Tag: medo

  • Entrever

    Entrever
    
    Lutar todo o tempo
    Cansado de tanto tédio
    Diariamente com medo
    Constantemente solitário.
    
    Miserável
    Com fome
    Aflito
    Com muita insatisfação.
    
    Manipulado
    Vivo na contravenção
    Nos pequenos instantes de felicidade
    Onde, cada um, é chamado a se entrever.
    
    Limitado é o pensar
    Difícil de se relacionar
    Oh, Divina providência que nunca chega
    Adiante segue a história.
    
    Futuro fracassado
    Dia sem lucro
    Favelas que não são mansões
    Mansões que perderam o seu sentido.
    
    Observo o defeito do outro
    Pratico o domínio sobre o outro
    Exalto o quanto sou melhor que o outro
    O outro, que sou eu, com medo e abatido.
    
    Somos parte de tudo
    E de tudo somos igualmente responsáveis
    Da raiva pelo vizinho, a guerra mundial
    Estamos contribuindo diretamente com esse carnaval.
    
    A liberdade começa em nós
    O amor aflora em nós
    Precisamos parar de resistir
    O trabalho é intenso, interior e diário.
    
    A paz é possível ?
    Quanto vale a tua liberdade ?
    Viver ou morrer ?
    O que você prefere ?
    
    O cultivo interior é fundamental
    O amor que supera o ódio
    Quem sabe a humanidade poderá seguir feliz ?
    
    Carlos de Campos
    Entrever

Lutar todo o tempo
Cansado de tanto tédio
Diariamente com medo
Constantemente solitário.
    Foto por Lisa Fotios em Pexels.com
  • Vida sedimentada

    Vida sedimentada 
    
    Permanente é o devaneio 
    Como, também, é contínuo
    Intenso
    Porém, não passa de devaneio.
    
    Vou recolhendo as migalhas deixadas pelo caminho
    Caminho longo
    Sem discriminação ou falsas promessas
    Sem hora e nem espera.
    
    Ter medo faz parte da existência 
    Impondo a nós profundas observações 
    Mesmo sabendo que o medo é o pior dos sentimentos.
    
    O medo que nos faz viver das migalhas
    Nos fazendo perder ¹/4 da vida
    Vida sedimentada na própria história.
    
    Carlos de Campos 
    
    LANÇAMENTO
    
    Como humanidade, neste momento, passamos pela História; somos parte dela e enfrentamos mais este desafio que nos coloca diante de nossos maiores medos. Como já disse um poeta: “o medo cega os nossos sonhos”. E sonhos são carregados de sentimentos, desejos de realizações. Nesses tempos, sonhemos! O medo é natural, ele protege a vida, mas o sonho a impulsiona. O Amor, a beleza, a arte, a música, a poesia, é tudo o que move o sonho humano. Convidamos todos a manterem o foco em seus sonhos e esquecerem seus medos. Mergulhar numa boa leitura em vez de ligar a TV nos noticiários. Ouvir uma boa música, contemplar uma linda paisagem, uma arte. Respirar fundo e alcançar a certeza de que tudo isso passará, para que os nossos sonhos se realizem. Cuidem-se, também, interiormente. Resistiremos com poesia no coração.
    
    Sobre o autor
    
    Carlos de Campos nasceu em Biritiba Mirim, São Paulo, em 1980. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-os, poeticamente, através do seu minucioso olhar.
    Para adquirir este livro em pré-lançamento, acesse: AQUI
    
    Gostou do poema ? Compartilhe !
    Fazendo isso, você colabora para que esse poema seja encontrado por mais pessoas.
    Para ficar sabendo sempre em primeira mão o que publicarmos no Blog e redes sociais Mensagem com poesia clique AQUI, se puder e quiser você pode cadastrar o seu e-mail na nossa
    Newsletter.
    Vida sedimentada 

Permanente é o devaneio 
Como, também, é contínuo
Intenso
Porém, não passa de devaneio.
    Foto por Hakeem James Hausley em Pexels.com