✦ Este poema é um abrigo para quem vive dias de confusão interna, silêncio sufocante e busca sem resposta. Se você já sentiu que não se reconhece mais, estas palavras são para você.
Mente que vai de um lado para outro Em busca de estabilidade, Indo sem ao certo saber O que há de encontrar.
E, indo, deixa de ser Quem acredita ser. Deixa tudo inacabado, Cai o que sustentava.
Figura em seu interior Um mundo desértico. Terra arrasada é como encontra sua alma, Imperativo do não ser.
Longe da razão se encontra, Desafios lhe são impostos. O divino é quem separa o mundo, Homem fragilizado na sua esperança.
O seu mundo é fugaz, Inebriante para a mente. É um profundo buraco vazio, É um ir e vir sem rumo.
Hoje, minha vida recebeu um presente: Um dom que estava escondido, e eu o encontrei. Convenci o algoritmo de que tenho muito a dizer. O algoritmo, com sua "personalidade" fria, me acolheu.
Tudo parecia que seria mais fácil depois de ser abraçado. Nos meus sonhos mais otimistas, eu sempre dizia: Se eu superasse o algoritmo de maneira orgânica, tudo fluiria. E chegaria com mais facilidade aos corações humanos.
Na teoria e na prática, convencer o algoritmo sempre foi o passo mais difícil. É um universo pré-determinado, sabe-se lá para quê e para quem. É uma "relação" com uma máquina fria, E transpor esse obstáculo era o ponto primordial.
Algoritmo superado de maneira orgânica, Daqui para frente tudo seria mais fácil. Foi o que pensei a princípio. O ser humano, querendo ou não, age mais pela emoção.
O que escrevo não ressoou entre pessoas, E me pergunto: por que isso aconteceu? Sou uma máquina para entender as máquinas? Ou sou só mais um anônimo querendo atenção?
Sou o mago do melhor posicionamento orgânico, Mas sou invisível aos corações humanos. Não é para se frustrar, Quando são as dúvidas que pairam sobre o meu falar.