Tag: Memória e Poesia

  • Maior que o amor

    Maior que o amor
    
    Maior que o amor
    Precisa ser a nossa vontade de amar 
    É no amor onde tudo floresce 
    O amor é terra de gente pacifica. 
    
    São muitos os caminhos 
    Que nos leva ao amor 
    Nos fazendo avançar 
    Entre montes e montanhas. 
    
    O amor verdadeiro tudo cura 
    Nos cura de nós mesmos 
    Em cada beijo apaixonado 
    O amor é poder. 
    
    Poder que nos deixa vulnerável
    Nos levando a sempre estar aberto 
    Aberto a amar 
    E respeitar o outro. 
    
    Insistente é o amor 
    O amor que quer ser verdadeiro 
    E é quem tudo transforma 
    Ouça o que diz ao seu coração. 
    
    Tudo está instável 
    Tudo está se perdendo 
    A guerra vai avançando 
    E o amor é lançado ao esquecimento. 
    
    A felicidade 
    É encontrada nos corações 
    Dos que vivem a experimentar 
    O amor pleno e verdadeiro. 
    
    Lancemo-nos!
    Ao mundo 
    No colo do amor 
    Do amor verdadeiro. 
    
    Amor! 
    Que antes foi experimentado por nós 
    Amor! 
    Que antes nos curou. 
    
    Lancemo-nos, ao mundo 
    O nosso amor 
    Nossa capacidade de amar 
    Nossa vontade de ser amor. 
    
    
    Fidelidade ao amor 
    Que enche o nosso existir 
    Nos fazendo espalhar pelo mundo 
    A alegria de poder amar. 
    
    Espalho o amor ao mundo!
    O amor que nos salvou!
    Espalho o amor ao mundo!
    O amor que nos salvou!
    
    A nossa autoridade 
    Vem de nossa experiência 
    Em amar verdadeiramente 
    Dos que se deixaram amar por primeiro. 
    
    Insisto!
    O amor verdadeiro 
    É quem nos torna mais forte
    Silenciando todo o nosso ódio interior. 
    
    Amor com autoridade 
    Silencia todo ódio 
    Ódio interior. 
    
    Afirmo!
    O amor sempre vence
    O amor vencerá o ódio. 
    
    Amar 
    É a nossa única esperança 
    Só o amor pode nos salvar, de nós mesmos. 
    
    Carlos de campos 
    Foto por Steve Johnson em Pexels.com
  • Quando o amor chega ao fim

    Quando o amor chega ao fim 
    
    É só ilusão 
    Distante está o amor 
    Na maneira de acolher podemos sentir 
    Nos desejos não manifestados. 
    
    É só ilusão 
    Tentado pela traição 
    Nos desejos escondidos pelas tradições
    De um amor que não existe mais. 
    
    Amar uma única pessoa 
    É tarefa difícil de aguentar 
    Porque o amor é via de mão dupla. 
    
    É ilusão acreditar que sem amor se pode amar
    Uma única pessoa por longos dias sem fim 
    Porque o amor é antes de tudo respeito à liberdade. 
    
    Carlos de Campos 
    Foto por Mariana Ayumi em Pexels.com
  • Impunidade

    Impunidade 
    
    Todos os dias observamos injustiça 
    Diversas atrocidades 
    Que nos assolam sem dó e nem piedade 
    Reina a impunidade. 
    
    Todos os dias observamos injustiça
    Dia após dia sem parar 
    Injustiça é o pão nosso de cada dia 
    Impunidade é o norte da felicidade. 
    
    O amor jamais florescerá 
    A vida deixará de existir 
    Se a impunidade seguir. 
    
    É preciso estar vigilante 
    Atento aos movimentos injustos 
    É preciso de mudança pessoal. 
    
    Carlos de Campos 
    Foto por Jou00e3o Cabral em Pexels.com
  • O morrer de uma vida angustiada

    O morrer de uma vida angustiada 
    
    Inevitável é a morte 
    A cada dia se morre um pouco mais 
    Bem ou mal é preciso seguir vivendo 
    A cada dia vivendo um pouco mais. 
    
    A vida vai passando rapidamente 
    Tão rápido que nem percebemos 
    Dos poucos minutos que nos restam 
    Muito pouco aproveitamos. 
    
    O tempero de uma vida é o amor 
    É o equilíbrio nos momentos de dor 
    É quem nos capacita para continuar a existir
    Em meio a uma vida repleta de contradições e dor. 
    
    A “eternidade” do presente 
    São só memórias de uma vida 
    De uma intimidade sofrida 
    Aborrecida. 
    
    Nos momentos de silêncio 
    Dor é que deixamos pelo caminho
    Caminhos inquietos 
    Caminhos dispersos. 
    
    Caminhos distorcidos 
    Divididos de um existir 
    Desbalanceado 
    De uma vida paralela. 
    
    Todas as camadas da alma convocada 
    Que clamam e reclamam 
    Fingem viver de alegrias 
    Quando são só decepções. 
    
    Flertam com movimentos radicais 
    Rasteiros e perigosos 
    Inebriado de veneno 
    Assassinos de mente. 
    
    Movimento íntimo 
    Escada de emoções 
    Trégua a um corpo cansado
    Para o início de um novo dia. 
    
    Um viver sem esperança 
    Tomado por angústias existenciais 
    Meio caminho andado 
    Bem ou mal continuamos. 
    
    Carlos de Campos 
    
    Foto por Alex Conchillos em Pexels.com
  • Ser mulher

    Ser mulher
    
    Uma a cada seis horas 
    A violência só cresce 
    Mulheres são encurraladas
    Mulheres são mortas. 
    
    Não prestam atenção 
    Falam isso e aquilo 
    Tudo continua na mesma situação 
    Uma mulher a cada seis horas é morta. 
    
    É preciso se levantar 
    Mulheres são mortas
    É preciso dar um basta 
    Uma mulher a cada seis horas é morta.
    
    
    As mortes continuam 
    Mulheres são perseguidas
    Assediadas constantemente
    E mortas.
    
    Carlos de Campos 
    
    Foto por Astrid Sosa em Pexels.com
  • Abandonado por você

    Abandonado por você 
    
    No íntimo é como me sinto 
    Abandonado por você 
    Finjo estar tudo bem 
    Abandonado é como estou. 
    
    Como esperar que me compreenda?
    Se sumindo fica tudo mais fácil 
    Fácil, para quem? 
    Abandonado por você. 
    
    Respeitar foi tudo o que fiz 
    Te amando dia e noite 
    Ouvindo os seus sonhos e desejos. 
    
    Abandonado por você. 
    
    Me despeço de sua vida 
    Sem conseguir entender 
    Os motivos secretos para abandonar. 
    
    Carlos de Campos 
    Foto por Hu0131du0131r Dedebey em Pexels.com