Tag: Memória e Poesia

  • Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60) Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados

    Livro 2: Geografia do Afeto: Uma Viagem pelo Lado Luminoso da Alma Mundi (Poema 02/60)

    Egito: A nossa herança vem dos nossos antepassados

    Nosso povo abençoado,
    de uma recepção imensurável,
    oh, povo abençoado,
    de um afeto caloroso.

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    Sua calorosa recepção vem desde o passado,
    herança transmitida pelo sangue
    da nobre realeza egípcia.
    O mundo encontra em ti a sabedoria.

    O Nilo é, para o mundo, fonte de vida,
    herança arquitetônica,
    noites de uma beleza admirável.
    Os nossos sonhos são abarcados em sua grandiosa literatura.

    A liberdade cantada em suas canções,
    tendo o sol como testemunha dessa união.
    Homens, mulheres e crianças
    cantando juntos o hino de vitória deste país.

    Vem o futuro próspero à nação,
    Egito do passado,
    herdeiro das mais antigas tradições,
    é, para o presente, o verdadeiro sol nascente.

    O sol ilumina toda a sua população,
    como na tradição que lhe foi transmitida.
    Fará correr, nesse solo sagrado do Egito, o leite e o mel:
    prosperidade e misericórdia.

    Carlos de Campos
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  • Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20) Mão em apuro

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

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    Livro 8: O dado e o divino (Poema 02/20)

    Mão em apuro

    A mão desocupada para que serve?
    Para sair da operação sigilosa?
    Para resgatar a própria integridade?
    A mão que nunca fala para que serve?

    Detritos amontoados em lago
    Saudoso era o tempo sem a tecnologia
    Em que a mão operava sem questionamentos
    A mão que é proibido invocar.

    O vento do sul nos traz a esperança
    orquestrada pela mão forte e invisível
    Que no estalar dos seus dedos nos coloca de joelhos
    E nos julga por seu tato decadente.

    Olhe para essa mão pesada
    Que extermina essas pobres formiguinhas
    Que não poupa nem as plantinhas
    Por puro ódio de sua própria existência.

    O que esperamos ainda de suas mãos?
    Dessas mãos que manipulam os resultados?
    Que ainda puxa arma para extorquir?
    O que essa mão tem de tão especial além de sujeira?

    A mão que abençoa
    É a mesma mão que violenta
    A mão que dá carinho
    É a mesma que silencia-se diante dos seus crimes.

    Carlos de Campos
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