Tag: medo

  • Distante do amor e próximo da dor

    Distante do amor e próximo da dor

    Loucura e morte,
    Imposição e medo,
    Desvio de caráter sem receio,
    Distante e tão perto ao mesmo tempo.

    É o tempo da distopia,
    Dos que não eram
    E passaram a ser vistos desde então.
    É o tempo do confronto da razão.

    Ninguém sairá vitorioso dessa batalha.
    Mercenários da ilusão,
    De um mundo em contínua submissão,
    Onde tudo se tornou um fracasso.

    Iluminados de autoritarismo
    Se somam aos ridicularizados.
    Ninguém estará fora ou dentro
    Dessa intervenção.

    Isolados e com medo, é como estamos:
    Distantes e próximos de nada,
    Do amor que eu perdi
    E, perdendo, me machuquei.

    É por dores assim que me movimento.
    Decepções são como baldes de água fria.
    Nem todos têm a mesma cabeça para lidar com a situação.
    Sofrimento: alimento para a alma dos decepcionados.

    Distante é como estou.
    Cada um segue o seu destino,
    Distinto e, ao mesmo tempo, próximo
    No sofrimento que nos une como irmãos.

    Diante do absurdo,
    O susto.
    Meus dias passam atropelando tudo.
    Eu sinto muito!

    Quem é o maior egocêntrico?
    O que o mundo deve esperar do homem?
    Do amor que nunca vem?
    Da ilusão que é a nossa realidade?

    Solidão: castigo dos corações apaixonados,
    Dos amores que nunca foram realizados,
    Da distância que nunca foi tão próxima,
    Alma que não soube amar na oportunidade que teve.

    Do céu buscam o socorro.
    Na Terra produzem destruição em massa,
    Tudo em nome da nobre arte de amar,
    Das virtudes que são violentadas.

    No mundo em que o caos é o imperador,
    Os soldados são os desesperançados,
    Forçados ao front de batalha,
    Sucumbem em êxtase de esperança.

    Faz-se ver ao longe,
    Caminhando entre corpos e escombros,
    A esperança!
    Recolhendo os corpos despedaçados.

    Limpando as feridas dos sobreviventes,
    Alimentando a alma dos esfomeados.
    Quem és tu, bela donzela?
    Como ousas salvar os meus condenados?

    Deixa-os para serem alimento de minha irmã, a morte.
    Quem leva a sério esses humanos tão patéticos?
    Deixa que suas almas alimentem a morte.
    Saia daqui!

    Imersa em solidariedade,
    Aquela honrada jovem continua o seu trabalho,
    Doando-se em amor, tempo, esperança e cuidado.
    Ao longe, ainda se pode ouvir o imperador vociferando.

    Palavrões, insultos e ordens de guerra são direcionados,
    Tudo em uma tentativa em vão de dissuadi-la de sua missão.
    Nesse momento, nada e ninguém é capaz de movê-la de seus propósitos,
    Na firmeza de seus passos descalços.

    Caminhante nessa vida,
    Alimenta almas e corpos com o dom sagrado,
    Com os dois únicos dons capazes de salvar esta humanidade.
    Cantemos ao amor! Cantemos à solidariedade!

    Carlos de Campos
    Foto por Jonathan Borba em Pexels.com
  • O lendário medo de ter tempo

    O lendário medo de ter tempo

    Meu mundo muda e fica mudo
    Dialogam…
    Entre um e outro existe um espaço de tempo
    Tempo…

    O tempo dialoga com o meu mundo
    Um mundo que fica mudo
    O tempo requer espaço
    Intervalo…

    No intervalo de tempo existe o meu mundo
    O mundo que fica mudo
    Explosões sensoriais
    Dentro do meu mundo que fica mudo.

    Olha no meu mundo
    Delícia…
    Existencial…
    Olhar antinatural.

    Demasiadamente obsoleto
    Olhar comportado, desconfiado
    Confinado no ar
    No meu corpo.

    Instinto condenável
    No ar congestionado
    Corpo inteiro
    Desejo escondido.

    Meu mundo é um labirinto
    Lá existe um labirinto escuro
    Um mundo de labirintos escuros
    O tempo é no labirinto.

    Lá, o tempo fica mudo
    Sem o tempo, tudo fica insosso
    Labirinto…
    No mundo distante e escuro…

    Meu mundo é um mundo de desejos
    Enrolado em papel cor-de-rosa
    Dá nuances
    Prefiro um labirinto cor-de-rosa.

    Jovem cheio de energia
    De nuance, prefiro a cor da pele
    Mundo cheio de labirinto
    Cai a bolsa e tudo tem um novo aspecto.

    Me deixe ir
    Soltar a pipa
    Debaixo daquele aquário
    Que laboriosamente foi esculpido.

    Com o sangue cor-de-rosa
    Meu mundo é um labirinto escuro
    Fechado…
    Escuro…
    Ainda é o meu mundo mudo.

    Meu mundo é um mundo mudo
    Estrela no céu brilha no escuro
    Mudo é como me sinto
    Lá existe um medo existente.

    O meu medo está no labirinto
    No labirinto escuro
    Isto é assustador
    Um labirinto que causa tanta dor.

    Medo…
    Tempo do medo
    Escuro do medo
    Delícia…

    Mundo do medo
    Do tempo
    Lá existe o tempo do medo
    Medo do medo.

    Existe o medo da existência
    Para a sobrevivência
    De soberba
    Sua mania do tempo.

    Existe o medo da existência
    No mundo mudo
    Quem sobrevive é porque tem medo
    Medo de um mundo sem tempo.

    Carlos de Campos


    Foto por Tom Fisk em Pexels.com
  • Encanto e desencanto de um encontro

    Encanto e desencanto de um encontro

    O que não quero
    É encontrar, pela estrada da vida,
    Os dias difíceis e sem solução,
    E o que encontro, não quero a companhia.

    E o que encontro pela estrada da vida?
    Encontro a companhia de quem não quero.
    Quero o imperativo do desejo,
    Do querer estar em sua companhia.

    Quem quis o que não podia ter?
    Quem, diante do medo, não se expõe?
    Ninguém sabe o que deseja realmente;
    O que queremos, muitas vezes, é obscuro.

    Indo ao encontro da sorte,
    Dos milagres oportunos que a vida reservou
    Aos pobres desantenados,
    Bem quis a vida que nós nos encontrássemos.

    Em meu teatro de oportunidades,
    Do baixo ao mais baixo da vida,
    Na difícil tarefa de amar,
    Os encontros obscuros.

    Um fiel escudeiro do amor é o que sou,
    Do amor que promove o encontro e o desencontro.
    Dentre segredos guardados a sete chaves,
    O amor é com quem não quero estar na estrada.

    Carlos de Campos

    Foto por Wendell Stoyer em Pexels.com
  • Nós nos limitamos apenas ao que pode ser visto

    Nós nos limitamos apenas ao que pode ser visto

    Tua distância me faz repensar o solitário modo como vejo a vida, a distância que nos afasta e nos arrasta para bem longe de nosso ser. Para compreender melhor o medo, aquele que mais me incomoda.

    Carlos de Campos

    Foto por KoolShooters em Pexels.com
  • Presença Amiga

    Presença Amiga

    Já é tarde, o medo vem,
    Mas não precisa ter medo.
    Estamos aqui para te proteger,
    Segure minha mão, não tema.
    Deixe-me ficar aqui com você,
    Meu refúgio está nestas palavras.

    Carlos De campos

  • Mostre sua dor

    Mostre sua dor

    Vivo longe de casa
    Distante dos meus familiares
    Vivo na esperança de um dia revê-los
    E poder abraçá-los.

    Mostre suas feridas
    Cada vez mais doloridas
    Sangrentas
    Malcheirosas.

    Mostre sua dor
    Dor da ausência
    Dos afetos não correspondidos
    Dor da fragilidade.

    Dor, sangue e vida
    Desejo não alcançado
    Tudo e nada ao mesmo tempo
    Dor, desejo e sangue.

    Mostre seu desejo de sangue
    Sangue que corre pela vida
    Vida, dor e medo.

    Espero por tua ausência
    Na dor escorre vida pelas veias
    Na ausência do teu abraço, fica a solidão.

    Carlos de Campos
  • Quais são os medos que precisamos superar ?

    Quais são os medos que precisamos superar ?

    O caos impera, dificultando um melhor progresso. Visualizar algo bom para os próximos dias torna-se difícil por não se ter mais confiança para tal desafio.

    #medos #caos #desafios #artigo #reflexão #mensagem #memoria #memoriaepoesia

    memoriaepoesia.com

  • Condomínio Amaldiçoado

    Condomínio Amaldiçoado

    Deitada há algumas horas, ela acorda e escuta barulhos vindos de outros cômodos da casa. Está sozinha. Ao ouvir o ruído, é tomada pelo medo, um medo paralisante. Em sua mente, passam todas as possibilidades terríveis, exceto a determinação de se levantar para verificar a origem do barulho e acabar com a angústia.

    Condomínio Amaldiçoado

    O barulho aumenta à medida que se aproxima cada vez mais do quarto onde ela está dormindo. Ela está suando frio, consumida pelo medo e desespero. Sua angústia a sufoca, e ela não consegue sequer sussurrar um pedido de socorro. O barulho para diante de sua porta, que começa a se abrir. Ninguém poderia imaginar que todo esse alvoroço vinha de um rato faminto em busca de migalhas de comida.

    Carlos de Campos

  • Procuro na ilusão

    Procuro na Ilusão

    Ao retornar, procuro
    Na vasta ilusão,
    Sigo sonhando.

    Procuro, pois preciso encontrar
    O caminho que hei de trilhar,
    Sem medo de hesitar.

    Carlos de Campos


    Procuro na ilusão
    Procuro na ilusão
  • Único caminho

    Não deveria existir medo
    Quando o único caminho é seguir
    E, confiante, continuar.

    Carlos de Campos