Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11
Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
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Estamos vivendo o tempo da descrença Que foi semeado por todo esse tempo São mais de cinquenta anos desacreditando Agora é a hora do tempo da colheita.
Chegou o tempo do silêncio O tempo do poder falar O tempo de sermos dominados É o tempo de silenciarmos.
O que existe além da truculência Dos bons domesticados
Deitado se deixando ser dominados Bonzinhos desconectados com a realidade.
Ninguém está ligando para mais nada Desde que não arrombem as minhas portas No meu quarto silencioso quero permanecer Permanecer até morrer.
O que fazer quando todos nós Estamos cansados de tanto sofrer Dessa angustiante existência implantada em nós? Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.
O sol aquece o corpo ferido de morte. Tudo nesta vida é dor e sofrimento, É conflito e mais conflitos, É uma constante guerra sem fim.
Um instante, um único vacilo, e tudo se vai, Sem aviso ou uma última refeição. Tudo simplesmente evapora, A vida, à qual somos tão apegados, vira pó.
Desvio o olhar por um instante. Em meio à ilusão destruidora, posso ver a beleza. Oh, como a senhora Beleza é plena! Habita no olhar inocente de uma criança.
Quem vive consumindo ódio é digno de ver tua beleza? É possível que um coração iludido se recupere? E como posso vencer o mal? Quem é que, vendo a beleza, não quer desposá-la?
O meu corpo ainda segue doente de tanto ódio. A mente busca por salvação. Percorro, com determinação, o caminho para expurgar o ódio das entranhas da vida, Para que um dia, contigo, eu possa estar.