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  • É a vida

    É a vida 
    
    É a vida 
    Uma vida sofrida 
    Cadenciada pela indisciplina
    É a vida. 
    
    Sentida, distraída 
    É a vida 
    De muitos olhares 
    É a vida sendo distraída. 
    
    Das decadências experimentadas 
    Uma vida alvejada 
    Pelos tiros da tirania. 
    
    Das janelas abertas 
    Acolhem os novos ares 
    É a vida inteligente. 
    
    Carlos de Campos 
    Foto por Tiana em Pexels.com
  • Quando o amor chega ao fim

    Quando o amor chega ao fim 
    
    É só ilusão 
    Distante está o amor 
    Na maneira de acolher podemos sentir 
    Nos desejos não manifestados. 
    
    É só ilusão 
    Tentado pela traição 
    Nos desejos escondidos pelas tradições
    De um amor que não existe mais. 
    
    Amar uma única pessoa 
    É tarefa difícil de aguentar 
    Porque o amor é via de mão dupla. 
    
    É ilusão acreditar que sem amor se pode amar
    Uma única pessoa por longos dias sem fim 
    Porque o amor é antes de tudo respeito à liberdade. 
    
    Carlos de Campos 
    Foto por Mariana Ayumi em Pexels.com
  • Impunidade

    Impunidade 
    
    Todos os dias observamos injustiça 
    Diversas atrocidades 
    Que nos assolam sem dó e nem piedade 
    Reina a impunidade. 
    
    Todos os dias observamos injustiça
    Dia após dia sem parar 
    Injustiça é o pão nosso de cada dia 
    Impunidade é o norte da felicidade. 
    
    O amor jamais florescerá 
    A vida deixará de existir 
    Se a impunidade seguir. 
    
    É preciso estar vigilante 
    Atento aos movimentos injustos 
    É preciso de mudança pessoal. 
    
    Carlos de Campos 
    Foto por Jou00e3o Cabral em Pexels.com
  • O morrer de uma vida angustiada

    O morrer de uma vida angustiada 
    
    Inevitável é a morte 
    A cada dia se morre um pouco mais 
    Bem ou mal é preciso seguir vivendo 
    A cada dia vivendo um pouco mais. 
    
    A vida vai passando rapidamente 
    Tão rápido que nem percebemos 
    Dos poucos minutos que nos restam 
    Muito pouco aproveitamos. 
    
    O tempero de uma vida é o amor 
    É o equilíbrio nos momentos de dor 
    É quem nos capacita para continuar a existir
    Em meio a uma vida repleta de contradições e dor. 
    
    A “eternidade” do presente 
    São só memórias de uma vida 
    De uma intimidade sofrida 
    Aborrecida. 
    
    Nos momentos de silêncio 
    Dor é que deixamos pelo caminho
    Caminhos inquietos 
    Caminhos dispersos. 
    
    Caminhos distorcidos 
    Divididos de um existir 
    Desbalanceado 
    De uma vida paralela. 
    
    Todas as camadas da alma convocada 
    Que clamam e reclamam 
    Fingem viver de alegrias 
    Quando são só decepções. 
    
    Flertam com movimentos radicais 
    Rasteiros e perigosos 
    Inebriado de veneno 
    Assassinos de mente. 
    
    Movimento íntimo 
    Escada de emoções 
    Trégua a um corpo cansado
    Para o início de um novo dia. 
    
    Um viver sem esperança 
    Tomado por angústias existenciais 
    Meio caminho andado 
    Bem ou mal continuamos. 
    
    Carlos de Campos 
    
    Foto por Alex Conchillos em Pexels.com
  • Sono

    Compre o livro Enquanto a solidão me abraça Editora Caravana

  • Jardim quase sem vida

    Jardim quase sem vida

    Jardim repleto de ervas daninhas

    Deixam as rosas fracas

    Quase perdendo o gosto de viver.

    Jardim quase sem vida
    Jardim quase sem vida