Tag: literatura

  • O distorcido da realidade


    O distorcido da realidade

    Mostre o desejo escondido.
    Tudo o que há para ser revelado.
    Inteireza.
    Poder dissonante da vida.

    Carlos de Campos
  • Um mar de lamentação


    Um mar de lamentação

    Solidão.
    Estado em que se encontra a minha alma.
    Alma ferida.
    Coração esvaziado.

    Solidão.
    Estado consciente da nossa sociedade.
    Coração ferido.
    Alma vazia.

    Em que estado estamos?
    Estamos em um estado deplorável,
    de constante insatisfação.

    Um mar de pessoas
    que cultiva esse estado,
    estado do mais completo abandono.

    Carlos de Campos
    Foto por armau011fan bau015faran em Pexels.com
  • Tudo em nós é potencial



    Tudo em nós é potencial

    Os meus pés tocam as estrelas.
    Em cada estrela encontrei o meu lugar,
    a minha direção para a vida.
    Toquei os pés como se tocasse a alma.

    Um lugar eu encontrei
    em que posso chamar de lar.
    Esse lugar é além do céu,
    onde os olhos não podem pousar.

    Os meus pés tocaram esse lugar,
    um lugar magnífico,
    cheio de mistério.
    Não existe solidão.

    As estrelas têm vida,
    compartilham de sua existência,
    dos dias que sucederam a história.
    É vida produzindo vida.

    Importa saber
    que nossa tristeza é infinita.
    Cultivamos a dor como privilégio.
    Não existe luminosidade entre nós.

    Indignado é nossa melhor versão.
    Tudo em nós é empáfia.
    É o iludido cultivando a ilusão.
    É vida seguindo a mesmice.

    Carlos de Campos
    Foto por Pruthvi Raj Konda em Pexels.com
  • Vai, voe o mais alto e o mais longe



    Vai, voe o mais alto e o mais longe

    Sem limites para voar.
    Voamos
    para bem longe.
    Voamos sem nos despedirmos.

    Estamos voando sem rumo,
    sem direção nos perdemos.
    Na loucura nos encontramos,
    aqui estamos sem perceber.

    Voamos para bem longe,
    tão longe que nos perdemos.
    Nos perdemos no horizonte,
    na volta para casa.

    É no voo noturno que me realizo.
    Na contemplação da lua me divirto.
    Sem direção, mesmo assim me arrisco,
    arrisco voar pela liberdade que o voo me traz.

    Estou à deriva,
    perdido me encontro.
    Me consolo,
    sozinho me encontro.

    Voar é arriscado.
    Mesmo diante dos riscos, voar faz sentido.
    Voar faz parte da natureza humana.
    Voe o mais alto e o mais longe que puder.

    Carlos de Campos
    Foto por Zeeshaan Shabbir em Pexels.com
  • Coletânea Poemas para acalmar o homem que habita em mim



    Coletânea Poemas para acalmar o homem que habita em mim

  • Você veio a este mundo para promover a paz



    Você veio a este mundo para promover a paz

    Não balance diante da vida.
    Nenhum sentimento será capaz de te derrubar.
    Caminhe com firmeza.
    Diante dos teus adversários, cumprimente-os.

    Você é maior do que as fofocas.
    Nada é capaz de te derrubar.
    Nenhuma intriga.
    Você sabe olhar além das provocações.

    Sua capacidade de ver além
    é o seu trunfo,
    é a tua arma secreta para expandir o amor.
    Você é maior que todas as intrigas.

    É a vida sendo fisgada,
    e o nadar contra a correnteza
    é fazer deste mundo um lugar melhor para se viver.
    E você tem todas as condições para fazer isso acontecer.

    Os teus sentimentos estão sendo fortalecidos,
    é a vida gerando alegria,
    você promovendo a paz,
    é um lugar melhor a ser construído.

    Reacenda em teu ser a chama da felicidade.
    Permita que sua melhor versão venha à tona.
    Tudo se move em sua direção e para o seu bem.
    Você nasceu para iluminar.

    Carlos de Campos
    Foto por Bella White em Pexels.com
  • É ilusão acelerada demais



    É ilusão acelerada demais

    Nada é como antes. O amor existe só nos livros de romance.
    Tudo está tão acelerado, artificial. Ninguém procura ir um pouco mais além.
    Ir além é preciso; é a vida quem exige isso de nós. É exatamente onde nós precisamos nos encontrar para podermos dar o próximo passo.

    Carlos de Campos


    Foto por Lars H Knudsen em Pexels.com
  • Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens



    Uma nação só é forte quando abraça os seus jovens

    Vem um belo dia,
    um dia de muita harmonia,
    um dia que recordaremos com alegria,
    quando as nossas almas forem lavadas.

    Lavadas de nossos egoísmos,
    de decisões mal feitas,
    feitas de qualquer maneira.
    Lava-se a alma para se dar continuidade.

    Essa água é cristalina,
    de origem ancestral,
    que tem como primazia
    restabelecer a ordem consciencial.

    Água que jorra da fonte,
    da fonte primordial,
    que mata a sede física
    e promove prosperidade nacional.

    Nossa fonte é transformadora:
    saúde para o corpo e para a mente,
    mente que se oferece
    para carregar o orgulho de nossa gente.

    Vem o dia mais importante,
    o dia do verdadeiro reconhecimento
    de que a nossa nação depende
    da juventude aguerrida desse nosso Brasil-continente.

    Carlos de Campos
    Foto por Bruno Curly em Pexels.com
  • Os dias que marcaram a alma



    Os dias que marcaram a alma

    Os momentos em que passamos juntos
    foram sonhos que ainda reverberam,
    sonhos que preferimos continuar sonhando.
    Foram momentos intensos.

    Foi quando me dei conta
    dos dias que já se passaram,
    do teu toque em mim,
    da falta que você me faz.

    Os dias passam depressa,
    as noites são longas demais.
    Não há nada que eu possa fazer,
    só continuo pensando em você.

    É solidão,
    é amor,
    é ausência.
    É como estou agora.

    O amor está sozinho,
    perambulando pelas ruas,
    triste…
    encontra-se desolado.

    O sofrimento é desmedido,
    o destino, particularmente doloroso.
    A vida está sem rumo.
    Como eu estou por dentro?

    Carlos de Campos
    Foto por Mikhail Nilov em Pexels.com
  • Na vida, seguimos o que os outros querem



    Na vida, seguimos o que os outros querem

    É vida entregue, ansiedade.
    É luta, ansiedade.
    É esforço sem sentido,
    uma mente se esvaindo.

    É sonho demolido,
    segue outro destino
    imposto pela doença do capitalismo.
    Esforço, esvaindo-me.

    “Momentum” do medo,
    das frustrações projetadas,
    dos “gurus” que não sabem de nada,
    nada além do nosso dinheiro.

    Dinheiro sem sentido
    sugou toda a minha vida.
    Sua nostalgia o faz voltar à infância,
    infância que nem me lembro mais.

    É vida destruída,
    rusga de sofrimento,
    detestável por se sentir revoltado
    de onde a dor maltrata o seu peito.

    Dilacerado por dentro,
    fisga o desejo.
    Desajeitado, outros querem o seu medo:
    vida forjada nos cala-bocas do ressentimento.

    Carlos de Campos
    Foto por Malcoln Oliveira em Pexels.com