Tag: literatura

  • Vi Deus face a face

    Vi Deus face a face

    Estava observando a rua vazia.
    Vi o meu vizinho chato pra caralho
    e reconheci nele meu divino redentor.

    Carlos de Campos
  • Números

    Números 

    No zero me desfaço
    O ser existe
    Zero no caminho.

    Carlos de Campos
  • Além da ilusão

    Além da ilusão

    Ir além do que o corpo sente
    Desejos que eclodem
    Tiram nossa atenção do essencial.

    Carlos de Campos
    Foto por Steve A Johnson em Pexels.com
  • Livro 13: 1980 (Poema 01/60) Estou aqui no mundo

    Livro 13: 1980 (Poema 01/60)

    Estou aqui no mundo

    Os meus olhos se abrem para esse mundo.
    Existem dois mundos para eu habitar:
    o mundo externo
    e o mundo colorido de nossa fantasia.

    Existe um mundo cruel
    que castra.
    Tudo é explosivo.
    Neste mundo, é melhor nem pensar.


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    O mundo em que estou vivendo
    é um mundo de alegria.
    É um mundo idealizado por uma criança.
    É um mundo onde só existem paz, alegria e muita esperança.

    Um mundo entre duas realidades.
    O meu mundo de recém-nascido é intocável.
    Mesmo que a crise mundial esteja acontecendo,
    o meu mundo é a mais doce fantasia.

    O sagrado ninho recebe a minha existência.
    Meu sacrossanto corpinho
    recebe os mais atenciosos cuidados e afetos.
    Minha única missão é existir.

    O meu mundo hoje é minha linda fantasia.
    Minha família sempre cuidando de mim,
    me protegendo do tal mundo real.
    Sou grato a meu Deus.

    Carlos de Campos



  • O medo angustia a alma

    O medo angustia a alma

    Adiando o sucesso de hoje
    Desejos no papel são só desejos
    Luz fraca no caminho.

    Carlos de Campos

    Toda as traduções são feitas pela IA

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    🇺🇸 Inglês

    Fear Torments the Soul

    Postponing today's success
    Desires on paper are only desires
    A faint light along the way.

    Carlos de Campos

    All translations are made by AI.

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    🇪🇸 Espanhol

    El miedo angustia el alma

    Posponiendo el éxito de hoy
    Los deseos en el papel son solo deseos
    Una luz tenue en el camino.

    Carlos de Campos

    Todas las traducciones son realizadas por IA.

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    🇮🇳 Hindi

    भय आत्मा को व्याकुल करता है

    आज की सफलता को टालते हुए
    कागज़ पर लिखी इच्छाएँ बस इच्छाएँ हैं
    राह में मंद रोशनी।

    Carlos de Campos

    सभी अनुवाद AI द्वारा किए गए हैं।

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    🇨🇳 Chinês simplificado

    恐惧使灵魂焦虑

    推迟今天的成功
    纸上的愿望终究只是愿望
    路上微弱的光。

    Carlos de Campos

    所有翻译均由人工智能完成。

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    🇮🇩 Indonésio

    Ketakutan Menggelisahkan Jiwa

    Menunda keberhasilan hari ini
    Keinginan di atas kertas hanyalah keinginan
    Cahaya redup di jalan.

    Carlos de Campos

    Semua terjemahan dibuat oleh AI.

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    🇷🇺 Russo

    Страх тревожит душу

    Откладывая сегодняшний успех
    Желания на бумаге — лишь желания
    Слабый свет на пути.

    Carlos de Campos

    Все переводы выполнены с помощью ИИ.

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  • Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    Livro 5: Título provisório — FENAS/OVNIS
    Vi o céu rasgar e algo mágico me aconteceu (Poema 01/60)

    No entardecer daquela sexta-feira,
    tudo acontecia naturalmente.
    Pensar, hoje, no que aconteceu
    é muito difícil para mim.

    Minha memória
    tem dificuldades em aceitar o que aconteceu.
    Por isso, vivo em constante negação:
    a memória de alguém que prefere não se lembrar.

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    O que aconteceu não foi uma ação humana.
    Não. É até difícil de acreditar.
    Estávamos no quartel,
    na torre do Distrito Norte.

    — Peçam apoio aos caças!

    Eu e outros dois respondemos imediatamente ao chamado.
    Tudo aconteceu em segundos para mim,
    mas meu comandante disse
    que ficamos desaparecidos por cinco anos.

    Observei, enquanto nos aproximávamos do local,
    que tudo estava tranquilo,
    exceto por um cheiro estranho.
    Não conseguia distinguir de onde vinha.

    Parecia que vinha de fora.
    Ao mesmo tempo, parecia que estava dentro da aeronave.
    Não conseguia distinguir de onde aquele forte cheiro vinha.
    Tudo ficava cada vez mais forte, estranho e intenso.

    Carlos de Campos
    16AL01
  • Podcast – Episódio: Silêncio, Medo e Aceitação

    Pip: Memória e poesia chegou com versos que não deixam ninguém em paz — no melhor sentido possível.

    Mara: É isso. Os textos de Mensagem com poesia percorrem dois territórios pesados: a violência silenciada do assédio e a inevitabilidade da morte. Vamos começar pelo que dói mais de perto — o poema que fala de mãos, medo e a pergunta que não deveria ter resposta incerta.

    Violência, silêncio e a certeza errada

    Pip: O poema “Mãos de Assédio” coloca o leitor exatamente onde não quer estar — dentro da cabeça de alguém que passou a noite acordada pesando se denuncia ou se cala, sabendo que ambas as opções têm um custo.

    Mara: O poema nomeia isso com precisão: “Há tantas perguntas, onde só deveria existir uma certeza: que não fosse a certeza da impunidade.”

    Pip: Ou seja, a única certeza disponível é a pior de todas. Não a certeza de que denunciar resolve — mas a de que provavelmente não resolve. É aí que o silêncio vira uma escolha racional, e não uma fraqueza.

    Mara: O poema sustenta essa tensão do começo ao fim. Há uma lúcidez perturbadora na voz: “Sinto-me confusa, estranhamente lúcida” — os dois estados coexistindo, sem resolução fácil.

    Pip: “Estranhamente lúcida” é uma das combinações mais honestas que já vi num poema sobre trauma. A confusão e a clareza não se cancelam — se alimentam.

    Mara: E o corpo aparece como registro do que aconteceu: “Ainda sinto sua mão suja em mim.” A cidade segue em movimento, o mundo não parou, mas ela está deitada com calafrios, tentando se projetar para longe o suficiente para não ter que voltar.

    Pip: Voltar, no poema, é sinônimo de se acovardar. O que é uma inversão brutal — porque o senso comum diria que ficar é coragem. Aqui, partir é a única saída que sobrou.

    Mara: É um poema que não consola e não resolve. Ele documenta. E essa escolha de não oferecer alívio é, em si, uma forma de denúncia.

    Pip: Falando em aceitar o que não tem conserto — o próximo poema vai fundo em outro assunto que ninguém quer encarar.

    O que se esvai com o tempo

    Mara: O poema “Morte” é curto e direto: “No passar dos anos, tudo se esvai naturalmente. Aceitar é o melhor caminho.”

    Pip: Três linhas que fazem o que a maioria dos textos sobre morte não consegue — não dramatizam, não consolam com promessas, só nomeiam.

    Mara: Há uma serenidade austera nisso. O poema não pede que a morte seja bonita ou justa. Pede que seja aceita. E essa distinção importa.


    Pip: Silêncio forçado de um lado, aceitação necessária do outro — os dois poemas falam de rendição, mas com cargas completamente diferentes.

    Mara: Uma rendição que dói, outra que libera. Vale a pena voltar a esses versos com calma.

  • Olhe para o céu, não são estrelas


    Olhe para o céu, não são estrelas

    É a virtude que eleva.
    São os dias traiçoeiros que nos levam a refletir.
    Há quem nem pense sobre isso.


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    Vem, olhe pela janela.
    Veja que magnífico:
    o que era pessimismo se transformou em otimismo.
    Contemple, este é um momento raro.

    Observo de longe
    sua percepção
    de encontrar, nas entrelinhas, a solução.

    Não é presente,
    nem milagre.
    É a nossa busca constante
    de poder ver e enxergar.

    Olhe bem:
    os dias passam — e como passam.
    Passam como os seus olhos passam por essas palavras,
    passam e ficam guardados na memória.

    Olhem a escuridão à sua volta.
    Observem esse vasto campo de leitura.
    Leiam pelas brechas deixadas pela escuridão
    e, como um milagre, toda a cegueira vai embora.
    A ilusão é expulsa a cada leitura.

    Carlos de Campos
    Foto por MELQUIZEDEQUE ALMEIDA em Pexels.com
  • Uma opção é ver, e a outra?


    Uma opção é ver, e a outra?

    Os caminhos são tortuosos.
    Tudo é precário.
    São caminhos,
    caminhos necessários.


    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    O que preciso fazer para passar por esse caminho?
    Caminho da desolação,
    do tédio,
    da ilusão à flor da pele.

    Moedor da dignidade,
    dos valores esquecidos.
    Caminham juntos pelos caminhos tortuosos,
    caminham com o risco de não caminharem mais.

    Vê o que não se pode ver?
    Porque, vendo, você descobre a lucidez.
    Porque, vendo, você vê o que eu vejo.
    Vê, porque é preciso ver?

    Diga-me: o que vê?
    Para que lado olhas?
    Vê-se com outros sentidos também.
    Vê-se sentindo o pulsar da razão.

    Jovem ou idoso,
    todos fazem parte desse caminho.
    Caminhos, por muitas vezes, tortuosos.
    Caminho que nos dá a esperança de caminhar.

    Carlos de Campos
    Foto por Dee Onederer em Pexels.com
  • O teu alicerce está corrompido


    O teu alicerce está corrompido

    Tudo gira em torno de você.
    Esperar uma mudança
    é como esperar por um milagre.

    Merece tudo de ruim.
    Seu caráter é nebuloso.
    Você é uma pessoa tão triste.

    Tudo perde força,
    suspendendo a razão,
    deixando-se levar pelas emoções.

    Tudo fala à alma
    quando se tem ouvidos para ouvir
    quem percebe o percebido.

    Carlos de Campos
    Foto por maycon rodrigues em Pexels.com