Vi Deus face a face
Estava observando a rua vazia.
Vi o meu vizinho chato pra caralho
e reconheci nele meu divino redentor.
Carlos de Campos

Vi Deus face a face
Estava observando a rua vazia.
Vi o meu vizinho chato pra caralho
e reconheci nele meu divino redentor.
Carlos de Campos

Além da ilusão
Ir além do que o corpo sente
Desejos que eclodem
Tiram nossa atenção do essencial.
Carlos de Campos

O medo angustia a alma
Adiando o sucesso de hoje
Desejos no papel são só desejos
Luz fraca no caminho.
Carlos de Campos
Toda as traduções são feitas pela IA
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🇺🇸 Inglês
Fear Torments the Soul
Postponing today's success
Desires on paper are only desires
A faint light along the way.
Carlos de Campos
All translations are made by AI.
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🇪🇸 Espanhol
El miedo angustia el alma
Posponiendo el éxito de hoy
Los deseos en el papel son solo deseos
Una luz tenue en el camino.
Carlos de Campos
Todas las traducciones son realizadas por IA.
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🇮🇳 Hindi
भय आत्मा को व्याकुल करता है
आज की सफलता को टालते हुए
कागज़ पर लिखी इच्छाएँ बस इच्छाएँ हैं
राह में मंद रोशनी।
Carlos de Campos
सभी अनुवाद AI द्वारा किए गए हैं।
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🇨🇳 Chinês simplificado
恐惧使灵魂焦虑
推迟今天的成功
纸上的愿望终究只是愿望
路上微弱的光。
Carlos de Campos
所有翻译均由人工智能完成。
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🇮🇩 Indonésio
Ketakutan Menggelisahkan Jiwa
Menunda keberhasilan hari ini
Keinginan di atas kertas hanyalah keinginan
Cahaya redup di jalan.
Carlos de Campos
Semua terjemahan dibuat oleh AI.
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🇷🇺 Russo
Страх тревожит душу
Откладывая сегодняшний успех
Желания на бумаге — лишь желания
Слабый свет на пути.
Carlos de Campos
Все переводы выполнены с помощью ИИ.
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Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS
Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)
No entardecer daquela sexta-feira,
tudo acontecia naturalmente.
Pensar, hoje, no que aconteceu
é muito difícil para mim.
Minha memória
tem dificuldades em aceitar o que aconteceu.
Por isso, vivo em constante negação:
a memória de alguém que prefere não se lembrar.
Adquira seu exemplar aqui
O que aconteceu não foi uma ação humana.
Não. É até difícil de acreditar.
Estávamos no quartel,
na torre do Distrito Norte.
— Peçam apoio aos caças!
Eu e outros dois respondemos imediatamente ao chamado.
Tudo aconteceu em segundos para mim,
mas meu comandante disse
que ficamos desaparecidos por cinco anos.
Observei, enquanto nos aproximávamos do local,
que tudo estava tranquilo,
exceto por um cheiro estranho.
Não conseguia distinguir de onde vinha.
Parecia que vinha de fora.
Ao mesmo tempo, parecia que estava dentro da aeronave.
Não conseguia distinguir de onde aquele forte cheiro vinha.
Tudo ficava cada vez mais forte, estranho e intenso.
Carlos de Campos
16AL01

Pip: Memória e poesia chegou com versos que não deixam ninguém em paz — no melhor sentido possível.
Mara: É isso. Os textos de Mensagem com poesia percorrem dois territórios pesados: a violência silenciada do assédio e a inevitabilidade da morte. Vamos começar pelo que dói mais de perto — o poema que fala de mãos, medo e a pergunta que não deveria ter resposta incerta.
Pip: O poema “Mãos de Assédio” coloca o leitor exatamente onde não quer estar — dentro da cabeça de alguém que passou a noite acordada pesando se denuncia ou se cala, sabendo que ambas as opções têm um custo.
Mara: O poema nomeia isso com precisão: “Há tantas perguntas, onde só deveria existir uma certeza: que não fosse a certeza da impunidade.”
Pip: Ou seja, a única certeza disponível é a pior de todas. Não a certeza de que denunciar resolve — mas a de que provavelmente não resolve. É aí que o silêncio vira uma escolha racional, e não uma fraqueza.
Mara: O poema sustenta essa tensão do começo ao fim. Há uma lúcidez perturbadora na voz: “Sinto-me confusa, estranhamente lúcida” — os dois estados coexistindo, sem resolução fácil.
Pip: “Estranhamente lúcida” é uma das combinações mais honestas que já vi num poema sobre trauma. A confusão e a clareza não se cancelam — se alimentam.
Mara: E o corpo aparece como registro do que aconteceu: “Ainda sinto sua mão suja em mim.” A cidade segue em movimento, o mundo não parou, mas ela está deitada com calafrios, tentando se projetar para longe o suficiente para não ter que voltar.
Pip: Voltar, no poema, é sinônimo de se acovardar. O que é uma inversão brutal — porque o senso comum diria que ficar é coragem. Aqui, partir é a única saída que sobrou.
Mara: É um poema que não consola e não resolve. Ele documenta. E essa escolha de não oferecer alívio é, em si, uma forma de denúncia.
Pip: Falando em aceitar o que não tem conserto — o próximo poema vai fundo em outro assunto que ninguém quer encarar.
Mara: O poema “Morte” é curto e direto: “No passar dos anos, tudo se esvai naturalmente. Aceitar é o melhor caminho.”
Pip: Três linhas que fazem o que a maioria dos textos sobre morte não consegue — não dramatizam, não consolam com promessas, só nomeiam.
Mara: Há uma serenidade austera nisso. O poema não pede que a morte seja bonita ou justa. Pede que seja aceita. E essa distinção importa.
Pip: Silêncio forçado de um lado, aceitação necessária do outro — os dois poemas falam de rendição, mas com cargas completamente diferentes.
Mara: Uma rendição que dói, outra que libera. Vale a pena voltar a esses versos com calma.

Uma opção é ver, e a outra?
Os caminhos são tortuosos.
Tudo é precário.
São caminhos,
caminhos necessários.
O que preciso fazer para passar por esse caminho?
Caminho da desolação,
do tédio,
da ilusão à flor da pele.
Moedor da dignidade,
dos valores esquecidos.
Caminham juntos pelos caminhos tortuosos,
caminham com o risco de não caminharem mais.
Vê o que não se pode ver?
Porque, vendo, você descobre a lucidez.
Porque, vendo, você vê o que eu vejo.
Vê, porque é preciso ver?
Diga-me: o que vê?
Para que lado olhas?
Vê-se com outros sentidos também.
Vê-se sentindo o pulsar da razão.
Jovem ou idoso,
todos fazem parte desse caminho.
Caminhos, por muitas vezes, tortuosos.
Caminho que nos dá a esperança de caminhar.
Carlos de Campos

O teu alicerce está corrompido
Tudo gira em torno de você.
Esperar uma mudança
é como esperar por um milagre.
Merece tudo de ruim.
Seu caráter é nebuloso.
Você é uma pessoa tão triste.
Tudo perde força,
suspendendo a razão,
deixando-se levar pelas emoções.
Tudo fala à alma
quando se tem ouvidos para ouvir
quem percebe o percebido.
Carlos de Campos
