Tag: literatura brasileira

  • Um indigente da escrita


    Um indigente da escrita

    Reintegrado ao mundo,
    um mundo de sonhos,
    de ilusão permanente.

    O que sou é insignificante
    quando vejo o que eu poderia ser
    descalço.

    O que sou sem os meus sapatos?
    Sem a profundidade de sua beleza?
    Quem sou eu?

    Sou um que compartilha
    ideais de uma multidão,
    um décimo do que nunca serei.

    Um indigente de um mundo sombrio,
    um idealizador enclausurado,
    uma vítima sem causa.

    Carlos de Campos
    Foto por Hu00f2a Lu00ea u0110u00ecnh em Pexels.com
  • Estou te esperando



    Estou te esperando

    Tens o dom do amor
    Podes me amar o quanto quiser
    Te amo!

    Carlos de Campos

  • Tudo é igual



    Tudo é igual

    Sua busca em me ver,
    suas indecisões.
    Sua falta de humildade é reveladora.

    Carlos de Campos

  • Na vida, os caminhos se cruzaram


    Um poema sobre o amor impossível e a beleza trágica de sentir o que não pode ser vivido. “Na vida, os caminhos se cruzaram” reflete o encontro entre duas almas destinadas, mas separadas pelas circunstâncias. É uma poesia sobre desejo, dor, aceitação e a força de amar em silêncio — escrita para quem já amou além do possível.


    Na vida, os caminhos se cruzaram

    Ver você é como ver o meu coração
    Desfigurado por amar quem não pode ser amado,
    Quem existe para o outro.
    O amor e suas controvérsias.

    É um sinal limitante,
    E, um tanto quanto interessante,
    Ver o seu amor com outro.
    Como o amor prega peças.

    Que, no coração, bastaria você —
    Sua energia feminina
    Percorrendo o meu corpo inteiro,
    Sem propósito algum.

    Sua maior dor gera as tuas vitórias:
    Uma alma sedenta
    Por paz em meio aos conflitos.
    Te amo, sabendo que nunca será minha.

    Carlos de Campos
    Foto por kamran norollahi em Pexels.com
  • Sentimentos arrastados pela escuridão



    Sentimentos arrastados pela escuridão

    Em suas tramas me envolvo,
    em desejos me desfaço,
    no calabouço de uma vida maldita
    que dita as regras de minha agonia.

    O desespero bate à porta,
    das incongruências me alimento,
    despido de minha arrogância,
    dos medos que me subtraem toda a esperança.

    Imutável é o meu desejo,
    e por isso sinto calafrios
    que perpetuam a minha angústia,
    feia e terrível.

    É a divindade que sufoca
    no sufoco mortal de uma vida,
    de uma vida ferida,
    no peito que sangra todos os dias.

    Nos escuros da viela nos encontramos,
    copulamos…
    restando corpos nos telhados,
    que destelhados estavam nesse momento.

    Me escondo nas vielas,
    na morte que me persegue,
    nos corpos desossados,
    no desejo que me faz viver.

    Nos dias que maltratam a alma,
    que cegam a minha razão,
    nos dias que não passam,
    na esperança que não existe mais.

    Eficientes são as tuas maneiras de enxergar,
    de ver na sombra da vida uma solução,
    dominando a arte da sedução,
    da ilusão que mais te comove.

    Incinerar o amor de sua vida,
    que há anos já se encontra putrefato,
    e que seguir é preciso,
    mesmo diante de um espelho sem reflexo.

    Mudar sua mentalidade corrompida,
    carniceira de um ego podre,
    podre pelos delírios do passado,
    que passa à margem de sua história.

    Ufanismo de uma epopeia trágica,
    de um existir encarcerado por sua própria mente,
    uma mente que mente para si mesma,
    nada do que faça faz mais nenhum sentido.

    Carlos de Campos
    Foto por Can Ceylan em Pexels.com
  • Me reconheço sob o amparo da verdade

    Me reconheço sob o amparo da verdade

    Mentiras — é só o que vejo e ouço. Vejo-as em todos os lugares, mas o lugar onde mais as observo, e que mais me preocupa, é vê-las e ouvi-las estampadas no coração humano. É a mentira tomando o lugar da verdade.

    Levantou-se para defender a verdade com defesas aniquiladoras. Nada é mais poderoso do que a verdade; quando proferida, ela é como subir aos telhados para ser ouvida nos quatro cantos do mundo.

    Nada é sem consequência. Sempre se levantarão contra nós os mentirosos contumazes, os libertinos da imoralidade, os defensores das coisas ocultas e secretas. É preciso manter-se firme quando se trata de defender a verdade.

    Carlos de Campos

    16AL01

    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Repouso em teu colo


    Repouso em teu colo

    Nossa mente,
    viajante,
    encontra um coração.

    Carlos de Campos

  • Meu espelho


    Meu espelho

    No auge,
    me vi.
    A solidão é você.

    Carlos de Campos


    Foto por Tasha Kamrowski em Pexels.com
  • Não é mais uma mulher, é a regra do machismo





    “Não é mais uma mulher, é a regra do machismo” é um poema que transcende a estética para se tornar denúncia. Aqui, cada verso é um passo em direção ao colapso — não só do corpo da personagem, mas de uma estrutura social adoecida. Um texto que precisa ser lido com o coração aberto e a consciência alerta.



    Não é mais uma mulher, é a regra do machismo

    Impaciente…
    Dirige-se ao balcão do caixa.
    Está com pressa,
    E a fila é enorme.

    Impaciente, fila enorme,
    Começa a passar mal.
    Seu corpo pálido e fraco
    Desaba na fila daquele supermercado.

    A ambulância chega.
    A mulher, ali mesmo, recebe os primeiros socorros.
    É preciso levá-la com urgência para o hospital:
    É mais grave do que parece.

    É vida ou morte!
    É sangramento interno.
    Os paramédicos correm contra o tempo.
    É vida ou morte!

    O silêncio do centro cirúrgico
    É interrompido pelo “piiiiiii” do monitor cardíaco,
    Um som específico que revela
    Que a vida se esvaiu.

    Os médicos nada mais podiam fazer.
    Um tiro nas costas perfurou seu pulmão.
    Foi alvejada na fila do supermercado
    Pelo próprio filho.

    Carlos de Campos
    Foto por Charlie Rock-driguez em Pexels.com
  • Enquanto a solidão me abraça: o livro que acolhe sua alma nas noites difíceis

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/
    Enquanto a solidão me abraça
    Enquanto a solidão me abraça, de Carlos de Campos — seu companheiro nas noites solitárias.


    Em noites de solidão, estarei aqui


    O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.

    Enquanto a solidão me abraça não é mais um livro sobre solidão; é um livro em que as palavras pulsam, choram, sorriem e sangram — quando têm que chorar, sorrir e sangrar. Em outras palavras, as palavras ganham vida.


    Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.


    O livro Enquanto a solidão me abraça pretende acolher enquanto caminha com você, especialmente quando todos aqueles que se diziam seus amigos não estão mais ao seu lado e nem caminham contigo. É exatamente aqui que o livro se propõe a caminhar contigo.

    Ler um livro como este é mergulhar em uma alma com a própria alma; é experimentar os labirintos da angústia, das injustiças, dos medos. E, mais do que isso, e acima disso, é sair com a consciência e a confiança de que tudo na vida é passageiro, e que nem mesmo a dor dura para sempre.


    Por isso, e por tantas outras experiências, convido você a adquirir seu exemplar do livro Enquanto a solidão me abraça, que contém poemas cuidadosamente escritos para que você possa mergulhar numa extraordinária leitura que expressa com profundidade a condição de um coração em plena solidão.

    O livro Enquanto a solidão me abraça deseja, mais do que tudo, partilhar sua vida e suas experiências.

    Ser seu companheiro fiel nas noites escuras e frias — seja porque você esteja passando por isso, seja porque sempre existirá a possibilidade, durante a nossa vida, de que essas frentes frias e solitárias possam chegar.

    E, quando ela chegar, o livro Enquanto a solidão me abraça estará ao seu lado para sussurrar em seu coração palavras que aqueçam a alma, como: confie, coragem, tudo passa...

    Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.