Quando o amor chega ao fim
É só ilusão
Distante está o amor
Na maneira de acolher podemos sentir
Nos desejos não manifestados.
É só ilusão
Tentado pela traição
Nos desejos escondidos pelas tradições
De um amor que não existe mais.
Amar uma única pessoa
É tarefa difícil de aguentar
Porque o amor é via de mão dupla.
É ilusão acreditar que sem amor se pode amar
Uma única pessoa por longos dias sem fim
Porque o amor é antes de tudo respeito à liberdade.
Carlos de Campos
Impunidade
Todos os dias observamos injustiça
Diversas atrocidades
Que nos assolam sem dó e nem piedade
Reina a impunidade.
Todos os dias observamos injustiça
Dia após dia sem parar
Injustiça é o pão nosso de cada dia
Impunidade é o norte da felicidade.
O amor jamais florescerá
A vida deixará de existir
Se a impunidade seguir.
É preciso estar vigilante
Atento aos movimentos injustos
É preciso de mudança pessoal.
Carlos de Campos
O morrer de uma vida angustiada
Inevitável é a morte
A cada dia se morre um pouco mais
Bem ou mal é preciso seguir vivendo
A cada dia vivendo um pouco mais.
A vida vai passando rapidamente
Tão rápido que nem percebemos
Dos poucos minutos que nos restam
Muito pouco aproveitamos.
O tempero de uma vida é o amor
É o equilíbrio nos momentos de dor
É quem nos capacita para continuar a existir
Em meio a uma vida repleta de contradições e dor.
A “eternidade” do presente
São só memórias de uma vida
De uma intimidade sofrida
Aborrecida.
Nos momentos de silêncio
Dor é que deixamos pelo caminho
Caminhos inquietos
Caminhos dispersos.
Caminhos distorcidos
Divididos de um existir
Desbalanceado
De uma vida paralela.
Todas as camadas da alma convocada
Que clamam e reclamam
Fingem viver de alegrias
Quando são só decepções.
Flertam com movimentos radicais
Rasteiros e perigosos
Inebriado de veneno
Assassinos de mente.
Movimento íntimo
Escada de emoções
Trégua a um corpo cansado
Para o início de um novo dia.
Um viver sem esperança
Tomado por angústias existenciais
Meio caminho andado
Bem ou mal continuamos.
Carlos de Campos