança.

    O morto veio de uma cidade distante daqui,
    Encontrou-se com o bispo local.
    Localizei sua advogada por meio da tatuagem.
    Bispo e advogada estavam abraçados — e mortos.

    Carlos de Campos
    Foto por James Superschoolnews em Pexels.com