Tag: liberdade

  • A política como ferramenta de justiça


    A política como ferramenta de justiça

    Nem tudo é o que parece ser.
    Existe um movimento grande por detrás,
    uma estrutura de inteligência para pensar o próximo passo.
    Existe uma organização golpista em curso.

    O que precisamos fazer
    é jamais esquecer,
    trazer cotidianamente em nossas retinas
    a triste tentativa de derrubar a nossa democracia.

    O sonho golpista se materializou.
    Pessoas que se deixaram convencer
    e que se perderam em seus delírios.
    Golpistas tentaram nos impor o seu regime autoritário.

    Deu-se uma catarse de superioridade.
    A realidade já não existia mais.
    Um golpe que, para eles,
    era a única solução.

    É difícil, para nós que temos os dois pés no chão,
    convencer-nos a naturalizar esse momento,
    e nem podemos incorrer na tentação de cometer esse erro.
    Ainda existem, no submundo dos corações, tais desejos.

    O que podemos fazer para proteger a nossa democracia
    é, fundamentalmente, levar a sério o nosso processo eleitoral.
    A política, querendo nós ou não,
    é o nosso melhor meio para produzirmos um desenvolvimento justo.

    Carlos de Campos
    Foto por Joel Santos em Pexels.com
  • Vai, voe o mais alto e o mais longe



    Vai, voe o mais alto e o mais longe

    Sem limites para voar.
    Voamos
    para bem longe.
    Voamos sem nos despedirmos.

    Estamos voando sem rumo,
    sem direção nos perdemos.
    Na loucura nos encontramos,
    aqui estamos sem perceber.

    Voamos para bem longe,
    tão longe que nos perdemos.
    Nos perdemos no horizonte,
    na volta para casa.

    É no voo noturno que me realizo.
    Na contemplação da lua me divirto.
    Sem direção, mesmo assim me arrisco,
    arrisco voar pela liberdade que o voo me traz.

    Estou à deriva,
    perdido me encontro.
    Me consolo,
    sozinho me encontro.

    Voar é arriscado.
    Mesmo diante dos riscos, voar faz sentido.
    Voar faz parte da natureza humana.
    Voe o mais alto e o mais longe que puder.

    Carlos de Campos
    Foto por Zeeshaan Shabbir em Pexels.com
  • Quão bom é estar livre?

    Quão bom é estar livre?


    Desejos envolventes passam por minha mente. Desejos, como diz o nome, são desejos. Em cada fibra do meu ser, pulsa insistentemente o desejo — desejos envolventes. Quem pode contê-los? Para onde fugiremos?

    São intensos, percorrem todo o meu corpo a cada momento — ora mais evidentes, ora nem tanto. É desejo sobre desejo, afogando-nos, dispersando-nos. Onde vamos parar com tantos estímulos?

    Nem sempre estamos no controle de nossas emoções. De repente, somos tomados por tanta tristeza; nos afundamos em uma overdose de estímulos. Desejos mal digeridos… fugimos para não encarar a realidade onde antes havia apenas prazer.

    E se formos contra os nossos instintos? Quem, em plena consciência, pode se gabar de ser um ser evoluído? Quem, nesta Terra, não está sob o domínio do desejo — desses desejos que viciam e nos enchem de manias?

    Insisto em reclamar aos quatro cantos algo que está longe de ser novidade, mas que nos torna todos dependentes dessa experiência. É o desejo que nos domina por inteiro — e do qual estamos aprisionados.

    Meus sonhos estão cada vez mais enfraquecidos, distantes da realidade. Sinto-me deprimido, constrangido por meus instintos, que a todo instante me cobram por seus desejos insaciáveis.

    Carlos de Campos

    Hoje, dia 08/10/2025 às 20 horas, acontece uma transmissão especial de Envio de Energia Reiki à distância, gratuito. No canal do youtube @ memoria e poesia

  • O amor existe?



    O amor existe?

    Longe do amor,
    cá estou.
    Livre?
    Não sei exatamente.

    Estou sozinho.
    O que sei sobre o amor?
    Somente quem amou sabe?
    O que é o amor?

    O amor é uma prisão?
    O amor é a liberdade?
    O que é o amor, afinal?
    Os que dizem amar estão presos.

    Os solteiros estão livres?
    O que é estar livre?
    Sou solteiro e livre?
    O que é ser livre, afinal?

    O que é estar vivendo?
    Vivo para amar?
    Vivo para ser solteiro?
    Vivo para ser livre?

    Estou livre em minha intimidade?
    Amo na liberdade dos aprisionados.
    Amo na solidão dos que vivem solteiros.
    Amo porque posso amar.

    Carlos de Campos
    Foto por HONG SON em Pexels.com
  • Amor como ato de liberdade



    Amor como ato de liberdade

    Quem, absorvendo o amor, o ignora?
    Quem compreende as ideias quiméricas do amor?
    Quem é o amor?
    O que se pode esperar do amor?

    Cada coração como oferta ao amor?
    O amor é um ente?
    Por que amar?
    O amor é uma energia?

    Eu, em nada, me vejo amando.
    São só conceitos abstratos.
    Nem sabemos o que é o amor,
    e não fazemos a menor ideia do que seja.

    Seguimos uma ideia do que é o amor.
    O que é o amor?
    O amor, como nós compreendemos e vivemos,
    é cárcere privado.

    Ninguém ama na essência do que é o amor.
    O amor é essencialmente liberdade.
    Liberdade em sua plenitude.
    O amor é liberdade no cuidado.
    O amor é a plenitude da confiança.

    Quem ama é totalmente livre.
    Quem ama se sente cuidado e liberto.
    Quem ama de verdade transgride
    o conceito vigente do patriarcado.
    Amar é viver em um jardim aberto.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • No mundo em que vivemos, é possível ser feliz?

    No mundo em que vivemos, é possível ser feliz?

    Há opressão na maneira como as pessoas se impõem umas sobre as outras, e isso é o que mais impacta nossa saúde mental. Estar sempre pronto e disposto a ser feliz a todo instante é uma das expressões... Não sei se esse é o melhor caminho.

    O que buscamos é, de modo geral, impossível. Nem todas as pessoas têm essa mesma disposição. É um jeito de ser impositivo que mais oprime do que liberta a pessoa — até mesmo porque, segundo nossa concepção, a liberdade está justamente em ser quem se quer ser neste momento.

    O que se pode esperar de uma pessoa forçada a ser quem ela não é? Que sente a emoção em outra frequência? Deus? Quem é esse ser tão distante da nossa realidade? Não seria Deus o capataz da moralidade falida?

    O que mais me entristece é saber que tudo está como era antes, e que o que simplesmente mudou foi o acréscimo de maquiagem. Não tenhamos a ilusão de que, um dia, tudo isso possa mudar. A energia mental que prevalece sobre o mundo — e sobre as nossas cabeças — é uma energia profundamente opressora.

    O mundo é um ambiente hostil para nós, meros seres humanos. É um lugar que provoca nossa mentalidade selvagem. O que podemos esperar de pessoas sob o domínio do que há de mais animalesco em si? Temos escolhas?

    Me pego pensando: a felicidade existe? Será que não convencionamos certas atitudes como sendo aquelas mais próximas de uma demonstração de felicidade? A felicidade que dizemos sentir é uma felicidade genuína? Quem é feliz, de fato? É preciso ser ou ter algum tipo de poder que valide a felicidade que ocasionalmente sentimos?

    Carlos de Campos

    Convido você a ler, refletir comigo e compartilhar sua visão.
    Vamos juntos transformar a dúvida em consciência.

    Foto por Deklanu015fu00f6r 67 em Pexels.com
  • Liberto para viver

    Liberto para viver

    O movimento aplacado deixa o medo ir embora; tudo volta a fluir novamente, na mais pura e deliciosa tranquilidade.

    Livre, encontro-me dos apegos que um dia me prendiam. Hoje, fortalecido, insisto em ser o mais livre possível, focado somente em viver.

    Livre estou. Não estou livre pela metade, muito menos por conveniência; estou livre plenamente. Essa liberdade nasce, desenvolve-se e vai crescendo dentro de nós, florescendo em nossas atitudes.

    Carlos de Campos

    Foto por Tara Winstead em Pexels.com
  • Desejos e sonhos roubados

    Desejos e sonhos roubados

    É impossível ter desejo de justiça quando se tem o monopólio econômico a seu favor, quando o sol nasce para todos, mas maltrata uma parcela da população mais que as outras. É sempre a mesma conversa, e me parece que continuamos no mesmo lugar: solitário e desiludido. Conversas que não mudam comportamentos e comportamentos que não querem ser mudados.

    O mundo precisa de uma sociedade consciente. Consciência, esse é o nosso grande problema: consciência livre de ideologia não existe. Nossa busca pela consciência é genuína, até que atolamos no lamaçal de conceitos viciados, conceitos que nos aprisionam e não nos permitem avançar.

    Quem sou eu diante desse mundo de ilusões? De desejos não correspondidos? Quem, do topo de sua mediocridade, é capaz de ver além do que lhe é imposto para ver? Sou quem não quero ser, sou quem me determinaram ser, sou a ilusão de dias felizes, fruto do pecado, das almas escolhidas de um deus construído. 

    Desde criança, fui ensinado a ver o mundo como os adultos o viam. Cresci e continuo vendo somente pelos olhos de outras pessoas; vejo o mundo pelos olhos de quem detém o poder político, econômico, religioso e midiático. Meus olhos e minha vida estão a serviço dos poderosos.

    É irrelevante tentar resistir. Desejos são controlados. Minha existência aqui neste planeta apenas repercute os sonhos e desejos que não são os meus; luto as lutas que não foram escolhidas por mim.

    Banido de toda a corte real, meu existir subsiste no submundo, onde luto as lutas que não foram escolhidas por mim. Essa é a realidade, pelo menos é a realidade que flagela meu corpo e mente o tempo inteiro. Realidade que devo suportar. Em uma realidade de cartas marcadas, não há muito o que fazer. 

    Meus sonhos e desejos são impossíveis de se realizar. Movimento-me para, quem sabe, algum dia, enfim, superar a lavagem cerebral à qual fui exposto. Sonho por sonhar, sonho desejando acordar.

    Quem sou eu depois de ontem? O que fui capaz de ver além da escuridão? Dos desejos e sonhos que foram roubados? Em meus dias que se passam, passa também a esperança de um dia estar livre.

    Carlos de Campos

    Foto por Lisa from Pexels em Pexels.com
  • Curta é a perna da mentira

    Curta é a perna da mentira

    Liberdade pela libertinagem
    É horrorosa e descomprometida
    Com a civilidade.
    É um desrespeito à verdade.

    Onde se esconde?
    Perguntam-se desde ontem.
    Covarde em tempo real,
    Inumeráveis são os ataques à liberdade.

    Cadeia desencadeia fugas.
    É noite de extrema vigilância.
    É tua a conduta abominável.

    Nada é mais constrangedor
    Que a manipulação da verdade
    Em prol das mesquinharias pessoais.

    Carlos de Campos
    Foto por Zachary DeBottis em Pexels.com