Tag: justiça

  • Vislumbrei-me por um pé de golpe



    Vislumbrei-me por um pé de golpe

    Deu no pé,
    no pé.
    Quando a justiça investigou,
    tudo desmoronou.

    Nenhuma ilusão resistiu
    à mudança.
    Só no mundo paralelo ficou;
    de pé ficou.

    No pé, apodreceu
    qualquer narrativa de inocência,
    qualquer ato que contradiga a realidade.
    A realidade é dura,
    e foi ela que prevaleceu.

    No pé descalço,
    a realidade machuca.
    A verdade se fez ver e ouvir,
    e nenhum inocente foi condenado.

    Em meio a conflitos, seguimos;
    seguimos firmes com a verdade.
    A verdade é que, debaixo de nossos pés,
    existe um mundo real girando.

    A verdade venceu nesse momento.
    Cautela e atenção é sempre bom ter.
    A guarda da democracia
    conta sempre com você.

    Carlos de Campos
    Foto por Ron Lach em Pexels.com
  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com